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16.01.2017 | Opinião

O país que nunca chega

Dos filhos desse solo és mãe gentil...

Quando eu era apenas um guri (ou piá, como queiram), sempre escutava que o Brasil seria o país do futuro. Isso vem de muito tempo em nosso país, e não foi uma “criação” da Ditadura Militar que assumiu o poder em 31 de março de 1964.

Para complementar este sonho ou delírio, Antônio Delfim Netto, que participou dos governos dos generais-presidentes Humberto de Alencar Castello Branco (1964-1967), no Conselho Consultivo de Planejamento (Consplan); Artur da Costa e Silva (1967-1969) e Emílio Garrastazu Médici (1969-1973), como ministro da Fazenda; e João Baptista de Oliveira Figueiredo (1979-1984), como ministro da Agricultura e secretário do Planejamento, forjou uma frase que entrou para história e faz escola até hoje.

Delfim afirmava querer “fazer o bolo crescer, para depois dividi-lo”.

Parece piada, mas na verdade o bolo abatumou.

Terminado o período controlado pelos militares voltamos a acreditar que algo ia mudar. Pura ilusão.

Entramos em uma série de crises econômicas que levaram o país a uma profunda hiperinflação que só terminou após o impeachment do “caçador de marajásFernando Collor de Mello, com a implantação do Plano Real.

Esse plano foi gestado por Fernando Henrique Cardoso, então Ministro da Fazenda de Itamar Franco, que era vice-presidente de Fernando Collor.

O país parecia melhorar. Nossa moeda ficou valorizada, empregos foram gerados e o país tomou novos rumos quando FHC foi eleito presidente.

Passados oito anos, o país se consolidava economicamente e politicamente quando elegeu Luiz Inácio Lula da Silva. Chegava ao poder um trabalhador que tinha compromissos com as classes menos favorecidas. Hoje parece piada, mas não era.

Então o bolo cresceu, só que novamente não foi dividido com todos os brasileiros.

Os ricos ficaram cada vez mais ricos. Os bancos e instituições financeiras cada vez mais poderosos e lucrando astronomicamente achacando o bolso dos trabalhadores e aa classe média brasileira que sustenta seu apetite voraz.

E os corruptos? Há, esses sim ficaram ainda mais ricos...

Esse então governo dos trabalhadores se uniu às elites e aos corruPTocratas, e fez a sua parte com uma das maiores cargas tributárias do planeta que forçam o trabalhador a dividir mais da metade do que ganha com um governo nitidamente incompetente e corrupto.

A cortina caiu e descobrimos que “nunca na história desse país, se mentiu tanto”. Como se não bastasse mentir, “nunca na história desse país se roubou tanto”. A Era Lula se mostrou destruidora, não só da economia, como das instituições e valores como ética, honestidade e moralidade.

Percebi então que o país do futuro não chegará para mim, nem para meus filhos. Já começo a desconfiar que nem mesmo meus netos conhecerão esse “tal país do futuro”, cada vez mais distante.

Ou nós mudamos nossa atitude e maneira de tratar os governos e o que é público, ou esse País do Futuro, não passará de mera ficção, uma fantasia.

Temos que assumir nossa parcela de culpa e exigir mudanças, sem dar trégua a “lero-lero” e conversa fiada.

A velha política perdeu espaço e queremos atitudes contundentes que mudem realmente o rumo das coisas.

Incompetência não tem mais espaço.

Aos novos Prefeitos sugiro: Ajam rápido, antes que seja tarde, senão...

De boas intenções estamos cansados.


Tags: petralhas, Dilma, Lula, corrupção, Sartori, incompetência






Opinião do internauta

  • Ruben Dario Rivas Pérez (18.01.2017 | 08.31)
    Não contavam que o PT iria desgovernar o país por tanto tempo!

  • Wander Viola Matzenbacher (16.01.2017 | 09.36)
    Um resgaste, parcial, mas interessante, nominando alguns dos bois, pena que o autor deixa de fora FHC, com a sua CORRUPÇÃO, incluindo mensalões para aprovar seus planos e privatizações como a Vale do Rio Doce, que veio recentemente a cometer o maior crime contra a vida da história deste pais, sem falar da venda do Banespa que recebeu a injeção de capital de 42 bilhões de reais e foi entregue ao Santander por apenas 7 bilhões. Talvez tenha sido o governo que mais endividou o país com seus falsos planos econômicos.

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