Últimas notícias

Comentários

RSS
26.08.2015 | Opinião

O velho Quartel do Abranches

Viva o Gordo

Entre as coisas que gosto de fazer está a de assistir a filmes, shows e programas humorísticos antigos. Já faz algum tempo que descobri o Canal Viva que tem em sua programação uma fonte desse tipo de programas, coisas do passado, de nossa juventude.

Sai de Baixo, Escolinha do Professor Raimundo e Viva o Gordo, estão entre os que mais gosto de assistir. Tanto “gosto”, que coloco para gravar e aos finais de semana assisto vários para “desopilar” a “cuca”.

A turma do Largo do Arouche revolucionou sua época, levando para a televisão um espetáculo teatral de excelente qualidade.

Chico Anysio, em todas as suas faces e com o seu Professor Raimundo, fez e faz escola até hoje, sendo o responsável não só de manter no ar os “velhos” humoristas, como de lançar novos e que estão por aí fazendo sucesso.

Mas o Viva o Gordo do Jô Soares era demais. E o pior, ainda é.

José Eugênio Soares, mais conhecido como Jô Soares ou simplesmente Jô, me faz rir até hoje. Lembro-me dele em 1967 na Família Trapo, que passava na antiga e “verdadeira” TV Record. A Família Trapo foi inspiradora de outros humorísticos como: A Grande Família, Toma Lá Dá Cá e Sai de Baixo.

Ao lado de Carlos Bronco Dinossauro, o Bronco, interpretado por Ronald Golias, Jô era “apenas” o mordomo Gordon, pois os principais personagens da Família Trapo eram: Carlos Bronco Dinossauro (Ronald Golias), que era irmão de Helena Trapo, a mãe (Renata Fronzi), Peppino Trapo (Otello Zeloni), o pai, maior vítima de seu cunhado Bronco, Verinha, a filha (Cidinha Campos) e o filho Sócrates (Ricardo Corte Real).

Bons tempos estes, mas isto é outra história, pois quero voltar ao “Viva o Gordo”.

Viva o Gordo foi exibido pela Rede Globo na década de 1980, composto por esquetes feitas pelo próprio Jô, com texto de Max Nunes, onde mais de 300 personagens foram compostos ao longo dos seis anos de existência do programa.

Vivíamos ainda a Ditadura Militar, onde até mesmo pensar um pouco diferente do que pregava o regime era temerário.

Jô nos fazia rir e se divertir com nossas “desgraças do dia-a-dia”. Nas segundas-feiras ficávamos esperando quais as piadas e sacadas da semana, na maioria das vezes sobre as questões políticas do país.

Se vocês assistirem alguma reprise vão perceber que muitos dos personagens da política de hoje já estavam lá, e os atuais protagonistas que não estavam naquela época, são muito parecidos com outros daquela época.

Viva o Gordo lembra-nos que pouca coisa ou quase nada mudou do passado recente em nosso país, pois tudo continua como antes no Quartel do Abranches.

Nossas decepções com a classe política que tanto criticava os militares e o regime instaurado em nosso país com o Golpe de 64, estão cada vez maiores.

Se na ditadura tínhamos censura e repressão, hoje temos a maior bandalheira “nunca vista nesse país”.

É muito triste vivermos essa grande desilusão que nos frustra sobremaneira.

Vivi grande parte de minha juventude sob um regime autoritário. Era ruim e doloroso. Mas assistir ao que vemos hoje é decepcionante.

Vejo pessoas em que acreditei, amigos e conhecidos envolvidos nos mais diversos tipos de delitos.

A classe política decepcionou de tal maneira a nós, eleitores, que não sei o que poderá acontecer.

Chega!!!!

É muita mentira.

É corrupção e mais corrupção. É safadeza e mais safadeza.


Tags: corrupção, ditadura, petralhas






Opinião do internauta

Deixe sua opinião

Datas anteriores:

Comemoramos hoje - 23.10

  • Dia da Aerofilatelia
  • Dia da Aviação e do Aviador
  • Dia de São Severino
  • Dia do Anjo Mumiah