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09.01.2014 | Opinião

A ‘virtual’ soma de todos os medos

A ‘virtual’ soma de todos os medos

The Sum of All Fears, em português ‘A Soma de Todos os Medos’ é um filme de 2002 bom filme de espionagem e suspense realizado por Phil Alden Robinson, roteiro baseado na obra homônima de Tom Clancy e protagonizado por Ben Affleck e Morgan Freeman.

A trama começa durante a Guerra do Yom Kippur, em 1973, quando um caça israelense A-4, que estava transportando uma bomba nuclear, é abatido sobre o deserto no Oriente Médio.

O protagonista é o Agente Secreto da CIA Jack Ryan, que também aparece em “A Caçada ao Outubro Vermelho” (The Hunt for Red October) e Jogos Patrióticos (Patriot Games).

Lembro do filme só para usar o seu título ‘A Soma de Todos os Medos’.

Diariamente “navegamos” numa selva cada vez mais perigosa em que nos expomos de peito aberto e quase sem defesas. A maioria de nós não possui noção dos perigos a que estamos expostos na internet.

Hoje existem diversas opções de programas antivírus e suítes que são projetadas para proteger nossos computadores de ataques de todos os tipos vindos da internet.

Antes de 2005, os vírus possuíam praticamente um mesmo objetivo, o de danificar os HD’s (discos rígidos), corrompendo arquivos, causando grandes prejuízos às empresas, além de trazer muita dor de cabeça a suas vítimas.

A partir de então a segurança de computadores se transformou em um grande negócio, momento em que também foram criados alguns dos vírus mais famosos de todos os tempos.

Confira alguns dos piores vírus de computador: 

1 – Stoned

Eis o início do problema: antes mesmo da era do www, os primeiros vírus de computador se espalhavam através de disquetes. Um dos primeiros surgiu em 1987 e era conhecido como Stoned. Os usuários infectados recebiam a seguinte mensagem na tela: “Seu computador está agora apedrejado”.

Diversos variantes do vírus foram criados, dando início à prática dos hackers de atualizarem o código de um vírus existente para criar mais infecções.

2 – Jerusalém

No final de 1987, o vírus Jerusalém começou a se espalhar. Esse vírus foi muito mais destrutivo do que o Stoned, pois infectava arquivos dos tipos .exe e .com.

Como o vírus era lançado sempre nas sextas-feiras 13, a propagação era lenta comparada ao Stoned. Mesmo assim, o Jerusalém teria destruído dezenas de milhares de programas dos usuários infectados.

3 – Morris Worm

Em novembro de 1988 surgiu o primeiro “worm”, um programa que se espalha independentemente, sem a intervenção humana, infectando redes públicas. Na época, estima-se que o vírus infectou cerca de 10% dos computadores conectados à internet, que estava ainda em seus primórdios.

O criador, Robert Tappan Morris, filho de um famoso cientista da computação, tornou-se a primeira pessoa condenada sob Fraude Informática e Lei de Abuso.

4 – Concept

Os anos 90 viram o desenvolvimento de uma série de novos “bugs” (que causam erros e defeitos), incluindo os chamados vírus polimórficos, que poderiam mudar de forma a cada nova infecção, tornando difícil para o antivírus detectar a presença da ameaça.

Em 1995, o vírus Concept inovou ao ser o primeiro a infectar documentos do Microsoft Word. Usuários que compartilhavam documentos infectados via email ajudaram a tornar o vírus um dos mais rápidos a se disseminarem na época.

5 – Melissa

Melissa apareceu em meados de 1999 e foi o primeiro vírus projetado para se espalhar de computador para computador, sem depender da ação dos usuários. Para cada PC infectado por email, o vírus identificava outros 50 usuários da lista de contatos da vítima.

O aumento do tráfego de email forçou empresas como a Intel e a Microsoft a desligarem temporariamente seus servidores de email até que o vírus fosse eliminado.

6 – Love Bug

O Love Bug é considerado um dos vírus mais destrutivos que já existiram: ele infectou mais de 50 milhões de computadores em apenas nove dias. Ele funcionava como o Melissa, usando o email para agir e se espalhar para contatos do destinatário.

Uma suposta carta de amor de um admirador secreto era enviada por email. Quando a vítima abria, o script anexado excluía arquivos pessoais e mudava a página inicial do Internet Explorer, desencadeando uma montanha de lixo eletrônico. Várias instalações militares desligaram suas redes até que o vírus fosse eliminado.

