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11.07.2016 | Opinião

Velocidade de dobra

USS Enterprise em velocidade de dobra (warp speed)

Quando Bob Frankenberg, um dos principais executivos da Novell Inc., disse a quase três décadas atrás que, ou você é alguém@algum_lugar.com ou você é nada, ele também não imaginava a velocidade com que o futuro nos iria “pegar” na dita “era da Internet” e na comunicação instantânea e global.

Hoje fico cada vez mais perplexo com a velocidade (seria a “velocidade de dobra ou warp”) com que a ficção da minha juventude se torna a realidade do nosso presente.

A Internet revolucionou a comunicação entre as pessoas de tal maneira que não conseguimos mais prever até onde ela irá. Ela é uma quarentona na “idade da loba” e quase ninguém consegue viver sem ela.

Aliás, na semana passada um amigo meu disse que não tinha WhatsApp. E foi além: afirmou que não tinha Facebook.
Eu quase não acreditei. Ele se declara um “rebelde” (rsrsrs).

É claro que existem pessoas que vivem ou conseguem viver sem Internet, mas, para o “pessoal de hoje”, isso é quase impossível. Governos, empresas e consumidores estão interligados de tal forma que se a Internet deixasse de funcionar ou existir seria um verdadeiro caos.

Mas vamos lá...

Muitas pessoas confundem a data de nascimento, se assim podemos dizer, da Internet. Ela nasceu praticamente sem querer. Foi desenvolvida nos tempos remotos da Guerra Fria entre as superpotências do planeta que tinham o “mundo livre” representado pelos Estados Unidos da América, e a “cortina de ferro”, representada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Com o nome de Advanced Research Projects Agency Network (1963) ou simplesmente ArpaNet, foi desenvolvido um sistema para manter a comunicação das bases militares dos Estados Unidos, mesmo que o Pentágono fosse riscado do mapa por um ataque nuclear.

Lá em 1969, o matemático norte-americano Steve Crocker, então estudante de doutorado da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), juntou algumas notas de uma reunião em um documento que chamou de “Pedido ou Requisição para comentários”, do inglês “Request for Comments” (RFC1), iniciando a série de documentos que definem hoje a internet, os RFC.

O RFC 1 discutia o primeiro protocolo de comunicação, que é a língua que dois computadores usam para trocar informações. Para entender melhor, podemos exemplificar duas pessoas que não falam a mesma língua, e que precisam de uma terceira, conhecida por ambas, para se comunicar. Essa terceira língua é o protocolo de comunicação.

Na atualidade não podemos mais imaginar um mundo sem determinadas invenções como a energia elétrica, o rádio, o telefone, a televisão, e é claro, a Internet.

Apesar de alguns darem o ano de 1990, lá na época do surgimento da World Wide Web como sendo o do nascimento da Internet, seus conceitos surgiram bem antes, nos anos sessenta, com o RFC1, precisamente em 7 de abril de 1969.

Mas vamos a dados atuais, que cada vez mais nos surpreendem.

Dados da Internet World Stats de junho de 2016, nos dão conta que, de uma população de aproximadamente 7,340 bilhões de pessoas, 3,566 bilhões possuem acesso à Internet, o que representava 48,6% de toda população mundial.

A pesquisa indica que a Europa possui quase 614 milhões de usuários, 73,9% de sua população. Mais de 73,2% população da Oceania e Austrália possuem acesso à Internet, mas esse percentual é reduzido para 28,1% na África, que tinha apenas 12,5% de sua população com internet em 2012. Um pulo enorme se considerarmos apenas quatro anos.

Já a América do Norte possui cerca de 320 milhões de usuários, aproximadamente 89,0% de toda sua população que é de 359 milhões.

Na América Latina e Caribe, com 626 milhões de habitantes, quase 374 milhões de pessoas possuem acesso à Internet, o equivalente a 59,8% de sua população. Desse total, mais de 117 milhões são de brasileiros.

A Ásia apresenta números gigantescos. Com uma população de 4,052 bilhões de pessoas, 55,2% do total de nosso planeta, 1,766 bilhões, ou o equivalente a 43,6% dessa população possui acesso à internet.

O Oriente Médio, com uma população estimada em quase 247 milhões de pessoas, 129 milhões, ou o equivalente a 52,5% dessa população, possui acesso a grande rede mundial de computadores.

Pouco mais de quarenta e sete anos se passaram, e hoje a Internet é a principal das novas tecnologias de informação e comunicação, uma verdadeira revolução na comunicação global.

Até onde essa grande rede vai nos levar?

Quem viver, verá!


Tags: Internet, banda larga, redes sociais, tecnologia, informática






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