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08.08.2013 | Opinião

Hiroshima & Nagasaki III

Ministro das Relações Exteriores do Japão Mamoru Shigemitsu assina a Ata de rendição do Japão no USS Missouri sendo visto por Richard K. Sutherland.

Dando prosseguimento ao que comecei na última terça-feira (6), vamos a alguns fatos de nossa história que podem nos esclarecer o que ocorria na primeira metade do Século XX.

Em 15 de agosto de 1945, os japoneses ouvem pela primeira vez em suas vidas a voz de seu imperador, que exorta seu exército e seu povo a pôr fim às hostilidades na Segunda Guerra Mundial. Isso permite aos norte-americanos desembarcar nas ilhas japonesas sem encontrar resistência.

Em 28 de agosto de 1945, começou formalmente a ocupação do Japão pelo Comandante Supremo das Forças Aliadas, o General Douglas MacArthur.

A cerimônia oficial de rendição aconteceu no dia 2 de setembro de 1945, quando oficiais do Japão representando o Imperador assinaram a ata de rendição do Japão ao general americano Richard Kerens Sutherland, a bordo do USS Missouri.

De derrotado na Segunda Guerra Mundial à segunda economia do mundo, o Japão deu um salto enorme no pós-guerra.

Mas a verdade verdadeira é que o Japão é odiado até hoje por diversos países da região, merecendo um lastimável capítulo na história mundial intitulado “Crimes de Guerra do Japão Imperial”.


Hsuchow, China, 1938. Uma vala comum cheia de corpos de civis chineses, assassinados por soldados japoneses.


Prisioneiros chineses sendo enterrados vivos.


Cabeças decapitadas de vítimas do Massacre de Nanking.


Soldados japoneses atiram em prisioneiros Sikh com os olhos vendados.
A fotografia foi encontrada entre registros japonesas quando as tropas britânicas entraram Singapura.


Um prisioneiro de guerra australiano, o sargento Leonard Siffleet, capturado na Nova Guiné, prestes a ser decapitado por um oficial japonês


Prisioneiros de guerra australianos e holandeses em Tarsau na Tailândia, 1943

O historiador Chalmers Johnson assim escreveu:

“Pode não ter sentido tentar estabelecer qual dos dois agressores do Eixo na Segunda Guerra Mundial, Alemanha ou Japão, foi o mais brutal para as pessoas que vitimou. Os alemães mataram seis milhões de judeus e 20 milhões de russos [isto é, de cidadãos soviéticos]; os japoneses assassinaram algo como 30 milhões de filipinos, malaios, vietnamitas, cambojanos, indonésios e birmaneses e pelo menos 23 milhões de chineses étnicos. Ambas as nações saquearam os países conquistados, numa escala monumental, embora os japoneses tenham pilhado mais, por um período mais longo, do que os nazistas. Ambos escravizaram milhões e os exploraram como trabalhadores forçados — e, no caso dos japoneses, como prostitutas [forçadas] para tropas nas linhas de frente. Se você era um prisioneiro de guerra dos nazistas de origem britânica, norte-americana, australiana, neozelandesa ou canadense (mas não russa) tinha 4% de chance de morrer antes do fim da guerra; [comparativamente,] o índice de mortalidade dos prisioneiros de guerra aliados mantidos pelos japoneses era de quase 30%.”

R. J. Rummel, professor de ciência política na Universidade do Havaí, declara que entre 1937 e 1945, os militares japoneses assassinaram de três milhões a mais de dez milhões de pessoas, sendo o número mais provável em torno de seis milhões de chineses, indonésios, coreanos, filipinos e indochineses, entre outros, incluindo prisioneiros de guerra ocidentais.

De acordo com Rummel, apenas na China, no período 1937-45, aproximadamente 3,9 milhões de chineses foram assassinados, principalmente civis, como resultado direto das operações japonesas e 10,2 milhões em todo curso da guerra.

Amanhã, mais um pouco de história.


Tags: Hiroshima, Nagasaki, Japão, Segunda Guerra Mundial, bomba atômica






Opinião do internauta

  • Carlos Mello (08.08.2013 | 12.13)
    Fico muito feliz com a referência do Orlandini sobre a minha colaboração. Infelizmente estou momentaneamente impossibilitado de participar no site, estou somente acompanhando estes relatos, são verdades históricas. Em por falar em história, se qualquer um destes Países: China, Indochina, Indonésia, Malásia, Filipinas, Birmânia ou Cingapura e ainda provavelmente Australia e Nova Zelandia, que foram Países que sofreram a extrema barbárie dos japoneses, tivesse uma arma atômica, os livros de história atuais contariam assim: Até 1945 existiu um povo que tinha sua história recheada de sangue, sempre se vangloriou de ser guerreiro, degolavam pessoas como passatempo, adoravam guerras e cultuavam criminosos que eles chamavam de samurais, foi aniquilado num ato de legítima defesa porque a partir de 1932, fazendo jus à sua história resolveu invadir e saquear seus vizinhos, que reagiram e ACABARAM COMPLETAMENTE com aquele povo. Os japas tiveram muita sorte em ser os americanos que os venceram, muita mesmo.

  • Roberto Henry Ebelt (08.08.2013 | 09.48)
    Ricardo, Agora, essa série está ficando interessante. É inacreditável como o povo japonês, assim como o povo alemão, ficou refém dos governos militares entre o fim da 1ª guerra mundial e 1945. De qualquer maneira, os comunistas em geral, inclusive um de Porto Alegre, o marido da Olga, conseguiram superar, em muito, as atrocidades japonesas e nazistas, com suas desvairadas marchas sem rumo. E, para nossa infelicidade, eles ainda não desistiram de nos transformar em uma republiqueta bananeira comunista. E o povão ainda vota nesses ideais sanguinolentos!

    Réplica:

    Quem me chamou a atenção no ano passado foi o Carlos Mello, a quem agardeço a colaboração. História não é estória. Fato é fato.

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