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29.06.2016 | Opinião

A primeira de muitas

O Capitão Bellini levanta a Taça Jules Rimet após recebe-la do Rei da Suécia em 1958.

Nós brasileiros temos, ou melhor, ‘tínhamos’ a mania de achar que éramos os melhores no futebol, e por esse motivo, muitas vezes nos colocamos de salto alto ao enfrentar nossos adversários.

Não chegava o desastre na Copa de 2014 no Brasil. Conseguimos somar outros vexames que agora culminaram na Copa América Centenário nos Estados Unidos. Vergonha que só não será pior se conseguirmos ir para a Copa 2018 na Rússia.

Nenhum técnico faz milagres, e Dunga não foi diferente. Para ganharmos precisamos de jogadores com qualidade diferenciada, montados desde a base e uma seleção focada todos os dias em vencer competições internacionais. Quem sabe aprendemos o que os alemães ensinaram ao mundo. Quem sabe Tite vai mudar o que vimos até agora nos últimos anos. Mas tudo é "quem sabe".

Hoje a CBF está mais preocupada em livrar seus dirigentes da cadeia do que se preocupar com o futebol brasileiro.

Mas isso é outra história que espero que em breve mudemos de rumo.

Tenho 58 anos e, por incrível que possa parecer para alguns, comemorei todos os títulos que o Brasil ganhou, inclusive o primeiro em 1958.

Nasci em 4 de maio de 1958 e pouco mais de um mês depois, embarquei no meu primeiro voo pela antiga Varig, para São Paulo, onde fomos morar por algum tempo.

Em 29 de junho de 1958 meus pais levaram a mim (ainda de colo), e meu irmão, o Oscar, para comemorar no centro da capital paulista, o primeiro título da seleção brasileira em copas do mundo de futebol.


Povo em festa na cidade de São Paulo após o Brasil vencer a Suécia e levar seu primeiro título mundial.

A Copa do Mundo de 1958 foi a sexta edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol, e aconteceu entre 8 de junho e 29 de junho de 1958.

O país sede foi a Suécia, com partidas realizadas nas cidades de Borås, Eskilstuna, Gotemburgo, Halmstad, Helsingborg, Malmö, Norrköping, Örebro, Sandviken, Solna, Uddevalla e Västerås.

Dezesseis seleções nacionais foram qualificadas para participar desta edição do campeonato, sendo 12 delas europeias (Suécia, Alemanha Ocidental, Áustria, França, Tchecoslováquia, Hungria, União Soviética, Iugoslávia, Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia, País de Gales) e 4 das américas (Argentina, Brasil, México e Paraguai).

A final da Copa do Mundo de 1958 foi disputada pelo Brasil, que havia eliminado a França e País de Gales; e a Suécia, que havia eliminado a Alemanha Ocidental e a União Soviética.

A partida foi realizada em 29 de junho de 1958 às 14h00, no Estádio Rasunda em Estocolmo, com um público estimado em 51.800 pessoas.

O Brasil venceu por 5 a 2. Este foi o primeiro título do Brasil que também revelou Pelé, na época com apenas 17 anos.


Delegação Brasileira: Castilho, Bellini, Gilmar, Djalma Santos, Dino Sani, Didi, Zagallo,
Oreco, Zózimo, Pelé, Garrincha, Nílton Santos, Moacir, De Sordi, Orlando, Mauro, Joel,
Mazzola, Zito, Vavá, Dida, Pepe, Técnico - Vicente Ítalo Feola.


Pelé chora no ombro de Didi, depois da vitória de 5 a 2 sobre a Suécia na final de 58, com Gilmar e Orlando.

Após a vitória do Brasil sobre a Suécia na final, o capitão Bellini recebeu a taça e as atenções de todos que queriam fotografá-la. Então, Bellini ergueu a taça do mundo sobre sua cabeça, de modo que todos a pudessem fotografar. Nascia assim o famoso gesto, que desde então vem sendo repetido pelos campeões ao logo dos anos.


Bellini e o gesto imortalizado

Ficha dos jogos do Brasil na Copa do Mundo de 1958 na Suécia

Primeira Fase:

8/junho/1958 - Brasil 3 x 0 Áustria
Local: Rimervallen (Uddevalla)
Árbitro: Maurice Guigue (França)
Gols: Mazzola 38 do 1º tempo; Nílton Santos 4, Mazzola 44 do 2º.
BRASIL: Gilmar; De Sordi, Bellini, Orlando, Nílton Santos; Dino, Didi; Joel, Mazzola, Dida, Zagalo.
ÁUSTRIA: Szanwald; Halla, Koller; Hanappi, Swoboda, Happel; Horak, Senekowitch, Buzek, Korner, Schleger.

