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11.03.2016 | Opinião

Rosebud V

Rosebud V – O quarto 101

Hoje estou encerrando uma série de comentários sobre liberdade de expressão e tentativa de manipulação das informações. Usei o titulo de Rosebud, de um a cinco, lembrando um dos grandes mistérios do filme “Cidadão Kane”.


Kane, ainda menino (à direita), é enviado pelos pais para viver com o Sr. Thatcher (George Coulouris). O jovem Kane segura seu pequeno trenó para neve que era chamado de Rosebud (Botão de Rosa).


Rosebud, o trenó do pequeno Kane.

Mas vamos em frente...

Mais uma vez chamo a atenção: a primeira vítima numa guerra, numa ditadura, ou na tentativa de manipular os fatos, é a verdade.

Lembrei também do Best-seller "1984" escrito por Eric Arthur Blair, mais conhecido entre nós como George Orwell.

O “Grande Irmão” (Big Brother) através de seu "Ministério da Verdade de Oceania", chegava a controlar o pensamento de seus cidadãos, usando-se das mais tenebrosas torturas físicas e mentais.

Na obra nem tão ficcional de George Orwell, o Quarto 101 (em inglês, Room 101) era o pior lugar do mundo.

Neste local, os indivíduos indesejáveis ao Estado totalitário da narrativa são torturados, sendo expostos a seus maiores pesadelos, medos ou fobias, com tudo aquilo a que tenham aversão.

No caso de Winston Smith, o personagem central da obra, são os ratos. Esta cruel exposição à sua maior aversão permite ao torturador atingir o objetivo de tornar Winston um indivíduo conivente com o status quo da sociedade doentia de 1984.


Winston Smith (John Hurt) no quarto 101 com O'Brien seu “doutrinador” (Richard Burton)

Mas fora a tortura aos que de alguma maneira se rebelavam contra as doutrinas impostas pelo “Grande Irmão”, a verdade verdadeira tinha que ser destruída e reescrita de acordo com os interesses do Estado.

O Estado assim instituiu a Novilíngua (Novafala), desenvolvida não pela criação de novas palavras, mas pela "condensação" e "remoção" delas ou de alguns de seus sentidos, com o objetivo de restringir o escopo do pensamento.

Uma vez que as pessoas não pudessem se referir a algo, isso passava a não existir.

Assim, por meio do controle sobre a linguagem, o governo torna-se capaz de controlar o pensamento das pessoas, impedindo que ideias indesejáveis viessem a surgir.

Em nosso país existe uma campanha para reescrever nossos dicionários, removendo dali palavras “indesejáveis”.

Vejam o caso do "Mensalão", que pelo visto realmente não existiu, já que os mensaleiros estão sendo indultados.

Tudo foi obra de uma Polícia Federal que 'inventou' e 'manipulou' fatos e de juízes do STF (da época) que se renderam a estes fatos 'forjados' também por forte influência de uma mídia golpista (Rede Globo, Veja, Estadão, etc... e etc...).

O STF em sua composição daquiela época condenou os mensaleiros a severas penas, na maioria em regime fechado. Como a composição do STF foi alterada e os recursos foram julgados pelos novos membros, agora essa nova composição do STF achou por bem, alterar as penas dos membros do núcleo político do Mensalão.

OPS.., me desculpem, não é MENSALÃO. Em Novilíngua é ação penal 470.

Já na atualidade, a tentativa de mudança dos fatos ocorridos e desconstituição se dá sobre a Operação Lava Jato e o juiz Sérgio Fernando Moro.

Como tenho dito, muito do que o lulopetismo nos apresenta no Brasil de hoje não é tão diferente do que se passava nesse ficcional (nem tanto assim), mundo do Grande Irmão de George Orwel.

O culto à personalidade de “Lula”, sua santificação e vitimização, fazem parte de um ambiente criado para desconstituir tudo e todos que não sejam a favor desse Grande Irmão tupiniquim.

Mesmo com todos os fatos e provas existentes, além de confissões, devolução de dinheiro desviado, delações premiadas e outros acordos feitos por empresas envolvidas nessa máquina de corrupção, o lulopetismo tenta de todas as maneiras negar o inegável.

A cada dia que passa, mais e mais sujeira vem à tona e já não sei mais onde esse mar de lama irá terminar.

A desconstituição, as distorções, as mentiras, a proibição de divulgação, começam assim, muito sutilmente.

Depois proibimos alguns livros, autores, filmes. Daí fazemos algumas fogueiras, queimamos alguns livros e outras obras. Então fechamos alguns jornais e veículos de comunicação, e por aí vai.

Quem sabe não aproveitamos e reescrevemos a história transformando a seleção brasileira em campeã perpétua das Copas do Mundo. Com esta sutil alteração não perdemos em 1950 para os Uruguaios, e não precisamos mais suportar esta vergonha.

E os 7 a 1. Isso por certo foi outra invenção da mídia golpista.

Isso é uma piada?
Talvez, mas é assim que tudo começa.

Em seguida, com o pensamento homogêneo e pasteurizado, e sem nenhuma oposição, eLLes se perpetuam no poder, alegando que isso sim é a democracia das massas, do povo, um povo que não se deixa enganar pelos detratores do poder, esses sim, inimigos do Estado e que devem ser eliminados a todo custo.

Nunca esqueçamos as sábias palavras de George Owell:

"Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente, controla o passado."

Como dizia Thomas Jefferson ...

"O preço da liberdade é a eterna vigilância" -  The price of freedom is eternal vigilance.

 E atenção...

Será que teremos um semipresidencialismo no Brasil?

 


Tags: Rosebud, Cidadão Kane, filme, verdade, manipulação, petralhas






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