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16.10.2013 | Opinião

O profético Charles Chaplin

Chaplin como “Adenoid Hynkel” (Adolf Hitler)

Ninguém discorda que Charles Spencer Chaplin, o adorável vagabundo, foi um dos maiores gênios do cinema mundial.

Entre suas obras primas constam filmes como O Vagabundo (The Tramp), Monsieur Verdoux, Luzes da Ribalta (Limelight), Tempos Modernos (Modern Times) e seu profético O Grande Ditador (The Great Dictator).

Aliás, quem assiste desavisadamente a esta obra prima do “eterno Carlitos”, eventualmente não percebe um pequeno, mas importante detalhe em sua produção. Ela foi filmada antes da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

O filme era incomum para época, pois os Estados Unidos estavam formalmente em paz com a Alemanha Nazista. Por este motivo e pela tradicional posição esquerdista de Chaplin, ele foi muito criticado e perseguido pelas autoridades e simpatizantes do nazismo na América do Norte, que não eram poucos.

O enredo começa durante uma batalha na Primeira Guerra Mundial, tendo como protagonista, um anônimo barbeiro judeu. O filme é profético em relação ao que já acontecia na Europa e no que estava por vir. Quando eu assisti pela primeira vez o filme, não acreditei no que via e, até hoje me emociono com o brilhante discurso proferido pelo ditador interpretado por Chaplin.

Adenoid Hynkel” é Adolf Hitler, interpretado por Chaplin, já “Benzino Napaloni” é Benito Mussolini, interpretado por Jack Oakie. Os dois fictícios ditadores, mostravam uma trágica realidade que se aproximava, satirizando o Nazismo, o Fascismo e seus principais defensores na época.

Lançado em 15 de outubro de 1940, o Grande Ditador foi o primeiro filme falado de Chaplin. A América só acordaria para o pesadelo nazista após o ataque japonês a Pearl Harbor, ocorrido em 7 de dezembro de 1941.

Não aceitar os alertas de Chaplin com relação a Adolf Hitler e ao nazismo custou caro à América e ao mundo.

Mas esta profecia custou ao gênio do cinema muito mais caro. Depois de uma vida extremamente agitada nos Estados Unidos, vítima de diversas perseguições políticas, Chaplin exilou-se, passando os últimos 25 anos de sua vida na Suíça, onde morreu na madrugada de 25 de dezembro de 1977, um dia de natal.

Vale sempre conferir essa e outras obras deste gênio da Sétima Arte, Sir Charles Spencer Chaplin.


Tags: Charles Chaplin, cinema, filme, Hitler, nazismo, Mussolini, Segunda Guerra Mundial, holocausto






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