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23.05.2016 | Opinião

Pay Attention or Pay The Price

Pay Attention or Pay The Price

Essa não é a primeira nem será a última vez que toco neste tema recorrente e que muitos insistem em varrer para baixo do tapete.

A cada ano mais de 45 mil pessoas morrem em acidentes de trânsito no Brasil.

Como sempre digo, a imprudência e a impunidade são os principais motivos que levam tanta gente a morrer nesta guerra não declarada, mas que mata e mutila mais de 1,3 milhões de pessoas por ano em nosso “Planeta Azul”. Até o momento em que escrevia esse comentário, segundo o Relógio Mundial, quase 466 mil pessoas já morreram em acidentes de trânsito em 2016.

O tema segurança no trânsito é sempre polêmico, pois muitos condutores se acham no direito de desrespeitar as regras e leis do trânsito, pois se consideram superiores aos demais.

Este é o caso da fatal combinação gerada pelo uso do telefone celular ao volante.

Uma fração de segundo pode significar a diferença entre vida e morte.

Eu já tratei desse assunto em outras oportunidades e nos últimos dias comecei a observar novamente pessoas que usam o celular ao dirigir, sem a mínima consideração aos demais.

Da desatenção com os pedestres quando estão atravessando uma faixa de segurança até o desrespeito ao semáforo fechado, muitos riscos desnecessários fazem parte do dia-a-dia destes condutores que acham que com eles nada vai acontecer.

Aprendi com um velho amigo de que “não podemos dar chance ao azar”. Dirigir e falar ao celular ou, o que é pior, mandar torpedos, é algo que não causa mais tragédias por milagre.

Para aqueles que ainda acham que o que falo é baboseira, besteira, ou que só acontece com os outros, recomendo que assistam ao filme dirigido por Gabriele Muccino e coproduzido e estrelado pelo ator Will Smith, “Sete Vidas” (Seven Pounds, no original).

Na trama Tim Thomas (interpretado por Will Smith) é um homem que passa a sofrer de depressão após um acidente automobilístico do qual ele se julga único culpado e que causa a morte de sete pessoas, incluindo sua noiva, Sarah Jenson (Robinne Lee). Depois de assistir ao filme, talvez estas pessoas mudem de ideia com relação a este hábito terrível de falar ao celular enquanto dirigem.

Se acham que exagero, assistam a este comercial do Reino Unido que adverte os adolescentes do risco de usar telefones celulares ao dirigir. Ele é chocante, mas mostra a triste realidade que se soma as trágicas estatísticas do trânsito mundial.

Como se não bastasse a desatenção ao conduzir um veículo, vejam este outro comercial que mostra que a desatenção no uso de celular pode causar tragédias mesmo se não estamos dirigindo.

Desculpem-me se insisto nesses temas, mas não podemos continuar convivendo com estes hábitos de desatenção que podem causar acidentes e matar.

Segundo pesquisa da Opinion Research Corporation International, 76% dos motoristas confessam ter o mau hábito de se distrair com outras atividades enquanto dirigem. Segundo relatos, as situações que mais causam acidentes ou sustos no trânsito são as seguintes:

* Separando uma briga dos filhos - 26%
* Apagando cigarro - 22%
* Usando o laptop - 21%
* Conversando com um passageiro - 18%
* Falando ao celular - 13%

Lembro-me daquele velho, mas muito atual slogan da campanha de trânsito que dizia: “Não faça de seu carro uma arma, a vítima pode ser você”.

Insisto: Tenha atenção ao dirigir, respeitando as leis de trânsito, ou como diz o comercial britânico “Pay Attention or Pay The Price” (Preste atenção ou pague o preço).

Isso provavelmente irá mudar a maneira com que você trata este assunto e salvará vidas.

Não faça de seu celular uma arma, a vítima pode ser você!


Tags: trânsito, desastre, acidente, Dpvat, OMS, Dnit, celular, smartphone






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