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19.03.2014 | Opinião

Gênios visionários

2001: Uma Odisseia no espaço

O russo-americano Isaac Asimov e o britânico Arthur C. Clarke tornaram-se sinônimos da ficção cientifica no século XX.

Visionários e extremamente criativos, nos apresentaram um universo ficcional que levou nossa imaginação a viajar pela mais famosa obra de Isaac Asimov, conhecida como “Trilogia da Fundação” que forma parte da série do “Império Galáctico” e que logo combinou com sua outra grande série, a dos “Robôs”.

Arthur C. Clarke, nos brindou com suas obras “The Sentinel” e “2001: A Space Odyssey”, que deram origem ao filme “2001: A Space Odyssey” (2001: Uma Odisseia no espaço) realizado pelo cineasta Stanley Kubrick, que é, a meu ver e de muitos especialistas, um dos melhores, senão o melhor filme de ficção científica de todos os tempos.

Asimov também foi bem representado na telona com o filme estrelado por Will Smith, “I, Robot” (Eu, Robô). Neste filme de 2004, as leis da robótica nos são apresentadas, como por exemplo, de que “Um robô não pode fazer mal à humanidade e nem, por omissão, permitir que ela sofra algum mal”.

Asimov e Clarke foram reconhecidos como mestres do gênero da ficção científica e, junto a Robert A. Heinlein, foram considerados os Três Grandes escritores da ficção científica no século XX.

Em 6 de abril de 1968, estreava nos cinemas norte-americanos o filme “2001: Uma Odisseia no espaço”, que anos depois teve sua continuação com 2010: Uma Odisseia no Espaço II que no cinema foi chamado de 2010: O Ano Em Que Faremos Contato (2010: The Year We Make Contact).

Arthur C. Clarke, que faleceu em Colombo no Sri Lanka, em 19 de março de 2008, nos deixou obras como “2061: Uma Odisseia no Espaço III” e “3001: A Odisseia Final”, que em algum momento veremos na ‘telona’.


Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick no set de filmagens de “2001: Uma Odisseia no espaço”.

Isaac Asimov, falecido em 6 de abril de 1992, construiu um legado na área da robótica até hoje insubstituível. Ele nos apresentou no livro “Eu, Robô”, as 3 Leis da Robótica, que foram criadas como condição de coexistência dos robôs com os seres humanos, como prevenção de qualquer perigo que a inteligência artificial pudesse representar à humanidade.

Asimov e Clarke conseguiram transformar a literatura de ficção científica em algo diferente, nos levando a imaginar como poderá ser o nosso futuro, não com sonhos intangíveis, mas como algo viável que pode ser atingido pelo ser humano através de seu trabalho e criatividade.

A genialidade ficcional de Isaac Asimov e Arthur Charles Clarke demonstra o quanto “gênios” a frente de seu tempo podem influenciar não só o presente, mas moldar o futuro da humanidade.

Nós ainda faremos parte deste futuro que ainda está por vir.


Tags: Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, 2001, 2010, Robô, robótica






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