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21.01.2013 | Opinião

O cético e o lúcido

Gêmeos no ventre da mãe

Outro dia recebi de um amigo esta bela parábola, de autor desconhecido, mas muito inteligente. Ela nos leva a refletir sobre nossas crenças, nossos preconceitos e convicções que, por muitas vezes, nos levam a equívocos muito grandes.

Vamos à parábola:

No ventre de uma mulher grávida, estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:

- Você acredita na vida após o nascimento?

- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?

- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.

- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: a vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.

- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.

- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas, com certeza, veremos a mamãe, e ela cuidará de nós.

- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?

- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.

- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.

- Bem, mas, às vezes, quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando ou sente como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...

Eu me considero uma pessoa eclética, um liberal que aceita o contraditório, as diferenças entre as pessoas. Isto é ser ‘humano’.

Não somos iguais, nascemos únicos e assim o seremos para sempre nesta ‘vida’ ou em qualquer outra, se ela existir.

Por este fato respeito ao máximo as diferenças entre as pessoas. Acreditar ou não em algo como ‘vida após o nascimento’ (ou morte), é questão pessoal e não pode ser impositiva, dogmática.

A diversidade cultural, religiosa, política (entre tantas outras), faz parte de nossas vidas, é parte da genética humana.

Lamento que em pleno Século XXI ainda existam pessoas e sociedades radicais que impõem o dogma “ou crê ou morre”.

Ou és a favor, ou se torna inimigo, um ser desprezível que deve ser eliminado a qualquer custo.

Encontrei na internet este texto com uma bela avaliação da parábola acima:

“A pessoa que escreveu este texto foi muito iluminada. Eu nunca havia pensado dessa maneira. Adorei a forma utilizada para esclarecer uma dúvida que atormenta a maioria da humanidade. Como achar que não exista vida após o nascimento??? Esta questão é a mesma de não acreditar em vida após a morte!!! Troque, no texto a palavra nascimento pela palavra morte e mamãe por Deus, faça a troca. Tudo depende de um ponto de referência. Usar o óbvio para explicar o duvidoso. Aliás... "O que é vida e o que é morte?"

Se tivermos que escolher algo, optarmos por um posicionamento filosófico, fiquemos com a liberdade de pensamento.

Sejamos lúcidos vivendo a vida sem preconceitos.

O futuro é o futuro...


Tags: preconceito, dogma, religião, vida, morte, verdade






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