RicardoOrlandini.net - Informa e faz pensar - Comentários - Hiroshima & Nagasaki I

Últimas notícias

Comentários

RSS
06.08.2013 | Opinião

Hiroshima & Nagasaki I

Bomba Atômica

O Conselho de Alvos (em inglês, Target Committee), de Los Alamos, nos Estados Unidos, recomendou as cidades de Kyoto, Hiroshima, Yokohama e o arsenal em Kokura como possíveis alvos das Bombas Atômicas recém criadas.

O Conselho rejeitava o uso da arma contra alvos "estritamente militares", pois queria que o ataque tivesse um grande efeito psicológico na população japonesa.

Às 8h15m da manhã de 6 de agosto de 1945, a bordo do avião "Enola Gay", o piloto Paul Tibbets lançava a bomba atômica "Little Boy" que destruiu a cidade de Hiroshima e matou instantaneamente 80 mil civis, chegando a quase 220 mil no total.

Pelo "azar histórico" e questões climáticas, pois não havia visibilidade no alvo principal que era a cidade de Kokura, três dias depois, os habitantes de Nagasaki tornaram-se os alvos de mais uma das maiores atrocidades da história.

Na manhã de 9 de Agosto de 1945, a tripulação do avião B-29 Superfortress, batizado de "Bockscar", pilotado pelo “Major Charles W. Sweeney” e carregando a bomba nuclear de nome código "Fat Man", deparou-se com o seu alvo principal, o arsenal de "Kokura".

Após três voos sobre a cidade sem visibilidade e com baixo nível de combustível, o bombardeiro dirigiu-se para o alvo secundário, a cidade de Nagasaki.

As condições de visibilidade em Nagasaki também não eram as ideais, mas às 11h02m, uma abertura de última hora nas nuvens permitiu ao artilheiro do "Bockscar" ter contato visual com o alvo.

A bomba "Fat Man", contendo um núcleo de aproximadamente 6,4 kg de plutônio-239, foi lançada sobre o vale industrial da cidade matando instantaneamente 40 mil pessoas, chegando a mais de 80 mil nos dias seguintes.

O papel dos bombardeios na rendição do Japão, assim como seus efeitos e justificativas, são até hoje submetidos a muito debate e polêmica.

Sabe-se hoje que um viés político foi ocultado da opinião pública na época. Os soviéticos já estavam a um passo de uma invasão e os aliados não queriam outra situação parecida com a da Alemanha ocupada e dividida.

Mas a história está registrada e, em algum momento, outros fatos pouco lembrados vêm à tona.

O fato histórico de Hiroshima & Nagasaki, é que milhares de civis inocentes foram dizimados sem nenhum aviso num ato bárbaro e sem propósito.

Amanhã outros fatos que talvez justifiquem esta opção norte-americana pelos bombardeios de 6 e 9 de agosto de 1945.


Tags: Hiroshima, Nagasaki, Japão, Segunda Guerra Mundial, bomba atômica






Opinião do internauta

  • A. F. Fabrício (06.08.2013 | 16.34)
    Quaisquer que sejam os antecedentes, quaisquer que sejam as intenções, qualquer que seja o interesse militar, ou o tamanho do ódio, nada justifica, ou sequer explica, a matança massiva de duzentos, trezentos ou quatrocentos mil civis (o número exato nunca será conhecido). Não se trata de gostar ou desgostar dos japoneses ou dos norte-americanos. Há no episódio uma dimensão humana que os senhores da guerra não conhecem, nem estão ineressados nela. A idéia de aterrorizar o povo pelo morticínio, na suposição de que isso o levará a forçar seu governo (também belicista!) à submissão é uma das "justificativas" mais imorais monstruosas que se possam imaginar. É coisa típica de uma reunião de estado-maior em que os generais contabilizam previamente as baixas prováveis para calcular o custo-benefício de uma operação. Com uma terrível diferença: no caso, a matança programada é de civis indefesos. Por favor, não me expliquem nada.