7 – Anna Kournikova

Não era preciso ser fã de tênis para se tornar uma vítima desse vírus, que circulou na internet em 2001. Ele inaugurou o que se tornou uma tática comum: o vírus Kournikova atraia os destinatários prometendo uma imagem anexada da tenista escultural. Não havia nenhuma imagem por trás da mensagem – apenas um obcecado jovem programador da Holanda, que rapidamente se entregou às autoridades.

8 – Code Red

Em 2001, os pesquisadores de antivírus se frustraram com um novo worm, chamado de Code Red. O vírus atacou servidores da Microsoft e infectou mais de 350 mil computadores. Foi difícil eliminar o Code Red, que era capaz de infectar sistemas que tinham acabado de ser limpos.

9 – Nimda

Nimda não foi somente um vírus (uma alteração em programas ou arquivos), mas também um worm e um cavalo de Tróia (programa que finge ser benigno). Ele apareceu em 18 de setembro de 2001, levando a imprensa a ligar o vírus com o grupo Al Qaeda. Embora as estimativas variem, é relatado que o Nimda tenha causado prejuízos de milhares de milhões de dólares.

10 – Netsky e Sasser

Com tantos vírus interferindo um no outro na época, os worms Netsky e Sasser se destacaram ao tentar limpar outros worms no PC da vítima, antes de instalarem-se. O Sasser chamou a atenção por ter entrado no sistema de comunicação por satélite da agência de notícias francesa France-Presse, e pelos problemas causados à companhia Delta Air Lines, fazendo com que alguns voos fossem cancelados. Os dois vírus foram rastreados. O criador foi um estudante de ciência da computação alemão.[LiveScience]

O primeiro vírus para computadores surgiu há 42 anos. O The Creeper, criado por Bob Thomas, fez sua estreia em 1971 no PDP-10, um computador de grande porte.

O aplicativo invadia a máquina e apenas apresentava no monitor a mensagem "Im the creeper, catch me if you can!" (Eu sou assustador, pegue-me se for capaz!). Com o recado entregue, o vírus saltava para outro sistema e repetia a mensagem mais uma vez. Posteriormente, foi criado também um precursor do antivírus, o The Reaper, cuja única função era eliminar o The Creeper do computador.

Já os vírus do tipo "bomba-relógio" (Time Bomb) são programados para se ativarem em determinados momentos, determinadas datas definidas pelo seu criador. Uma vez infectando um determinado sistema, o vírus somente se tornará ativo e causará algum tipo de dano no dia ou momento previamente definido. Nesta categoria alguns vírus se tornaram famosos, como o Jerusalém (Sexta-Feira 13), "Michelangelo", "Eros" e o "1º de Abril (Conficker)".

Nesta categoria de vírus (Time Bomb), o mais conhecido é o Sexta-feira 13, também conhecido com Jerusalém, pois foi em sua universidade que ele teria sido detectado pela primeira vez em 13 de janeiro de 1987.

O nome sexta-feira 13 é porque ele era ativado justamente em qualquer sexta-feira 13 do ano, sendo a primeira vez em 13 de janeiro de 1987, há exatos 26 anos.

Uma curiosidade: O primeiro vírus que peguei em meu computador foi o Ping-Pong (1988).

O Ping-Pong foi o primeiro vírus a surgir com impacto no Brasil, surgiu no tempo do Sistema Operacional MS-DOS/PC-DOS, e se instalava na Interrupção 8 do BIOS do PC, seguindo o tick do relógio do PC.

Ele parecia uma bolinha de pingue-pongue pulando de um lado para o outro na tela do Micro. Este vírus também é chamado de Boucing Ball ou Boucing Dot.

Ele foi criado em Turim, Itália, sendo um dos vírus de boot mais famosos até a chegada do Stoned também em 1987.

Para se proteger das pragas virtuais e das invasões de todos os tipos e origens, empresas e pessoas físicas gastam muito dinheiro e ainda esperam que estas medidas sejam suficientes para proteger seus dados.

O cibercrime deixou de ser tema de ficção para se tornar uma realidade que já é discutida em fóruns internacionais e na própria Organização das Nações Unidas (ONU).

Para se proteger destes ataques que ocorrem diariamente, nos resta ter um pouco mais de cuidado instalando uma boa suíte com firewall e antivírus.

No mais é “rezar” para que uma “conjunção de fatores” não nos atinja com esta versão virtual da “soma de todos os medos”.


Tags: Vírus, internet, malware, spyware, trojans






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