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13.09.2012 | Opinião

Fique atento. Fique vivo.

Fique atento. Fique vivo.

Diariamente dirijo meu veículo pela Grande Porto Alegre, e fico cada vez mais aterrorizado com a “qualidade” dos condutores que andam livremente pelas vias de nossas cidades.

Muitas vezes acho que desaprendi a dirigir ou estou virando um “antigo” (velho) meio ranzinza demais. Esta turma que anda por aí, não respeita a sinalização, velocidade, veículos, pedestres, etc..., etc... e, principalmente etc...

Eles andam “grudados” na traseira do veículo da frente, como se fizessem parte do mesmo. Aceleram tanto o carro a tal ponto de quase tocarem ou passarem por cima do veículo a sua frente.

Desafio qualquer um a dirigir na Freeway - Porto Alegre – Osório, respeitando o limite de velocidade que hoje é de 110 Km por hora, sem ter a sua mãe, ou quem sabe avó, coberta de elogios pela turma que mais parece que está em uma pista de corrida, do que numa estrada onde todos querem chegar ao seu destino “vivos”.

Este pessoal anda nas estradas, ruas e avenidas, utilizando a sinalização divisória entre as pistas como uma guia, pois usam duas pistas ao mesmo tempo.

Se está chovendo, aceleraram ainda mais para ver se a chuva passa, e assim cometem uma série de desatinos que não consigo entender como não morre mais gente em nosso trânsito tão maluco.

Se, por algum motivo são pegos em seus desatinos, tornam-se vítimas da “arbitrariedade” do policial rodoviário, do brigadiano ou azulzinho. A vitimização é tanta que já fez escola, mas isto é outra história.

E eu pergunto, estou errado?

Meu excesso de prudência pode até irritar algum motorista mais “estressado”, mas salvou minha vida e de meus familiares mais de uma vez.

A última que me lembro, aconteceu quando me dirigia a Florianópolis.

Em plena BR-101, passados alguns poucos quilômetros de Torres, já no território catarinense, uma turma de doidos forçou a ultrapassagem quando estávamos em fila indiana, próximos a um posto da Polícia Rodoviária Federal.

Foi o que lhes salvou a vida, pois o socorro estava ali, na PRF, a menos de uma centena de metros de onde colidiram frontalmente com um veículo que vinha na direção oposta.

Perdi o meu pai ainda muito jovem, não tinha dez anos de idade, mas nunca me esqueço do que ele dizia com relação a conduzir um automóvel: Cuide dos outros.

Sigo esta regra até hoje, e acho que ela tem muito de verdadeiro e me livrou de uma série de acidentes, alguns deles que poderiam ser mortais, poupando-me de uma partida prematura deste mundo que conhecemos.

Como diz o ditado, se conselho fosse bom se vendia, mas nesse caso vale uma reflexão e aceitá-lo graciosamente...

Ao dirigir, seja prudente e cuide dos outros. Sua vida e de seus familiares e amigos agrade.


Tags: Trânsito, transporte, acidente, morte, PRF, EPTC






Opinião do internauta

  • Jaime Z. de Sousa (18.09.2012 | 17.16)
    Ricardo, vou vchamar pelo 1º nome já que a muito tempo leio tua news, sim estas ficando um velho ranzinza, assim como eu e tantos outros que aprenderam a dirigir com o respeito que o outro merece, se te assustas com a Freeway, é porque não diriges pelas madrugas de Porto Alegre no fim de semana, tenho uma filha adolescente de 15 anos e faço questão de busca-la pelas madrugadas, sim não sei como só morrem 4 o 5 por fim de semana na grande POA, estou ficando velho e espero que minhas filhas e meus amigos também o fiquem e nunca e tenhamos que chorar por eles decorrente de um desatino.

  • Luiz Francisco Schmidt (13.09.2012 | 10.16)
    Orlandini, estás coberto de razão. A impunidade no trânsito é uma consequência da impunidade nos demais setores. A decadencia cultural é tamanha, que as normas e leis passaram a ser ignoradas e propositadamente desrespeitadas. O exemplo que nossos governantes e legisladores dão são diretamente refletidos no nosso dia-a-dia, inclusive no trânsito. Mas lembre-se sempre que os governantes e legisladores saíram do povo... e foram eleitos pelo povo. Mas, não acredite que violência no transito e esculhambação é uma exclusividade brasileira. Tu bem sabes que moro no exterior e, aqui nos Estados Unidos, não está nada diferente. A seta de mudança de pista ou conversão, famoso pisca-pisca, parece que foi abolido: ninguem usa, nem a polícia. Limite de velocidade não existe: no meu caminho para o trabalho o limite é de 55 mph. Eu ando a 75 mph e sou ultrapassado por quase todos... Facebook e "texting" enquanto dirigindo tornou-se quase obrigatório (a legislação da Florida permite falar ao telefone dirigindo, bem como andar de moto sem capacete). Ou seja, não é exclusividade brasileira ou gaúcha.

  • Carlos (13.09.2012 | 09.28)
    Acho que tens plena razão em todos os argumentos de seu artigo, a grande maioria dos motoristas de hoje em dia não sabe dirigir defensivamante, aliás penso até mesmo desconhecem as práticas da direção defensiva. Basta verificar o nível de reprovação nas provas práticas do Detran, realizadas às dezenas diversas praças de Porto Alegre, menos de 50% conseguem a aprovação, numa situação que o mínimo é exigido, imagina em situações complexas de todos os dias do trânsito cada vez mais cheio de carros!!!

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