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03.11.2011 | Opinião

Laika, heroína da humanidade

A cachorrinha Laika, heroína da humanidade


O primeiro objeto feito por mãos humanas a circundar nosso planeta foi o satélite artificial Sputnik I, lançado ao espaço pela União Soviética em 4 de outubro de 1957, tornando-se um forte golpe nos norte-americanos em plena “Guerra Fria”, quando demonstrar poderio militar e tecnológico era extremamente importante para a propaganda dos dois blocos ideológicos que dividiam o planeta.

Ao contrário dos Estados Unidos, a então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) dispunha de tecnologia para lançar cargas ao espaço.

A missão Sputnik I, junto com o voo de Yuri Alexejevitch Gagarin, no Vostok I em 12 de abril de 1961, teve um impacto profundo na história da exploração espacial, pois desafiou os norte-americanos e foram a gota d’água para o lançamento do programa espacial dos EUA objetivando alcançar a Lua.

Mas um mês após o lançamento do Sputnik I os norte-americanos levaram outro forte golpe.

Em 3 de novembro de 1957, a cachorrinha “Laika” tornou-se o primeiro ser vivo a ir para o espaço, sendo lançada no segundo satélite espacial de todos os tempos, o Sputnik II.

Ela era uma cachorra da raça Laika Siberiano, com menos de cinco quilos de peso, amistosa e calma.

Laika foi ao espaço para morrer, pois não existiam planos para seu retorno ao nosso planeta.

Pode-se afirmar que “Laika” foi uma grande heroína na conquista do espaço, pois as observações feitas durante a trajetória deste satélite possibilitaram o lançamento do primeiro homem ao espaço, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin, de 27 anos, que se tornou o primeiro homem a deixar a atmosfera da Terra.

Mas depois deste voo para a morte, nenhuma outra missão tripulada por cães foi lançada ao espaço sem que existisse um sistema para o retorno seguro do animal.

A exploração espacial e a chamada corrida espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética dominou a opinião pública durante muitos anos, mas a exploração de animais não mereceu o destaque devido.

A imprensa de então estava mais preocupada com o impacto do ponto de vista político da missão do que com o destino da cachorrinha Laika. Só anos mais tarde que tiveram início discussões sobre o destino final do animal.

A deliberada morte de Laika desencadeou um debate mundial sobre o maltrato aos animais e os avanços científicos à custa de testes com animais.

Embora já houvessem morrido vários animais em missões dos Estados Unidos nos nove anos anteriores ao Sputnik II, Laika foi, como disse, o primeiro animal enviado ao espaço sem esperanças de ser recuperado.

Há pouco mais de quarenta e dois anos, no dia 20 de julho de 1969, o módulo lunar Eagle, da nave norte-americana Apollo 11, pousou em solo lunar, e o astronauta Neil Armstrong tornou-se o primeiro homem a pisar em outro corpo celeste, marcando o fim da Corrida Espacial entre as duas superpotências.

Quem sabe em algum dia do futuro o heroísmo da cachorrinha “Laika” seja lembrado e homenageado com o devido reconhecimento.

Mais uma vez foi nosso “melhor amigo” quem se sacrificou para que pudéssemos chegar onde nenhum homem jamais esteve.


Tags: espaço, Sputnik, animais, cães, cachorra






Opinião do internauta

  • Flavio Lopes (03.11.2011 | 09.33)
    Mias uma vez prova-se que o homem não é o melhor amigo dos cachorros. Usamos os cães como astronautas, como companhia ou alarme, presos em pátios, às vezes até em correntes, com uma ração de comida diária e uma lata de água, quando muito. Em frente à minha casa havia um cão que latia sem parar. Ele estava preso à uma corrente curta, junto à uma árvore, ao relento, a sol e chuva. O balde de água estava virado e o animal faminto. O mais incrível que haviam pessoas sentadas, conversando perto dele. Esse descaso com os animais é muito comum. As entidades que se dizem protetoras dos animais são "raivosas" quando alguém reclama que não consegue dormir com os latidos dos cachorros do vizinho, mas nada fazem contra donos desumanos. Cachorro preso sofre muito quando vê outros passeando livres pela rua. Na natureza os lobos vivem em bandos e não presos em pátios, ou apartamentos servindo à seus carcereiros.

  • Teresinha Winter (03.11.2011 | 09.17)
    Por acaso, um animal tem de sofrer pra nada. Se tinham de mandá-la ao espaço, por que não "inventaram" a volta? De que adianta ir sem poder voltar, já que, se fosse "ser humano", com certeza iriam querer que voltasse (dependendo de quem fosse, podia ficar por lá!)??? Perguntaram a ela se queria ser "heroína"??? Ora, senhoras e senhores, chamá-la de "heroína" não vai diminuir o fato de que a assassinaram, friamente, somente pra provar uma coisa que não tem utilidade nenhuma. Essas viagens ao espaço são somente pra gastar uma montanha de dinheiro, enquanto tem muitas outras coisas precisando de investimentos aqui embaixo.

    Réplica:

    Teresinha. Quem a chama de heroína sou eu. Poucas pessoas perceberam a barbaridade de mandar um ser vivo ao espaço sem direito à volta. Na época queriam mandar "algo" ao espaço, para provar que era possível. Pelo menos, logo após este incidente, sociedades protetoras de animais, inicialmente na Inglaterra, começaram a protestar sobre estes testes (e os da medicina também), o que mudou a sorte de outros animais que iriam morrer anonimamente no espaço. Isto sim um absurdo histórico e sem perdão. Como bem dissestes: Alguém perguntou para a Laika se ela queria ir ao espaço? Saudações e obrigado pela colaboração.

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