Últimas notícias

Comentários

RSS
26.11.2013 | Opinião

O sonho de voar

Concorde

Desde muito cedo o homem sempre nutriu o sonho de voar como os pássaros, e eu me incluo entre estes sonhadores.

Se nós nascemos para voar, como dizem as companhias aéreas, um pequeno mas importante “defeito” de fabricação, nos deixou sem as asas.

Visto que o “Criador” esqueceu ou achou melhor não nos dotar deste acessório, nossa imaginação e o desenvolvimento tecnológico supriram em parte este “pequeno defeito”.

Na mitologia grega, Ícaro, filho de Dédalo, ficou famoso pela sua morte por cair no Mar Egeu quando a cera que segurava suas asas artificiais derreteu.

Na vida real, o brasileiro Alberto Santos Dumont voou pela primeira vez em 23 de outubro de 1906, em Bagatelle, França, com o seu, o nosso 14-Bis.

Da imaginação humana ao talento e a técnica, muitos séculos se passaram, mas em pouco tempo após aquele primeiro voo em Bagatelle, os céus ficaram lotados de máquinas voadoras, que hoje já singram inclusive o espaço.

No meio de todo este avanço tecnológico, propiciado lamentavelmente pelas guerras, a aviação comercial emergiu e conseguiu feitos gigantescos, encurtando as distâncias, aproximando os povos e, principalmente, realizando o sonho de milhares de pessoas. O sonho de voar.

Entre tantas máquinas voadoras, sem dúvida alguma, o Concorde marcou uma era. Ele foi um dos dois aviões de passageiros supersônicos que operaram na história da aviação comercial, sendo o outro o soviético Tupolev Tu-144. Sua velocidade atingia até 2.652 Km/h, quase 3 vezes a velocidade de cruzeiro de um jato comercial convencional.

Para quem pensa que o Concorde parou de voar por conta do acidente de 25 de julho de 2000, está equivocado. O custo de operação e o barulho, que já o proibia de voar em alguns países, foram os principais algozes do supersônico Franco-Britânico.

A Air France encerrou os voos do Concorde em 31 de maio de 2003, enquanto a British Airways encerrou seus voos em 24 de outubro de 2003, há pouco mais de dez anos.

Mas o último e derradeiro voo de “aposentadoria” da “Ave Supersônica” foi realizado no dia 26 de novembro de 2003.

Lembrar do “Concorde” é lembrar de “Alberto Santos Dumont”, que para nós brasileiros é o verdadeiro “Pai da Aviação”.

Passados exatos dez anos do último voo comercial desta magnífica aeronave, nos resta sonhar que um dia poderemos voar ainda mais rápido e mais longe do que o Concorde, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.


Tags: avião, aviação, Concorde, Tupolev






Opinião do internauta

Deixe sua opinião

Datas anteriores:

Comemoramos hoje - 18.11

  • Dia da Dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo
  • Dia de Santa Maudez
  • Dia de Santo Edmundo
  • Dia do Anjo Nith-haiah
  • Dia do Conselheiro Tutelar
  • Dia do Tabelião e Registrador