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02.06.2014 | Opinião

Mais um ano se passou

Caos aéreo

Era mais um rotineiro voo operado pela Air France, entre Rio de Janeiro e Paris, que partiu rumo a seu destino na noite de 31 de maio para 1º de junho de 2009, numa aeronave Airbus A330-203.

O desfecho todos nós sabemos. Os 228 passageiros e tripulantes do Voo AF447 perderam a vida quando a aeronave, por algum motivo que até hoje ainda não está muito bem esclarecido, despencou sobre o Oceano Atlântico, próximo ao arquipélago de Fernando de Noronha.

A recuperação das caixas-pretas e o resgate parcial dos corpos das vítimas a cerca 4 mil m de profundidade, quase dois anos depois do acidente, ajudaram a encontrar caminhos para explicar porque a viagem foi drasticamente interrompida. Mas muitas perguntas podem jamais ser esclarecidas, como em tantas outras tragédias deste tipo como a recente que que envolve o voo MH370 da Malaysia Airlines.

Os cinco anos do acidente foram lembrados na França em uma cerimônia em memória das 228 vítimas da tragédia. O ato foi realizado no cemitério do Père-Lachaise, no leste de Paris, e reuniu familiares e amigos vindos de várias cidades da França e de outros países da Europa.

A cerimônia, que foi fechada ao público, aconteceu diante de um memorial onde estão gravados os nomes de todas as vítimas do acidente com o Airbus A330 da Air France.

Até bem pouco tempo, voar e viajar a turismo era coisa para poucos aqui no Brasil.

Agora, com a popularização e a queda dos preços neste tipo de transporte, tudo mudou. O que não mudou é a nossa crescente insegurança a cada vez que utilizamos este meio de transporte, que ainda é o mais seguro do mundo, mas no país dos “apagões”, não é bem assim.

Tragédias na aviação comercial acontecem e, em função da maior quantidade de voos e da falta de uma infraestrutura aeroportuária e de tráfego aéreo mais adequada, tornam-se cada vez mais comuns.

O que não pode continuar é a impunidade daqueles que deveriam zelar pela segurança dos passageiros e a falta de respeito aos familiares que não buscam só as indenizações devidas, mas respostas.

A Copa está chegando e depois os Jogos Olímpicos em 2016, e parece que nada mudou.

Quase nada foi feito pelas autoridades responsáveis pela infraestrutura e segurança de voo em nosso país.

Quase tudo ficou só no lero-lero, em promessas que mais uma vez não foram cumpridas.

Não podemos aceitar passivamente a célebre declaração feita pelo então Ministro da Defesa do governo Lula, Waldir Pires (2007), afirmando que o Ministério da Defesa não têm culpa pela crise aérea que assola o país, e que a responsabilidade é “dos acontecimentos”...

O que o governo espera que aconteça ainda para tomar efetivas providências?


Tags: acidente, Air France, AF-447, aviação






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