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28.06.2013 | Opinião

As manifestações e o piso dos professores

As manifestações e o piso dos professores

Como tenho me posicionado claramente aqui neste espaço, não sou contra as manifestações que estão acontecendo de norte a sul do país, muito antes pelo contrário.

Quando jovem, eu e muitos amigos meus, participamos em vários momentos de manifestações pedindo democracia, o fim da ditadura e diretas já.

Naquela época, com a forte pressão das ruas, os militares começaram a “tal da abertura”, que acabou com a redemocratização do Brasil.

Depois do estelionato de Fernando Collor, os jovens (principalmente os jovens), voltaram às ruas e enxotaram do Planalto o ex-caçador de Marajás, dando uma lição ao mundo na ainda “recém nascida” democracia brasileira.

Desde então, nada de mais contundente acontecia em nosso país.

Agora, jovens de todas às idades vão às ruas contra a bandalheira que virou nosso país. O pano de fundo de aumento nas passagens de ônibus nas capitais brasileiras era só a ponta de um iceberg que escondia os desmandos, o desgoverno e a corrupção que campeia Brasil afora e que enoja a todos nós.

O governo federal percebe que “pisou na bola” e que até mesmo o projeto de reeleição de Dilma já pode estar comprometido.

O Bafo na Nuca deve e têm que continuar, até que os projetos de interesse geral tornem-se a “pauta do dia” de nossos governantes. Não podemos recuar na pressão contra tudo que nos incomoda neste país, como um maior repasse das verbas arrecadadas para os municípios, que vivem “com o pires na mão”.

Mas por traz da parte boa de tudo isso, desta “Copa das Manifestações” que chega as ruas, algo me incomoda e preocupa muito.

O vandalismo que está acontecendo não é mero acaso. Estes vândalos estão muito bem organizados. Organizados demais para meu gosto (sic).

Se estão organizados, existem líderes. Se existem líderes, existem organizações. Se existem organizações, existem endereços. Se existem endereços, existem pessoas que podem ser presas e responsabilizadas por estes atos absurdos.

Nestas duas últimas semanas “fui pego” entre algumas manifestações. Em duas oportunidades tive medo, muito medo.

Os verdadeiros manifestantes querem mudanças e não violência.

Cabe às autoridades cumprirem seu dever constitucional de zelar pela segurança física e patrimonial dos cidadãos de bem.

Se não for assim, o Estado de Direito ficará comprometido, abrindo espaço para algum “cabo austríaco” ocupar.

Muita atenção nesta hora...

P.S.: O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) confirmou sentença da ação civil pública que condenou o Estado a cumprir com o pagamento do piso nacional do magistério aos professores. A decisão dos determina que a data inicial para o pagamento deve ser a partir de 27 de abril de 2011, quando o STF declarou a constitucionalidade da lei aprovada pelo Congresso Nacional. Com isso, os professores devem receber o pagamento retroativo a essa data, com correção monetária e juros, incluindo aí os aposentados.

O que mais estranho é que era a ex-governadora Yeda que não tinha vontade política para pagar o piso aos professores, piso este criado pelo então ministro Tarso Genro, o mesmo que agora como governador não paga e não se entrega, determinando que a PGE recorra da sentença mais uma vez. Nada como um dia após o outro.





Opinião do internauta

  • Arno Gleisner (28.06.2013 | 11.33)
    Prezado Ricardo, Uma bandeira que falta nas manifestacoes eh a solucao para a previdencia, que soh no RS tem um deficit de R$ 5 bi por ano. Sds

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