Últimas notícias

Comentários

RSS
24.06.2015 | Opinião

Universidade do Crime

Prisão

O Brasil possui a quarta população carcerária do mundo, com cerca de 616 mil presos, perdendo para Estados Unidos (2.228 mil), China (1.657 mil) e Rússia (673 mil). A superlotação chega 65,8%, ou seja, para 371.459 vagas existentes, estão presos 615.933 apenados.

No Rio Grande do Sul a superlotação chega a 22,3%. Para uma população carcerária de 30.868 presos, temos apenas 25.238 vagas, naquelas condições desumanas que conhecemos.

A situação carcerária no Brasil é muito grave. Falta de incentivos e de investimentos agravam ainda mais este problema de décadas que está ficando pior a cada dia que passa. Além disso governos e classe política pouco se importam com os “presos”.

Além de tratarmos de forma desumana os presos, este problema constrange policiais, agentes penitenciários, promotores, advogados.

O que falta acontecer para revermos o “modelo de prisional” que utilizamos?

Prisões Empresa”, onde os condenados cumprem suas penas com dignidade, trabalhando, pagando seu custo e ainda sendo remunerados por isso. Após o término de suas penas possuem melhores condições de reinserção na sociedade e podem até serem enviados para trabalhar na mesma empresa ou ramo de atividade em que atuavam nessa “Prisão Empresa”.

O modelo existente na atualidade mais se parece com “campos de concentração”, onde quem entra por pequenos delitos acaba se formando na pós-graduação da maldade, do banditismo.

Dentro desse sistema, quem manda nos presídios não é o Estado, e sim organizações criminosas, que com a conivência de agentes públicos, “administram” o sistema prisional.

Os presos, na sua maioria, não se transformam nestes monstros porque querem, e sim porque são empurrados e forçados a isso para sobreviverem nessa verdadeira “selva da maldade e do ódio” onde a sociedade os joga.

Se quisermos melhorar a sociedade e diminuir a violência, devemos aprender a punir as pessoas de forma educativa, e efetivamente corretiva.

Aos verdadeiros “malfeitores” a punição deve ser severa e exemplar. Aos demais, devemos ministrar “penas justas” em ambientes dignos e que corrijam seus erros e não se tornem locais formadores de mais bandidagem e maldade.

Ou mudamos nosso comportamento na aplicação das punições, ou continuaremos neste “círculo vicioso” que um dia vai acabar por nos atingir de forma irreversível.

Hoje estamos alimentando um monstro que um dia vai nos destruir.

Devemos punir sim, e exemplarmente...

Mas humilhar, jamais!

É um tiro no pé!


Tags: maioridade penal, crime, menor, menores, prisão, prisões, presídio






Opinião do internauta

Deixe sua opinião

Datas anteriores:

Comemoramos hoje - 19.09

  • Dia de São Geraldo
  • Dia de São Januário
  • Dia do Anjo Haamiah
  • Dia do Ortopedista
  • Dia do Teatro