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31.05.2012 | Opinião

O adeus ao grande pássaro supersônico

O Concorde da Air France em pleno voo

Se nós nascemos para voar, como dizem as companhias aéreas, um pequeno “defeito” de fabricação nos deixou sem as asas.

Visto que o “Criador” esqueceu ou achou melhor não nos dotar deste acessório, nossa imaginação e o desenvolvimento tecnológico supriram em parte este “pequeno defeito”.

Na mitologia grega, Ícaro, filho de Dédalo, ficou famoso pela sua morte por cair no Mar Egeu quando a cera que segurava suas asas artificiais derreteu.

Na vida real, uma polêmica que nós brasileiros trazemos para o “nosso assado”. Para nós foi o brasileiro Alberto Santos Dumont que voou pela primeira vez em 23 de outubro de 1906, em Bagatelle, França, com o seu, o nosso 14-Bis.

Para os norte-americanos esta façanha é creditada aos irmãos Wright. Eles voaram com seu Flyer I em 17 de dezembro de 1903, perto de Kill Devil Hills, cerca de quatro quilômetros ao sul de Kitty Hawk, na Carolina do Norte, EUA.

Mas diferente do nosso 14 Bis, que decolou por seus próprios meios, o Flyer I foi lançado de uma catapulta.

Mas polêmicas à parte, o que interessa é que da imaginação humana ao talento e a técnica, muitos séculos se passaram, mas em pouco tempo os céus ficaram lotados de máquinas voadoras, que hoje já singram inclusive o espaço.

No meio de todo este avanço tecnológico, propiciado lamentavelmente pelas guerras, a aviação comercial emergiu e conseguiu feitos gigantescos, encurtando as distâncias, aproximando os povos e, principalmente, realizando o sonho de milhares de pessoas. O sonho de voar.

Entre tantas máquinas voadoras, sem dúvida alguma, o Concorde marcou uma era. Ele foi um dos dois aviões de passageiros supersônicos que operaram na história da aviação comercial, sendo o outro o soviético Tupolev Tu-144. Sua velocidade atingia até 2.652 Km/h, quase 3 vezes a velocidade de cruzeiro de um jato convencional.

Para quem pensa que o Concorde parou de voar por conta do acidente de 25 de julho de 2000, está equivocado. O custo de operação e o barulho, que já o proibia de voar em alguns países, foram os principais algozes do supersônico Franco-Britânico.

A Air France encerrou os vôos do Concorde em 31 de maio de 2003, enquanto a British Airways encerrou seus vôos em 24 de outubro de 2003.

Mas o último e derradeiro vôo de “aposentadoria” foi realizado no dia 26 de novembro de 2003.

Lembrar do “Concorde” é lembrar de “Alberto Santos Dumont”, o para nós o verdadeiro “Pai da Aviação”. Hoje, passados nove anos dos últimos vôos comerciais desta magnífica aeronave, nos resta sonhar que um dia poderemos voar ainda mais rápido e mais longe do que o Concorde.

Mas quando falamos de voar não podemos esquecer aquele belo comercial da Vasp que dizia...

Atenção…
(viaje bem, viaje Vasp)

Céu azul…
(viaje bem, viaje Vasp)

Atenção
Você com essa ficha na mão
dirija-se ao portão
e embarque neste avião

(boa viagem!)
Largue o chão
escolha uma direção
aperte o seu cinto e
solte a sua imaginação

(Voe Vasp)
Céu azul
Leste, oeste, norte ou sul
você livre pelo ar
com quem gosta de voar

A Vasp abre suas asas, sua ternura
Pra você ganhar altura

Viajar…..
Voar….
(viaje bem, viaje Vasp)


Tags: Santos Dumont, Concorde, avião, aviação






Opinião do internauta

  • Jairo (31.05.2012 | 14.49)
    Essa fantástica máquina voadora rendeu ensejo, inclusive, a uma belíssima música em sua homenagem: "Concorde", de Franck Pourcel. Vale a pena ouvir.

  • Rúdi Maria (31.05.2012 | 12.31)
    Bom Dia. Excelente matéria sobre " O adeus ao grande pássaro supersônico". Gostei muito. Parabéns. Mas gostaria de sanar uma dúvida/curiosidade, Santos Dumont é o Pai da Avião. Pergunto: ele inventou o avião ou segundo já li, apenas descobriu a "dirigibilidade área"? Me esclarece essa? Aguardo.

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