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05.11.2012 | Opinião

Irresponsabilidade recorrente

Não use o celular ao volante.

Não é a primeira vez nem será a última que toco neste tema recorrente e que muitos insistem em varrer para baixo do tapete.

Depois de mais um feriadão onde comprovamos que esta tragédia que afeta o trânsito mundial está muito presente em nosso país, peço novamente a especial atenção para outro causador de acidentes que é tolerado socialmente e até mesmo defendido por muitos: o uso do celular ao volante.

Não bastasse usar o aparelho ao dirigir, conversando e tirando sua atenção, muitos criaram o terrível hábito de ‘digitar’ mandando torpedos e e-mails enquanto dirigem.

Parece um absurdo, mas é a mais pura verdade.

Lembro-me de uma pesquisa realizada em 2006 pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos, indicando que tanto os motoristas bêbados, quanto os usando celular, têm cinco vezes mais chances de bater com seus veículos. Ou seja beber e falar ao celular enquanto guiamos é extremamente perigoso para não dizer uma verdadeira irrespoinsabilidade.

O estudo concluiu que dirigir falando ao celular - mesmo com um aparelho com fones, que deixa as mãos livres - é tão perigoso quanto dirigir bêbado.

A conclusão foi baseada em testes com 40 pessoas, dirigindo um simulador de carro em duas situações: usando um celular hands-free (mão livres) e depois de tomar suco de laranja com vodka e atingir o grau etílico mínimo considerado ilegal nos Estados Unidos (0,08% de álcool no organismo).

Os resultados mostraram que o celular hands-free e a bebida tiveram o mesmo grau de impacto sobre o motorista, levando os pesquisadores a questionarem a legislação que permite o uso de dispositivos hands-free nos Estados Unidos.

Os testes mostraram ainda que os motoristas que falavam ao celular hands-free não só dirigiam mais devagar, mas também eram 9% mais lentos para apertar o freio e apresentavam 24% mais desvio na trajetória. Eles também eram 19% mais lentos para retomar a velocidade normal depois de uma parada e apresentavam maiores chances de colidir. Três participantes do estudo bateram o carro. Os três falavam ao telefone e nenhum estava bêbado.

Além disso, os motoristas bêbados dirigiam um pouco mais devagar que os motoristas utilizando celular, porém com mais agressividade. Eles tinham o dobro de chances de frear o carro apenas quatro segundos antes de uma possível colisão e pisavam no freio com 23% mais força.

Em análise estatística, o estudo concluiu que o motoristas ao celular tem 5,36 vezes mais chance de se envolver em um acidentes do que um motorista atento. O mesmo percentual vale para os motoristas bêbados.

Assista a este vídeo de uma campanha educativa na Inglaterra para coibir o uso do telefone celular enquanto se dirige. As imagens são chocantes e merecem ser assistidas, pois não temos este tipo de iniciativa mais contundente aqui no Brasil.

Aqui no Brasil insistimos em tapar o sol com a peneira, e acusamos as autoridades de multarem só para arrecadar mais, a propalada ‘indústria da multa’, esquecendo que é a ‘indústria das infrações’ e da irresponsabilidade que geram tais multas, quando não causam tragédias maiores matando inocentes, vítimas desta irresponsabilidade e falta de respeito com o próximo.

Prefiro mil vezes a dor no bolso do que na consciência pela morte de inocentes.

Chega de tanta impunidade no trânsito.

Compartilhem este vídeo para seus amigos na internet.

É chocante, mas pode salvar vidas.


Tags: Trânsito, transporte, acidente, morte, guerra, violência






Opinião do internauta

  • Teresinha Winter (05.11.2012 | 08.50)
    Minha opinião é sempre a mesma: NÃO EXISTE ACIDENTE DE TRANSITO. É tudo, menos acidente. Sempre é culpa de alguém. Acidente é quando o que acontece é sem qualquer interferência pessoal, o que não é o caso no trânsito. Ou é a bebida, ou a má conservação do veículo, ou o excesso de velocidade, ou a má conservação da via, ou a imprevidência de outras pessoas. Então, enquanto ficarem tratando as mortes no trânsito como "acidentes", isso vai continuar no mesmo ritmo. Enquanto os responsáveis não forem punidos exemplarmente, tipo "tolerância zero", nada vai melhorar. Ou se resolver. Vou contar um caso: Um rapaz, na minha cidade, SSCaí, a exemplo de vários outros, estava fazendo "racha", como comumente acontece naquela cidade, sem que qualquer autoridade tenha tentado acabar com essa prática. Tudo liberado. Eis que um deles ATROPELOU E MATOU uma mulher no ACOSTAMENTO DA RODOVIA. Nem sei, juro, onde o corpo foi parar e em que condições, pois o "motorista" estava a 160km por hora. Qual foi a pena? PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS à comunidade. Pode? Ele continua dirigindo como se nada tivesse acontecido. E deve continuar com os rachas, pois vários praticantes já se envolveram em acidentes graves, com mortes, ficaram no hospital por muito tempo, mas nunca desistiram de fazer novamente, logo após a saída do hospital. Por quê? Porque nem perderam a carteira de motorista! Porque seguem as suas vidas normalmente! Porque as leis se preocupam com o criminoso e NÃO com as vítimas. Pode? A vítima, logo após a morte, é esquecida. E passa-se a tratar a respeito do criminosos, de como livrá-lo da cadeia, de como "socializá-lo", como se todo mundo fosse passível de socialização. Como minha avó sempre dizia, "pau que nasce torto morre torto", ainda mais se sabe que nada vai lhe acontecer. Deve ser o "corpo fechado", com certeza. Por isso, podem falar e falar e falar, discutir e discutir e discutir, fazer seminários, congressos, botar um monte de conversa fora, como ADORAM fazer neste país. Ninguém quer cortar na própria carne. Afinal, cada um pensa que, um dia, ele mesmo pode se envolver em algum acidente e ser o "beneficiário" da lei de trânsito. Por isso, vamos garantir que isso nunca aconteça. É.

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