    Réplica:

    Não quero ou procuro justificar nada. Como gosto e leio muito sobre história, aprendi que não podemos ver fotografias, devemos assistir ao filme. Lamentavelmente o filme mostra atrocidades que vitimaram cerca de 50 milhões de pessoas pelas mãos do Exército e Marinha Imperial do Japão, tudo com a anuencia e coniv~encia do Imperador Hirohito. Isto é história. Não sou juiz para julgar quem é o culpado ou o mais culpado. Procuro relatar os trágicos fatos ocorridos. Cada um que julgue conforme seu entendimento. Para mim, nada justifica estes milhões de mortos pela espada ou pelas duas bombas atômicas.

  • Roberto Henry Ebelt (06.08.2013 | 10.08)
    Caro Ricardo, Por mais horripilantes que tenham sido os ataques nucleares ao Japão, eles não chegaram aos pés da atrocidades cometidas pelo governos militares japoneses contra os chineses e outros povos do sudeste asiático e Mongólia desde o século 19, sem falar que a conquista do Japão, palmo a palmo, indubitavelmente teria custado muito mais vidas japonesas, além de milhares de vidas americanas, do que as 200.000 vidas japonesas destruídas pela bombas atômicas. Hoje, não tenho mais nenhuma dúvida de que as bombas nucleares pouparam milhares de vidas japonesas e americanas.

    Réplica:

    Meu professor e amigo Roberto. Tens completa razão os 200 e até 400 mil mortos pelas bombas atômicas são muito menos do que o Japão promoveu durante a guerra. Peço que acompanhes minhas próximas colunas (Hiroshima & Nagasaki II, III e IV) até sexta-feira dia 9 de agosto. Busquei em fatos históricos coisas que os anti-americanos varreram para baixo do tapete. Massacres promovidos pelos japoneses que quem vive naquela região do planeta não perdoa até hoje. O Japão ainda é odiado por muitos. O Exército Imperial e a Marinha Imperial japonesas, por ordens de Hirohito, mataram quase 30 milhões de civis inocentes. A história é implacável. Forte abraço.

  • James (06.08.2013 | 08.36)
    Vejo dois problemas nas suas afirmações: um histórico, a outro de lógica. Antes do lançamento das bomba atômicas, coisa de duas semanas antes, foi exigida a rendição do Japão pelos aliados, e o Imperador negou a render-se. Inclusive, cidades japonesas foram sobrevoadas, e foram descarregados milhares de folhetos pedindo ao povo japônes que exigisse a rendição do Imperador. Mas sabe como é, o Imperador japônes tem a mesma "infalibilidade" do Papa, ele nunca erra, e ele dizia que o Japão venceria a guerra e jamais se renderia. E assim foi, até o dia da primeira bomba. Depois da devastação que esta gerou, foi dado novo ultimato ao Imperador, e que se não se rendesse, nova bomba seria detonada. Novamente, ele negou-se. Nova bomba e aí novamente outro ultimato, e aí ele se convenceu. Portanto, primeiro problema, histórico: o Japão foi sim avisado e poderia ter evitado os bombardeios, e segundo problema, de lógica: as bombas não foram detonadas no mesmo dia e na mesma hora, portanto, na segunda, todos japoneses já sabiam o que iria acontecer. A culpa pelos bombardeios foi da loucura japonesa, e se não houvesse os bombardeios, teria que se invadir o Japão por métodos convencionais, o que geraria ainda MUITO mais mortes dos que as bombas geraram, além da guerra perdurar por muito mais tempo.

    Réplica:

    James, obrigado pela tua sem preciosa colaboração. Peço que acompanhe minhas próximas colunas (Hiroshima & Nagasaki II, III e IV) até sexta-feira. Busquei em fatos históricos coisas que on anti-americanos varreram para baixo do tapete. Massacres promovidos pelos japoneses que quem vive naquela região do planeta não perdoa até hoje. Acompanhe. Forte abraço.

Deixe sua opinião

Datas anteriores:

Comemoramos hoje - 16.08

  • Dia de São Estevão
  • Dia de São Roque
  • Dia do Anjo Elemiah
  • Dia do Filósofo