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09.01.2013 | Opinião

Do HAL ao Bug, um milênio inesquecível

HAL 9000

Quem já me conhece sabe que gosto de lembrar fatos do passado para ilustrar nosso presente e até mesmo nos indicar o futuro.

Ontem à tarde eu conversava com um velho e querido amigo meu, o Roni Marques Corrêa, e lembramos de uma série de programas de rádio que apresentei na velha e saudosa Rádio Guaíba AM.

O tema, o Bug do Milênio,  e o Roni, que na época dirigia o Banrisul Processamento, estava lá comigo.

No meio de tato disque-disque e incertezas, nós procuramos acalmar aos que pregavam um verdadeiro apocalipse causado por este dito bug. Um, quem sabe, fim do mundo antecipado.

Como todos sabemos, nada de mais grave aconteceu.

Mas vamos em frente...

Esta dica do Roni, me fez lembrar um personagem de uma das maiores, se não a maior, obra de ficção científica que foi levada para a telona.

Falo do computador “HAL 9000” é um personagem ficcional da série “Space Odyssey” (Odisseia Espacial) de Arthur Charles Clarke, e foi imortalizado pela “adaptação cinematográfica”  feita em 1968 por Stanley Kubrick do primeiro volume da mesma, “2001: Uma Odisseia no Espaço”.

Na trama, HAL é um computador com avançada inteligência artificial, instalado a bordo da nave espacial Discovery e responsável por todo seu funcionamento. No filme, é representado por câmeras de televisão distribuídas através da nave.

Na ficção, HAL teria se tornado operacional no dia 12 de janeiro de 1992 (no romance de Clarke, entretanto, é mencionado o ano de 1997) e foi criado pelo indiano Dr. Chandra.

Algumas fontes afirmam que o nome HAL deriva de IBM. De fato, cada letra de HAL é exatamente uma anterior, alfabeticamente, às letras de IBM, uma das maiores empresas de computação do mundo e que já existia nesta época.

Falo de HAL e da IBM, na data ficcional de seu nascimento, 12 de janeiro, para reforçar o fato de que passados quatorze ou dezenove anos de seu nascimento na ficção, e de 44 anos da estreia do filme de Stanley Kubrick nos cinemas, a computação ainda nos fascina.

Ela nos envolve a tal ponto que não conseguimos imaginar até onde ela poderá nos levar, e o bem ou o mal que poderá nos causar.

Em 2001: Uma Odisseia no Espaço, o computador HAL já nos mostrava um lado sombrio que poderia vir das máquinas tão ou mais inteligentes que o homem, mas que não possuem sentimentos. Sua lógica objetiva nos assombrava.

Hoje os computadores invadiram nossos lares, a tal ponto de que passamos a acreditar que não conseguiremos viver sem eles. Nossa dependência do mundo cibernético é enorme.

Mas o lado sombrio da ficção de 2001 possui um lado real. Diversos países sofrem com o dilema de onde colocar o “lixo eletrônico”, o entulho tecnológico que se torna obsoleto com o passar de poucos anos, e que contamina a natureza.

Circuitos, placas, monitores, carcaças das mais diversas, e as tão prejudiciais baterias, estão nos criando um problema ainda sem solução.

Lembro-me da CeBIT 2008, ocorrida em março de 2008 na cidade de Hannover na Alemanha, onde o tema GREEN IT, ou Tecnologia Verde, foi o grande destaque. Aconteceram mais de 1000 eventos relacionados.

Além disso, até mesmo simples pesquisas no “inofensivo” Google Search ou no Bing estão gerando uma quantidade significativa de CO2, contribuindo para o efeito estufa.

É crescente a preocupação com o aquecimento gerado por computadores e equipamentos eletrônicos, o que está levando a indústria a criar produtos que gerem menos calor.

Do HAL de 2001 ao aquecimento global de hoje muita coisa mudou. As tecnologias avançam a cada dia, e a eficiência energética, ou seja, com menos energia gerar a mesma quantidade de valor energético, é busca constante da ciência moderna.

Como sempre digo a ficção de ontem deixou de ser algo vago num futuro incerto. Em mais um aniversário do computador HAL, passados poucos anos de sua ficcional criação, muita coisa que era ficção tornou-se a mais pura realidade.


Tags: HAL, IBM, Bug do Milênio, informática






Opinião do internauta

  • Alberto (11.01.2013 | 19.00)
    Orlandini, sempre trazes pontos de vista que poucos enchergam. A poluição pelo uso de computadores é bem interessante. Talvez, para quem só acessa a e-mails e facebook usar tablets no lugar de computadores seja uma boa contribuição à preservação do planeta.

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