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23.11.2016 | Opinião

Três tiros em Dallas

O Assassinato de JFK

No final dos anos cinquenta, início dos anos sessenta, o mundo vivia sob um verdadeiro barril de pólvora numa luta sem precedentes entre o “mundo livre”, representado pelos Estados Unidos da América, e a “cortina de ferro”, o império do mal, representado pela ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a URSS.

Em 17 de abril de 1961, o governo norte-americano tinha tentado um fracassado desembarque na Baía dos Porcos, operação planejada pela CIA, que usou os refugiados da ditadura de Fulgencio Batista como peões na tentativa de derrubar o regime de Cuba comandado por Fidel Castro.

A “Guerra Fria” entrava no seu auge e no meio de todo este turbilhão, em junho de 1961, a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), instala junto a fronteira soviética na Turquia, quinze mísseis Júpiter com ogivas nucleares.

A seguir, mais um movimento se dava quando na madrugada de 13 de agosto de 1961 surgia o “Muro de Berlim” (Berliner Mauer – em alemão), que mostrava ao mundo o quão tensas estavam às relações entre as antes aliadas superpotências que lutaram poucos anos antes contra o nazismo.

E a escalada continuava e chegávamos “a um minuto para a meia noite”  no episódio que ficou conhecido como a Crise dos Mísseis de Cuba, um dos momentos de maior tensão da Guerra Fria.

Em 14 de outubro de 1962 um avião U-2 da força aérea norte-americana em um voo secreto realizado sobre Cuba obteve fotos onde nitidamente apareciam cerca de quarenta silos para abrigar mísseis nucleares. Uma possível guerra nuclear era iminente e o governo de John F. Kennedy, encarou este fato como um ato de guerra contra os Estados Unidos. A crise acabou em 28 de outubro com o recuo soviético, mas a Guerra Fria continuava.

Pouco mais de um ano após, no verão de 1963, Kennedy preparava-se para iniciar a sua campanha para uma eventual reeleição em 1964. As perspectivas eram boas, visto que o candidato republicano deveria ser o senador Barry Goldwater, um conservador bastante extremista e impopular. Porém, o estado do Texas, que era de fundamental importância, estava ao lado dos republicanos.


O presidente Kennedy, sua esposa (Jacqueline) e o governador do Texas, John Connally, na limusine presidencial, minutos antes do assassinato.

Foi então programada uma visita do Presidente às principais cidades do estado de 21 a 22 de novembro de 1963. Tendo visitado San Antonio, Houston e Fort Worth, Kennedy vai a Dallas, desfila em carro aberto, e encontra uma multidão entusiasmada. Ao meio-dia e meia do dia 22 de novembro, passando por uma praça da cidade, Kennedy é atingido por dois tiros, um no pescoço (que também atinge o Governador do Texas John Connally) e outro fatal na cabeça.

Kennedy morre menos de trinta minutos depois do atentado. Um ex-marine, Lee Harvey Oswald, de 24 anos, que trabalhava num depósito de onde foram vistos os disparos, foi detido e acusado pelo homicídio de Kennedy. No dia 24, quando Oswald seria transferido para outra prisão, acabou por ser também assassinado por Jack Ruby, ligado à Máfia americana.

John Fitzgerald Kennedy foi o 35° presidente de seu país de 20 de janeiro de 1961 a 22 de novembro de 1963.

Até hoje persiste uma “Teoria de Conspiração” que sempre foi negada, mas que não convenceu a opinião pública mundial.

Há quem diga que Kennedy teria sido assassinado devido ao seu posicionamento na Guerra do Vietnã. Muitos norte-americanos apoiavam a intervenção militar nesse país, que rendia bilhões de dólares à indústria bélica de seu país.

Em setembro de 1963, Kennedy anunciou sua intenção de retirar as tropas americanas do Vietnã antes do final do ano seguinte. Essa política foi revertida por seu vice, Lyndon Johnson, assim que se tornou presidente. Johnson enviaria mais de quatrocentos e cinquenta mil reforços para o Vietnã, revertendo a intenção de seu antecessor assassinado.

Mais sobre estes fatos podem ser vistos no filme JFK - A pergunta que não quer calar inspirado nas investigações efetuadas pelo procurador público Jim Garrison.

Após a morte de Everette Howard Hunt, ex-agente da CIA , a agência de inteligência norte-americana, seus filhos revelaram gravações em que o ex-agente acusa Lyndon B. JohnsonCord Meyer, David Phillips, Frank Sturgis, David Morales, William Harvey e Lucien Sarti pela conspiração que levou ao assassinato de JFK.

Certa vez tive a oportunidade visitar o local onde Kennedy foi assassinado. Fiquei impressionado ao ver como os norte-americanos preservam sua história.

Parei naquele local e me perguntava: "Como um só homem conseguiu aquela proeza de assassinar o presidente dos EUA".

O fato é que até hoje, passados cinquenta e três anos do assassinato de JFK, dúvidas pairam sobre o que realmente ocorreu naquele dia em Dallas.

Seria realmente possível que um ex-fuzileiro norte-americano tivesse planejado e executado sozinho o assassinato de John Fitzgerald Kennedy?

Será que realmente existiu uma conspiração?

Perguntas até hoje sem respostas.


Tags: Cuba, apocalipse, Armagedom, crise dos mísseis, Kennedy, Fidel, assassinato, Lee Oswald, conspiração






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