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07.10.2015 | Opinião

Todo cuidado é pouco...

Todo cuidado é pouco...

Outro dia fiz uma rápida refeição na Praça de Alimentação de um Shopping Center de Porto Alegre. Enquanto aguardava meu pedido resolvi aproveitar para fazer alguns ajustes em meu smartphone.

Ajuste vai, ajuste vem, e pímba, resolvi dar uma conferida na conexão Bluetooth de meu aparelho.

É óbvio que a minha conexão estava e sempre está bloqueada, mas resolvi ver se alguém, ao meu redor, tinha deixado a “porta aberta” de sua conexão, algo que penso inimaginável para quem tem um mínimo conhecimento do que essa ativação representa de riscos.

Para minha surpresa (nem tanto assim), quase cem conexões apareceram e mais da metade com nome do usuário ou do aparelho estavam ali abertas, disponíveis para alguém mal intencionado e com uma simples ferramenta que se encontra na internet, roubar as informações confidenciais desses “incautos” usuários.

Vários artistas famosos já tiveram seus dados e agenda de contados furtados por especialistas que ficam “buscando” conexões abertas em eventos e festas de famosos.

Isto me faz lembrar do filme de 2002 realizado por Phil Alden Robinson e protagonizado por Ben Affleck e Morgan Freeman “A Soma de Todos os Medos” (de título original The Sum of All Fears).

A trama começa durante a Guerra do Yom Kippur, em 1973, quando um caça israelense A-4, que estava transportando uma bomba nuclear, é abatido sobre o deserto no Oriente Médio.

O protagonista é o Agente Secreto da CIA Jack Ryan, que também aparece em “A Caçada ao Outubro Vermelho” (The Hunt for Red October) e Jogos Patrióticos (Patriot Games). Recomendo aos cinéfilos que assistam os filmes, todos disponíveis nas locadoras.

Diariamente “navegamos” numa selva cada vez mais perigosa em que nos expomos de peito aberto e quase sem defesas. A maioria de nós não possui noção dos perigos a que estamos sujeitos na internet e em conexões inseguras de nossos telefones celulares.

Desde 2 de Novembro de 1988 quando o Morris Worm, o primeiro vírus de computador foi disseminado, muita coisa mudou. Este primeiro worm foi escrito por Robert Tappan Morris, então estudante da Cornell University.

De uma simples brincadeira que acabou custando sua condenação por fraude, muita coisa mudou. Morris não foi para a cadeia, mas teve que pagar uma multa de US$ 10 mil dólares e prestar 400 horas de serviços comunitários.

Curiosamente, seu pai, Robert Morris, trabalhava na Agência de Segurança Nacional dos EUA a conhecida e famosa NSA.

Hoje, o criador do primeiro vírus é professor no MIT, o famoso Instituto Tecnológico de Massachusetts, a mesma instituição em que ele iniciou a propagação de seu worm em 1988.

Os prejuízos de lá para cá são gigantescos. Outro exemplo é o “Vírus Melissa”, que em 26 de março de 1999 contaminou milhares de computadores ao redor do globo, causando à época algo como 80 milhões de dólares de prejuízos só nos Estados Unidos. Aliás, eu fui uma de suas vítimas.

Hoje os números são muito superiores, astronômicos, chegando a bilhões de dólares a cada ano.

Para se proteger destas pragas virtuais e das invasões de todos os tipos e origens, empresas e pessoas físicas gastam muito dinheiro todos os anos, esperando que estas medidas sejam suficientes para proteger seus dados.

O Cibercrime deixou de ser tema de ficção para se tornar uma realidade que é discutida em fóruns internacionais e na própria Organização das Nações Unidas (ONU) que tenta criar mecanismos internacionais para punir esse novo tipo de criminoso.

Mas o que fazer?

Para se proteger destes ataques que ocorrem diariamente, nos resta ter um pouco mais de cuidado ao navegar na grande rede e ao usar nossos celulares com as portas abertas. Além de ter um maior cuidado ao fornecer informações em nossos perfis públicos em redes sociais das mais diversas, devemos instalar uma boa suíte com firewall e antivírus.

No caso dos celulares existem alguns produtos de proteção, mas o básico é evitar deixar abertas conexões do tipo Bluetooth e até mesmo o Wi-Fi.

Lembre-se que alguém com um pouco mais de experiência pode facilmente roubar suas informações confidenciais.

No mais é “rezar” para que uma “conjunção de fatores”, tipo um alinhamento planetário inesperado, não nos atinja com esta versão virtual da “soma de todos os medos”.

Todo cuidado é pouco...


Tags: Vírus, internet, malware, spyware, trojans






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