11/junho/1958 - Brasil 0 x 0 Inglaterra
Local
: Nya Ullevi (Gotemburgo)
Árbitro: Albert Dusch (Alemanha Ocidental)
BRASIL: Gilmar; De Sordi, Bellini, Orlando, Nílton Santos; Dino, Didi; Joel, Mazzola, Vavá, Zagalo.
INGLATERRA: McDonald; Howe, Banks; Clamp, Wright, Slater; Douglas, Robson, Kevan, Haynes, A'Court.

15/junho/1958 - Brasil 2 x 0 URSS
Local
: Nya Ullevi (Gotemburgo)
Árbitro: Maurice Guigue (França)
Gols: Vavá 3 do 1º tempo; Vavá 21 do 2º.
BRASIL: Gilmar; De Sordi, Bellini, Orlando, Nílton Santos; Zito, Didi; Garrincha, Vavá, Pelé, Zagalo.
URSS: Yashin; Kesarev, Krijevsky; Kuznetsov, Voinov, Tsarev; A. Ivanov, V. Ivanov, Simonjan, Igor Netto, Iljin.

Quartas-de-final:
19/junho/1958 - Brasil 1 x 0 País de Gales
Local
: Nya Ullevi (Gotemburgo)
Árbitro: Hriedrich Speilt (Áustria)
Gol: Pelé 26 do 2º tempo.
BRASIL: Gilmar; De Sordi, Bellini, Orlando, Nílton Santos; Zito, Didi; Garrincha, Mazzola, Pelé, Zagalo.
PAÍS DE GALES: Kelsey; Williams, M. Charles; Hopkins, Sullivan, Bowen; Medwin, Hewitt, Webster, Allchurch, Jones.

Semifinal: 24/junho/1958 - Brasil 5 x 2 França
Local
: Raasunda (Estocolmo)
Árbitro: Mervyn Griffiths (País de Gales)
Gols: Vavá 2, Fontaine 8, Didi 39 do 1º tempo; Pelé 8, 19 e 31, Piantoni 40 do 2º.
BRASIL: Gilmar; De Sordi, Bellini, Orlando, Nílton Santos; Zito, Didi; Garrincha, Vavá, Pelé, Zagalo.
FRANÇA: Abbes; Kaelbel, Jonquet; Lerond, Penverne, Marcel; Wisnieski, Kopa, Fontaine, Piantoni, Vincent.

Final: 29/junho/1958 - Brasil 5 x 2 Suécia
Local: Raasunda (Estocolmo)
Árbitro: Maurice Guigue (França)
Gols: Liedholm 4, Vavá 8 e 32 do 1º tempo; Pelé 11, Zagalo 23, Simonsson 35, Pelé 44 do 2º.
BRASIL: Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Orlando, Nílton Santos; Zito, Didi; Garrincha, Vavá, Pelé, Zagalo.
SUÉCIA: Svensson; Bergmark, Axbom; Borjesson, Gustavsson, Parling; Hamrin, Gren, Simonsson, Liedholm, Skoglund.

Por fim não custa lembrar a canção de autoria de Maugeri Sobrinho e Maugeri Neto, composta para as comemorações após a Seleção Brasileira de Futebol ter vencido a Copa do Mundo FIFA de 1958 na Suécia.

A taça do mundo é nossa…

Com brasileiro não há quem possa…
Êh eta esquadrão de ouro…
É bom no samba, é bom no couro…

A taça do mundo é nossa…
Com brasileiro não há quem possa…
Êh eta esquadrão de ouro…
É bom no samba, é bom no couro…

O brasileiro lá no estrangeiro…
Mostrou o futebol como é que é…
Ganhou a taça do mundo…
Sambando com a bola no pé…
Goool!…


Tags: Copa 2014, Copa 2018, Jogos olímpicos, olimpíadas, esporte, futebol, incompetência, corrupção, Fifa, CBF, Seleção, Seleção Brasileira






Opinião do internauta

  • Renato Gennari (06.04.2017 | 17.59)
    Li só agora a colocação da tia Mafalda, não tenho certeza, mas o carro não seria um Austin?

    Réplica:

    Acredito que sim.

  • mafalda orlandini. (29.06.2016 | 10.56)
    Emoção sempre viva, quando volto no tempo. Vejo-me no nosso carrinho preto (acho que era um Gordini), com meu bebê no colo, cercada pela multidão e chuva de papéis caindo dos dos edifícios

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