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27.09.2013 | Opinião

29 de setembro de 2006 - O caos aéreo mostrava sua face

Caos aéreo

Poderia ter sido uma sexta-feira como qualquer outra, mas aquele 29 de setembro de 2006, em especial, entrou para a história brasileira como uma das maiores tragédias da aviação em nosso país. O voo 1907, da Gol, vitimou 154 pessoas em um novinho Boeing 737-800 com apenas 234 horas de operação.

A aeronave, que voava de Manaus para Brasília, foi atingida por um jato executivo Embraer Legacy 600, que fazia o percurso inverso, em seu voo de entrega a um cliente norte-americano.

Naquele dia, batia à nossa porta, sem máscaras e subterfúgios, o “Caos Aéreo” que estava à nossa frente, a espreita, e que as autoridades brasileiras teimavam e ainda teimam em varrer para baixo do tapete.

Naquela época eu apresentava nas manhãs de sábados o programa “O Terceiro Milênio”, na Rádio Pampa AM (780 – 970 AM). Por volta das 6h30m, quando cheguei na emissora, o meu amigo e produtor do programa Otto Bede, já me passava informações do ocorrido e logo na abertura do programa já tínhamos contato com testemunhas que viram a queda da aeronave.

Uma tragédia que jamais vou esquecer, pois acompanhei todo o desenrolar do episódio até a localização dos destroços que comprovaram a morte de todos os ocupantes da aeronave novinha da Gol.

Meses depois, em 17 de julho de 2007, outra tragédia ainda maior abalava o Brasil. O voo 3054 da TAM vitimou 199 pessoas a bordo de um “Airbus A320” quando tentava aterrissar no Aeroporto de Congonhas.

Após a tragédia da Gol, controladores de voo sob investigação foram temporariamente licenciados. A redução do número de profissionais e um maior rigor no cumprimento das normas de segurança aérea geraram grandes atrasos nas decolagens em todos os aeroportos brasileiros, o que acabou conhecido como “Apagão aéreo de 2006”.

No feriado de Finados, em 2 de novembro de 2006, e no feriado da Proclamação da República, no dia 15 do mesmo mês, o caos veio à tona. Apesar de negada pela Aeronáutica, uma operação-padrão executada pelos controladores de voo de Brasília, foi a causa dos atrasos.

O acidente da Gol foi o estopim de uma crise que mostrou a incompetência do Estado brasileiro em gerir seus superfaturados aeroportos, o que permanece até hoje.

Os constantes atrasos e cancelamentos de voos ainda provocaram enormes prejuízos aos brasileiros e, faltando menos de um ano para a Copa do Mundo de 2014, não sabemos o que vai ocorrer.

A situação do tráfego aéreo no país ainda é temerária. A cobertura dos radares e das comunicações é precária. A quantidade e qualidade dos controladores de voo ainda são contestadas, e as pistas e aeroportos são uma verdadeira “vergonha”.

Passados exatos sete anos desta tragédia, a ação das autoridades para resolver estas questões de infraestrutura aeroportuária e do tráfego aéreo, vitais não só para nossa segurança mas também para nos dar condições de sediar a Copa do Mundo em 2014, continuam a passos muito lentos.

Ao que parece nosso governo está esperando outra tragédia para resolver estas questões.

Muitas perguntas ainda permanecem sem resposta e preocupam muito aqueles que se arriscam a voar em nosso país torcendo para não se tornarem as próximas vítimas.

Lembro da “brilhante” declaração feita pelo então Ministro da Defesa Waldir Pires, afirmando que "o Ministério da Defesa não têm culpa pela crise aérea que assola o país, e que a responsabilidade é “dos acontecimentos”...

Parece piada, mas não é!!!

Pelo visto os "acontecimentos" continuam por aí, só aguardando um momento para virem à tona novamente.


Tags: ANAC, voo, aviação, GOL, TAM






Opinião do internauta

  • James (27.09.2013 | 07.47)
    A ideologia da maioria do povo, que o PT tão bem representa (senão não estaria no poder), impede qualquer solução em qualquer área de infraestrutura, previdência, CLT, etc... E por isso, continuaremos na mesma, como aqueles carros mais lentos da F1: vão para frente, mas tomam voltas e mais voltas dos líderes.

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