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RSSRumo à fronteira final...
Na abertura da série de televisão Star Trek (Jornada nas Estrelas), o capitão da ficcional espaçonave Enterprise (NCC-1701), James Tiberius Kirk, interpretado pelo ator William Shatner, dizia: “O espaço, a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise. Sua missão de cinco anos: explorar novos e estranhos mundos, procurar novas formas de vida, novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.”
Desde 4 de outubro de 1957, quando o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik, foi lançado ao espaço, os norte-americanos engoliam seco a amarga derrota para os soviéticos na recém iniciada corrida espacial. Outro golpe muito forte veio em 12 de Abril de 1961, quando o primeiro homem no espaço não foi um norte-americano e sim um soviético, o cosmonauta Iuri Alieksieievitch Gagarin, que abordo da Vostok I declarou a famosa frase: “A terra é azul”.
Desde então, tomei-me um aficionado das viagens espaciais e da aviação. Li ou assisti a quase tudo sobre viagens espaciais, em especial, como muitos de minha geração, tornei-me fã incondicional de Star Trek.
Mas jamais vou esquecer aquilo que assisti ao vivo em 28 de janeiro de 1986, início da tarde aqui no Brasil.
Eu e milhões de telespectadores estávamos na frente da televisão assistindo a mais um já corriqueiro lançamento de um Ônibus Espacial, no caso a espaçonave norte-americana Challenger, segundo Ônibus Espacial da NASA a ser fabricado após o Columbia.
Naquele 28 de Janeiro, tudo foi diferente. O Challenger faria a vigésima quinta missão do programa de ônibus espaciais, e a sua décima missão, a STS-51-L.
Com pouco mais de 73 segundos de voo, um defeito estrutural nos tanques externos de combustíveis causou a explosão da espaçonave, matando todos seus sete tripulantes, inclusive a professora Sharon Christa Corrigan McAuliffe, a primeira civil a participar de um voo espacial.
A NASA criou em 1984 um programa chamado “Um Professor no Espaço”. Seu objetivo era de levar um educador numa de suas missões, para que de lá ele ministrasse aulas às crianças norte-americanas.
Entre 11.000 professores dos Estados Unidos da América, que responderam a um chamado da NASA, Christa acabou sendo a escolhida em julho de 1985.
Juntamente com sua astronauta-reserva, Barbara Morgan, outra professora, passaram um ano sem dar aulas treinando para aquela fatídica missão, tendo seus salários pagos pela NASA.
Este desastre paralisou o programa espacial norte-americano durante meses, durante os quais foi feita uma extensa investigação que concluiu por defeito no equipamento e no processo de controle de qualidade da fabricação das peças da espaçonave.
Mas a saga catastrófica dos ônibus espaciais não ficou por aí. No dia 1º de Fevereiro de 2003, o Columbia, primeiro ônibus Espacial baseado no protótipo Enterprise, foi destruído, matando também seus sete tripulantes.
Em pleno século XXI, nós ainda não conseguimos novas tecnologias que nos levem com segurança ao espaço, a fronteira final.
Mas eu tenho uma convicção de que um dia a ousadia humana nos levará “onde nenhum homem jamais esteve”...


















