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09.02.2015 | Opinião

O silêncio que alimenta o mal

O silêncio dos bons alimenta o mal

Dá-se o nome de hoax ("embuste" numa tradução literal, ou farsa) a histórias falsas recebidas por e-mail, sites de relacionamentos e na Internet em geral, cujo conteúdo, além das conhecidas "correntes", consiste em apelos dramáticos de cunho sentimental ou religioso; difamação de pessoas e empresas, supostas campanhas filantrópicas, humanitárias, ou de socorro pessoal; ou, ainda, avisos sobre falsos vírus cibernéticos que ameaçam contaminar ou formatar o disco rígido do computador.

Muita gente acredita e passa adiante, e daí vira dá no que dá.

O célebre propagandista do nacional socialismo alemão, Paul Joseph Goebbels, é o autor da célebre frase: “uma mentira cem vezes dita, torna-se verdade”.

O ministro do Povo e da Propaganda de Adolf Hitler faz escola até hoje nos quatro cantos do mundo, e o que mais me surpreende, é a facilidade com que as pessoas acreditam no que está circulando na grande rede mundial de computadores.

Na própria rede, no próprio Google podemos verificar a veracidade de uma informação, um texto atribuído a um determinado autor.

Separar o joio do trigo é importante, pois temos o direito de saber se algo é mesmo de autoria de João, Maria ou José.

Mas o fato, outra verdade inconteste, é que muitos desses textos atribuídos a João, Maria ou José, são muito bons. Dizem verdades ou nos passam ensinamentos importantes.

Esse é o caso que quero abordar hoje.

            Eram muitos os nazistas?

            São muitos os muçulmanos fanáticos?

Circula há algum tempo pela internet um texto atribuído falsamente ao sobrevivente do holocausto nazista, Dr. Emanuel Tanay, conhecido e muito respeitado psiquiatra forense radicado nos EUA.

O texto, que é muito bom, diga-se de passagem, diz mais ou menos o seguinte:

Certa ocasião teriam feito ao Dr. Tanay a seguinte pergunta:

Quantos alemães eram realmente nazistas?

Ele teria respondido de uma maneira que pode guiar a nossa reflexão sobre o fanatismo:

            Uma opinião sobre os fanáticos...

            Digo que muito poucas pessoas eram nazistas de verdade, porém muitos desfrutavam do renascimento do orgulho alemão, e muitos mais estavam demasiadamente ocupados para se preocupar. Eu era um dos que só pensavam que os nazistas eram um monte de idiotas.

            Assim, a maioria simplesmente se acomodou e deixou que tudo acontecesse.

            Antes que déssemos conta, os nazistas transformaram-se em nossos donos, perdemos o controle e o fim do mundo havia chegado. A minha família perdeu tudo. Terminei num campo de concentração, e os aliados destruíram as minhas fábricas.

            Dizem-nos que a grande maioria dos muçulmanos só quer viver em paz. O problema é que os fanáticos dominam o Islã, tanto neste momento como em todos os tempos. São os fanáticos que marcham, são os fanáticos que produzem guerras. São os fanáticos que sistematicamente massacram cristãos e grupos tribais em África e vão adornando gradualmente todo o continente numa onda islâmica.

            Estes fanáticos (terroristas), são os que colocam bombas, decapitam e assassinam. Trata-se de fanáticos que ensinam os seus jovens a matar e converter-se em terroristas suicidas.

            A maioria pacífica, a “maioria silenciosa” é tímida e imperceptível.

            A Rússia comunista era composta de russos, que somente queriam viver em paz. Os comunistas russos foram responsáveis pelo assassinato de 50 milhões de pessoas. A maioria pacífica era irrelevante.

            A enorme população da China era também pacífica. Porém os comunistas chineses conseguiram matar assombrosamente 70 milhões de pessoas.

            O indivíduo japonês médio, antes da Segunda Guerra Mundial, não era um belicista sádico. Entretanto, o Japão assassinou e massacrou na sua caminhada até o sul da Ásia Oriental, numa orgia de morte que incluiu o assassinato de 12 milhões de civis chineses, a maioria morta pela espada ou baioneta.

            Não esqueçamos o Ruanda, que se derramou numa carnificina? Pode dizer-se que a maioria dos ruandeses eram amantes da paz?

            As lições da história são, com frequência, incrivelmente simples e contundentes. Entretanto, apesar de todos os nossos poderes racionais, muitas vezes perdemos o básico e singelo dos pontos: Os muçulmanos amantes da paz tornam-se irrelevantes pelo seu silêncio. Os muçulmanos amantes da paz convertem-se em nossos inimigos se não se pronunciam, igualmente como o meu amigo da Alemanha, acordarão um dia e darão conta que os fanáticos os possuem, e aí estará o começo do fim do mundo.

            Os alemães, amantes da paz, japoneses, chineses, russos, ruandeses, sérvios, afegãos, iraquianos, palestinos, somalis, nigerianos, argelinos, e muitos outros foram mortos por causa da maioria pacífica e silenciosa, que somente se pronunciou tarde demais.

            Quanto a nós, que somos espectadores diante dos eventos que se estão desenrolando, devemos prestar atenção ao único grupo que interessa: os fanáticos que ameaçam a nossa forma de vida.

            Por último, qualquer um que duvide que esta questão é grave e que elimina esta mensagem sem partilhar, está contribuindo com a passividade que permite que estes problemas se agravem e se expandam.

            Esperamos que milhares de pessoas, em todo o mundo, leiam e pensem sobre isto, antes que seja demasiado tarde...

Como disse, esse texto, apesar de sua autoria duvidosa, diz muitas verdades, coisas que nos fazem pensar, refletir.

Verdades essas que muitas vezes varremos para baixo do tapete ou nos omitimos por conveniência ou medo.

Como disse certa vez Albert Einstein:

“O mundo não será destruído por aqueles que fazem o mal, mas por aqueles que os olham e não fazem nada”.

Nosso silêncio frente às injustiças, frente à violência, frente aos descaminhos e a corrupção, alimentam e permitem a sobrevivência dos fanáticos. Fanáticos de toda ordem, como religiosos, terroristas ou políticos inescrupulosos, que se alimentam do nosso silêncio.

            O silêncio dos bons alimenta o mal.

            Pensem nisso, pois depois pode ser tarde demais.


Tags: corrupção, petralhas, violência, nazismo, terrorismo, Estado Islâmico, jihadistas






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