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04.05.2015 | Opinião

Imprensa Livre

Sem liberdade a verdade não aparece.

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, ocorrido ontem (03/05), diversas organizações mundo afora enfatizaram a importância do jornalismo para a democracia e a paz.

A Liberdade de Imprensa é um dos princípios pelos quais um Estado democrático e de direito assegura a liberdade de expressão e informação aos seus cidadãos.

Lamentavelmente aqui no Brasil, existem diversas pessoas que no passado defendiam a liberdade de imprensa que agora, travestidos de “não sei o quê”, querem impor regras ditatórias ao jornalismo livre e sem censura.

Mas vamos em frente...

No site do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) consta a relação dos dez países que menos respeitam o jornalismo, que incluem apenas um latino-americano: Cuba.

A relação dos países apontados como os que mais desrespeitam a liberdade de imprensa é a seguinte:

1. Eritréia
2. Coreia do Norte
3. Arábia Saudita
4. Etiópia
5. Azerbaijão
6. Vietnã
7. Irã
8. China
9. Mianmar
10. Cuba

A lista é baseada em pesquisas sobre o uso de táticas que vão desde a prisão e leis repressivas, até ao assédio a jornalistas e restrições de acesso à internet.

Sete dos 10 países onde a imprensa é mais censurada - Eritreia, Etiópia, Azerbaijão, Vietnã, Irã, China e Mianmar - também estão entre os 10 piores carcereiros de jornalistas de todo o mundo, de acordo com o censo anual de jornalistas presos do CPJ.

Já segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) vinte e quatro jornalistas foram assassinados no exercício de seu trabalho neste ano de 2015.

Ou seja, ser jornalista é realmente uma profissão de risco em muitos lugares do mundo.

Este o ainda lastimável quadro da liberdade de imprensa no mundo.

Não fosse a coragem e obstinação pessoal de jornalistas, blogueiros e simples cidadãos (os netizens) espalhados mundo afora, crimes, atos de corrupção, abuso de poder, perseguição religiosa, étnica ou sexual, permaneceriam ocultos e insolúveis até hoje.

A pesquisa, investigação e o trabalho jornalístico dão um nome e um rosto às vítimas da injustiça que acontece nos mais diversos pontos do planeta. Mesmo nas “grandes democracias”, muitas injustiças e crimes passariam despercebidos da opinião pública, não fosse o olhar atento de um profissional que procura ajudar a sociedade com informação.

Não fosse a tenacidade de Bob Woodward  e Carl Bernstein, dois repórteres do Washington Post, o Escândalo de Watergate jamais teria vindo à público e forçado a renúncia de Richard Nixon, o todo poderoso presidente dos Estados Unidos da América.

A liberdade de imprensa é mais que um direito da sociedade.  É um dever do Estado para com o cidadão, para que este possa exercer sua cidadania com plena informação.

Um verdadeiro Estado Democrático e de Direito, não pode prescindir de uma imprensa livre, que mesmo cometendo alguns erros e exageros ainda é bem melhor do que qualquer controle sobre a informação e a opinião.


Tags: Censura, imprensa, ditadura, liberdade de imprensa






Opinião do internauta

  • Henrique Wittler (06.05.2015 | 21.43)
    Imprensa livre? Ou interesseira? Hoje em dia a imprensa é com a participação da maior parte de seus representantes (inclui todos os níveis) um poder de pressão para garantir boas cobranças por serviços prestados. A imprensa hoje em dia, com raras exceções, publica aquilo que seus anunciantes de peso querem ou se deixam pressionar pelo poder. A imprensa merece esta liberdade? Sujar pessoas que não têm poder e favorecer os poderosos? No caso de Jorge guerdau j. a imprensa do sul nada escreveu e nada fez contra o mesmo, nem mesmo questionou a participação dele na compra de Usina nos EUA, quando como conselheiro ganhava muito bem. A imprensa investigativa da RBS não foi buscar o número e valores dos empréstimo de Gerdau no BNDS.

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