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17.07.2012 | Opinião

Voo TAM JJ 3054 – mais um ano se passou...

Voo TAM JJ 3054

Hoje se completa o quinto ano do trágico, revoltante e absurdo acidente do voo JJ 3054 da TAM, que vitimou 199 pessoas em Congonhas, São Paulo.

Este voo foi o pior acidente aéreo da história da América Latina, por 22 meses, até o também trágico final do voo Air France 447, ocorrido em 31 de maio de 2009. Coincidentemente, as duas aeronaves são de um mesmo fabricante, a Airbus.

Lembro de tudo como se fosse hoje. Na hora da tragédia eu estava participando da gravação do Programa Seis e Meia de meus amigos Flávio Portela, Renato Sagrera e Cléber Moreira.

Num intervalo da gravação, tomamos conhecimento do fato e ficamos extremamente apreensivos, pois naquele momento as notícias ainda estavam muito desencontradas.

Confesso que até hoje não me recuperei destes acontecimentos. Na realidade acredito que ninguém irá se recuperar totalmente desta tragédia, uma tragédia anunciada e que continua a espreita para acontecer novamente. A investigação apurou que a causa do acidente foi o posicionamento incorreto dos manetes que controlam os motores da aeronave, sem concluir definitivamente se houve uma falha humana ou do equipamento.

Todos nós, especialmente os gaúchos, tivemos algum parente, amigo ou conhecido, que nos foi levado por este desastre.

Mais um ano se passou e ainda procuramos respostas conclusivas para saber o que tirou do nosso convívio o atuante Deputado Federal Júlio Redecker, o grande colorado Paulo Rogério Amoretty Souza e tantos outros gaúchos e gaúchas que embarcaram naquele fatídico voo.

O que ficou claro foi a lamentável constatação de uma total inabilidade de lidar com crises, por parte do governo e seus agentes da área aeroportuária e da própria TAM, que acabou por arranhar sua imagem como empresa deixando sequelas irrecuperáveis até hoje.

Constatamos também a completa desorganização e despreparo do Governo Federal em relação ao tráfego e controle aéreo no Brasil. A Infraero e a Anac se mostraram incompetentes e até hoje ainda deixam muito a desejar.

Desorganização que é um prenúncio do caos que virá por aí na tão esperada Copa de 2014.

Perplexos, assistimos a um jogo de empurra, que não nos deu respostas, principalmente para aqueles que perderam seus entes queridos neste trágico desastre ocorrido com o Voo TAM JJ 3054.

Não existe dinheiro, não existe indenização que reponha o que estas famílias perderam, eles merecem respostas. A sociedade brasileira, solidária a estas famílias, também.

Não esqueço aquela distribuição de medalhas logo após o acidente, uma total falta de respeito. Algo que lembra em muito o que se passa em Brasília, a “Terra da Fantasia”, alojada no planalto central de nosso país, onde o público e o privado se misturam, como se nenhuma consideração eles devessem a nós, seus eleitores.

Tudo o que as autoridades brasileiras fizeram ou não fizeram até agora, é inaceitável.

Mais uma vez, varreram a poeira para baixo do tapete “e tudo continua como antes, no quartel do Abranches”.

A crise foi tratada de forma amadora, conduzida por apadrinhados políticos, sem o mínimo preparo para a função que exerciam. E quase nada mudou, mudaram os apadrinhados, as moscas, pois o problema persiste e cada vez mais próximo de uma nova tragédia.

A Copa de 2014 se aproxima, os alertas são dados todos os dias e as respostas continuam vazias.

O despreparo é tão grande que surgem sugestões de cancelar os voos comerciais e outros, que não para turistas, durante ou nos dias dos jogos em 2014, e isso não é piada não!

A tragédia da TAM nos mostrou as entranhas de um estado ineficiente e inoperante que precisa mudar sua cultura omissa e burocrática.

Chega de apadrinhamento e falta de competência. O que queremos é um governo comprometido com seus eleitores que não admita mais ser refém destes grupos que “assaltaram” o planalto central desde a inauguração de Brasília.

Eis a lista de vítimas do voo TAM 3054.


Tags: JJ 3054, TAM, aviação, conconhas






Opinião do internauta

  • jJoão Carlos Pompermayer (17.07.2012 | 19.04)
    Até hoje ninguem explicou se o avião estava com seu limite de carga (lotação completa, porões transportando caarga, e tanques completamente cheios de combustível), se o comandante estava ciente das condições da pista e metereológicas e do risco de pouso nestas condições. Porque até hoje não se dá conhecimento a sociedade sobre estas e outras informações sobre o acidenste?

  • Roberto Henry Ebelt (17.07.2012 | 09.58)
    Caro amigo Ricardo, Duas observações: duas palavras, no teu excelente artigo, não foram grafadas corretamente: ANARC e AIRBOMBA. Indignadamente Roberto

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