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09.05.2014 | Opinião

Eu era contra

Justiça

Nos últimos tempos tenho dialogado com minha consciência sobre crimes hediondos que correm soltos em nosso país e as punições que são (ou não) aplicadas a esses bandidos.

Não vou nem falar em casos de corrupção, pois esses eu também já começo a enquadrar como “crimes hediondos”. Sim, CORRUPÇÃO é crime hediondo.

Corrupção tira nossa saúde, educação, segurança pública, e tudo o mais que imaginarmos. Mas esse tema fica para outro dia.

Quem me conhece sabe que sou um democrata convicto e defendo o Estado de Direito. Nada conseguia mudar esse meu rumo de pensamento. Mas a IMPUNIDADE que domina nosso país e os noticiários me forçaram a mudar de ideia.

Pergunto:

  1. Como lidar com os assassinos do menino Bernardo lá em Três Passos?
  2. Como lidar com os linchadores da Fabiane lá em Guarujá?
  3. Como lidar com os “ditos” torcedores que arremessaram privadas que resultaram na morte do torcedor Paulo Ricardo lá em Fortaleza?
  4. Como lidar com os “ENVENENADORES DO LEITE”?
  5. Como lidar com os falsificadores de medicamentos?
  6. Como lidar com os latrocínios sem fim?

Sempre fui contra penas mais severas, como privar um indivíduo de sua liberdade por toda vida (prisão perpétua) ou condená-lo a morte (pena de morte). Acreditava que não caberia ao Estado (ou aos homens), tal tipo de ação.

Lamentavelmente, por tudo que temos visto por aí, fui forçado a mudar de opinião.

Não consigo mais conviver esses crimes bárbaros que em muito se relacionam com a quase total certeza de impunidade. Esses criminosos matam, envenenam, mutilam, torturam, e logo em seguida estão livres.

Quero deixar claro: Não defendo a banalização dessas penas, e sim que crimes hediondos sejam exemplarmente punidos.

Os membros dessa escória desvalorizam a vida dos outros, não tendo a mínima misericórdia de suas vítimas.

Matam por banalidades. Por um tênis, por um real, por um olhar diferente, por um suspiro ou espirro na hora errada.

Envenenam seus parentes, amigos, vizinhos, só para obter mais lucro.

Essa gente não merece clemência. Essa gente deve ser punida severamente.

Se antes eu era contra a prisão perpétua e pena de morte, agora sou a favor!

Não esqueçam: Esses bandidos já nos condenaram a muito tempo, tanto a prisão perpétua, quanto a morte, sem nenhuma misericórdia.

Os fatos e a triste realidade me fizeram mudar de opinião.


Tags: Violência, presídio, presos, pena de morte, prisão perpétua, assassinato, leite






Opinião do internauta

  • James (09.05.2014 | 08.14)
    Discordo de você. Não acho que apenas crimes hediondos devam ser punidos desta forma. Acho que a regra é bem mais simples e mais justa do que punir apenas crimes hediondos. E também mais justa. Primeiro, não podemos esquecer que podem haver erros. Segundo que a reiteração de crimes, mesmo não sendo hediondo, também é muito grava. Pensando nisto, então: 1) As penas deveriam ser sempre proporcionais a expectativa de vida média da população na data em que foram aplicadas, porque daqui há pouco estaremos vivendo 120 anos, e 30 anos não será mais uma pena tão significativa; 2) Quando alguém atinge o acúmulo de penas que ultrapassa esta expectativa de vida, por exemplo, está condenado a 50 anos de prisão (por um somatório de crimes, porque não há pena por um crime apenas que atinja 50 anos), e somando com a idade que já tem ultrapassa a expectativa média de vida, É PENA DE MORTE. Simples assim. Então, não matamos no primeiro crime, e o problema do erro está mitigado, mas na reincidência, o sujeito já sabe que a pena de morte é iminente.

  • Rosane Endler da Silva (09.05.2014 | 02.04)
    Sou a favor da pena de morte. Antes tambem era contra, mas cheguei a conclusao de que quem estupra, mata, nao pode ser digno de misericordia, pois vai fazer tudo novamente, sem piedade.

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