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16.10.2012 | Opinião

Terceira Guerra Mundial

Guerra Urbana no Brasil

Todos os dias, quando procuro algum tema para comentar neste espaço me deparo com um dilema cada vez mais difícil de resolver.

Prefiro temas “prá cima”, positivos, que nos levantem o “astral”, tais como fatos da história, da ciência e tecnologia. Até mesmo os temas políticos e econômicos, por mais polêmicos e doloridos que possam parecer, ainda são melhores do que falar das tragédias que vivemos todos os dias.

O nome “Terceira Guerra Mundial” foi dado a uma hipotética guerra que seria travada entre as superpotências com armas de destruição em massa, aquelas que George W. Bush, o júnior, ex-presidente norte-americano e assumidamente mentiroso, afirmou existirem para invadir o Iraque e depor seu ex-aliado Saddam Hussein.

Há alguns anos, imaginava-se que esta guerra fosse travada entre os Estados Unidos da América e a ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, e acabasse envolvendo o resto do planeta.

Ontem no meu comentário Um minuto para a meia-noite lembrei a Crise dos Misseis de Cuba, episódio ocorrido durante a Guerra Fria que deixou o mundo em extrema tensão.

Foram treze dias de suspense mundial, devido ao medo de uma possível guerra nuclear que poderia transformar em poeira todo o planeta, o Apocalipse.

Estes momentos em que a humanidade esteve mais perto do que nunca de uma catástrofe nuclear que aniquilaria com a vida em nosso planeta são muito bem retratados no livro ‘One Minute to Midnight: Kennedy, Khrushchev, and Castro on the Brink of Nuclear War’, do renomado jornalista norte-americano Michael Dobbs, correspondente internacional do jornal The Washington Post.

Já para aqueles que preferem o cinema, este tenso episódio histórico também é muito bem retratado no filme Thirteen Days (Treze Dias que Abalaram o Mundo). Este filme norte-americano de 2000 foi dirigido por Ronald McDonald, tendo seu roteiro baseado em livro homônimo escrito em 1968 por Robert F. Kennedy.

Apesar de uma guerra apocalíptica ainda não estar varrida de nosso futuro, o título de Terceira Guerra Mundial da ficção não sumiu. Esta guerra já começou, a conta-gotas, com outros atores e aqui no Brasil.

Então vejamos.

Hoje, diversas cidades do mundo estão tomadas por uma verdadeira Guerra Urbana, guerra mundial travada entre um exército de bandidos sustentados pelo crime organizado, e pelo estado impotente, em geral formado por polícias despreparadas, com poucos recursos, além de alvo fácil da corrupção.

Não, não é exagero de minha parte.

Tudo estava longe, noutra cidade, noutro país, mas agora está aqui, dentro de nossas fronteiras. No Rio de Janeiro, em São Paulo, e até mesmo por aqui, não é mesmo???

Continuamos “tapando o sol com a peneira” e negamos o óbvio que nos rodeia.

Ao não reconhecermos uma guerra que já está nas ruas de diversas cidades brasileiras, aceitamos que o estado, que representa a sociedade, não enfrente esta questão com a atenção que merece.

Não bastasse esta guerra, onde somos também vítimas de suas balas perdidas, ainda temos a outra guerra, a do trânsito, que nos coloca dentro de uma verdadeira Guerra Mundial. Se somarmos os mortos no trânsito mundial e na violência urbana, neste ano de 2012 já morreram 1.380.000 pessoas contra pouco mais de 135 mil nas guerras tradicionais ao redor do planeta.

Podemos aceitar isto?

Tanto na guerra da violência urbana, quanto na do trânsito, sabemos o que fazer, mas não fazemos. Qual o motivo?

Parece que varremos tudo para baixo do tapete e não queremos que os outros, ou nós mesmos, vejamos.

Total falta de policiais, presídios superlotados e FARTAS PROMESSAS ELEITOREIRAS NÃO CUMPRIDAS. Este é o nosso dia-a-dia, esta a triste realidade.

A culpa é sempre do governo anterior e as promessas de campanha são só promessas, iguais as feitas para a saúde e educação.

Para revertermos estas guerras que estamos perdendo, precisamos mudar de atitude.

A solução é o enfrentamento contundente, sem trégua, sem perdão. Valorizar, equipar e aumentar os efetivos policiais é só um começo que não pode mais esperar. Também devemos melhorar em muito nosso sistema prisional que está sucateado e superlotado.

Aos bandidos do crime organizado que nada temem, pois não são punidos como deveriam, infringir uma derrota contundente, mandando esta turma para a cadeia.

Já no caso da guerra do trânsito, devemos enfrentar da mesma maneira que estamos enfrentando a epidemia da dengue, e o fizemos com a AIDS.

Não consigo entender o que se gasta em publicidade governamental em outras campanhas como bolsa disso ou daquilo, quando morrem na nossa frente mais de 50 mil brasileiros por ano nesta guerra do trânsito em nossas ruas e rodovias.

Além de uma forte campanha educativa, também devemos tratar como bandidos estes marginais que matam impunimente atrás de um volante.

Este é o ponto!


Tags: Trânsito, transporte, acidente, morte, guerra, violência






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