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25.10.2011 | Opinião

Roleta Russa

Roleta Russa

A cada dia que passa mais e mais sentimos o peso deste flagelo sem fronteiras e que só tem perdedores, que é a “Guerra do Trânsito”. Esta é uma guerra estúpida que ceifa milhares de vidas todos os anos e, como já comentei em outras oportunidades, é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), um problema mundial de saúde pública, pois mata mais de 1,2 milhões de pessoas a cada ano.

Olhando para a “nossa aldeia”, o número de mortes no trânsito do Rio Grande do Sul já “bateu” a absurda marca de 1099 vítimas neste ano. No ano passado foram 1666 gaúchos que perderam suas vidas nesta tragédia absurda que mata quase quatro pessoas por dia.

No sábado passado, no final da tarde me dirigia ao litoral pela RS-118, a tal “Rodovia Mário Quintana”, que de rodovia não tem quase nada. Pouco mais de uma centena de metros à minha frente, após um Pardal desativado, ocorria mais um acidente naquele local, desta vez fatal.

Esta colisão frontal aconteceu no km 26 da RS-118 matando uma pessoa e ferindo seis. O condutor do carro morreu no local. Sua mulher e três crianças que também estavam no Corsa ficaram feridos. O condutor e o passageiro do caminhão também sofreram ferimentos.

Além da tragédia, que poderia ser evitada se a rodovia já estivesse duplicada, ocorreu um grande transtorno aos demais condutores que trafegavam por aquela região. Durante mais de uma hora a rodovia ficou fechada nos dois sentidos outra coisa que poderia ser evitada se o governo fizesse sua parte, cumprindo o prometido há vários governos, inclusive um de seu partido (PT).

Bem, a rodovia ter ficado fechada é o de menos, pois ninguém morreu por conta deste transtorno. O fato é que diariamente cerca de quatro gaúchos morrem por conta da imprudência ou das más condições de rodovias.

Vale a pena conferir o mapa deste horror. O Jornal Zero Hora possui o “Mapa das Mortes no Trânsito (RS)”, um excelente trabalho jornalístico que nos coloca frente-a-frente com esta tragédia de nosso cotidiano.

O maior número de vítimas fatais é em estradas e a imprudência continua sendo a principal causa. Como sempre digo, a imprudência é uma questão pessoal enquanto a impunidade é uma questão de Estado.

Cobramos um maior rigor com penas pesadas, tanto financeiramente quanto na privação de liberdade, que talvez ajudem a trazer mais paz ao trânsito. Quando o Estado age, sendo mais severo e cumprindo a lei, aplaudimos quando os “outros” são punidos, mas criticamos quando nós somos os punidos.

Sempre insisto que o principal problema no nosso país é o “Fator I²”, a velha imprudência associada à certeza de impunidade. O Estado deve punir, doa a quem doer.

Chega de impunidade. Chega de arrogância ao dirigir. A impunidade que mata deve ser punida de forma exemplar, como diz o ditado: “Dura Lex Sed Lex”, ou seja, a lei é dura, porém é a lei.

Mas cabe também ao Estado dar melhores condições de trafegabilidade em nossas estradas. Com tantos impostos arrecadados e que somem no ralo da corrupção, o mínimo que merecemos é pelo menos estradas boas e seguras.

Cada vez que saímos para viajar ou trabalhar, parece que andamos sobre o fio da navalha, uma verdadeira roleta russa.


Tags: educação, trânsito, acidente, tragédia, morte






Opinião do internauta

  • Marli Costa Silva (25.10.2011 | 07.59)
    Concordo plenamente. Vou para o meu trabalho de carro, o que tenho assistido no trânsito é de assustar, muitos motoristas são irresponsáveis, sem educação, dirigem perigosamente, sem se importar com as consequências da sua imprudência. Temos visto, também, a falta de amor a vida dos condutores de motos. Acredito que as multas deveriam ter um maior valor, alguns só obedecem quando tem prejuizos financeiros. Se agora o trãnsito está nesse caos, podemos imaginar o que acontecerá de mortes neste final de ano. Fotos dos acidentes deveriam serem divulgadas (do veículo e da vitima, sem mostrar o rosto), imagens que chocam, talvez faça os irresponsáveis analisar o risco que estão correndo. Até o final do ano ainda temos tempo para concientizar os irresponsáveis e sem educação, para que analisem o dano que podem causar com a sua pressa desenfreada.

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