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22.02.2017 | Opinião

Não se mexa, não respire, reze

Insegurança crescente

Lembro-me com muita saudade de quando era jovem e podíamos sair a qualquer hora do dia sem maiores preocupações. Ir a uma festa, a casa de amigos, a uma “reunião dançante”. Tudo na mais tranquila e santa paz.

Algumas vezes, por falta de ônibus ou táxi nas madrugadas porto-alegrenses, eu e alguns amigos pegávamos uma “carona” com o pessoal da Brigada Militar, que nos largava em casa a bordo de um possante camburão, uma daquelas camionetes veraneio muito utilizadas pela BM naquela época (anos 70).

Na praia, durante as férias, andávamos quase todas as noites passeando de casa em casa, fazendo serenatas e outras brincadeiras, sempre recebidos de portas abertas, numa época em que as cercas e grades pouco existiam.

Sinto muita falta desses “bons e velhos tempos”, não só pela juventude e os amigos, muitos deles que não estão mais entre nós, vítimas de duas frentes de batalha de uma grande guerra que só não enxerga quem não quer ver.

Uma das frentes desta guerra sem tréguas é a violência do trânsito, que a cada ano mata mais de 50 mil brasileiros e deixa mais de 100 mil mutilados.

Por conta da falta de maiores punições por parte do Estado e da tolerância descabida por parte da sociedade, essa guerra sobre rodas continua ceifando a vida de jovens de todas as idades, vítimas inocentes desta “arena” selvagem que se tornaram as ruas e estradas brasileiras.

Já a outra frente de batalha é a violência urbana que está a nossa frente e, a qualquer momento, pode nos atingir.

Nessa “frente de batalha” somos vítimas totalmente indefesas.

Os bandidos nos tratam de maneira estúpida e violenta e se não tivermos alguns trocados, espirrarmos ou esboçarmos qualquer movimento, levamos “bala”.

Mesmo sem reagirmos, muitas vítimas são assassinadas friamente por estes facínoras, que nada tem a perder.

Os menores de idade sabem que a lei os protege e que “zeram” suas fichas ao completarem a maioridade. Já os que são maiores de idade, se escondem por trás da certeza da impunidade e da progressão das penas.

Quem mata em nosso país, se vai preso, cumpre penas mínimas e logo-logo já está matando novamente.

Já perdi muitos amigos e parentes nessa guerra absurda e que não parece ter fim.

Nós, vítimas dessa insegurança generalizada, parece que não temos ninguém que se preocupe efetivamente com o que estamos passando.

Por outro lado os bandidos e assassinos, possuem muitos defensores que se usam de pura demagogia para se promoverem em nome da defesa dos “direitos humanos”.

Aqui no Rio Grande do Sul, estou completamente estupefato. Não consigo acreditar que a atual gestão do governo do Estado, passados já metade de seu governo, não tenha conseguido melhorar efetivamente nada nessa “guerra” em que nós, os eleitores, somos meros mariscos.

Hoje me sinto extremamente inseguro, mais do que ontem e, com certeza, menos do que amanhã, que pelo visto, só tende a piorar.

O governo de José Ivo Sartori parece até estar conseguindo domar as precárias finanças recebidas de seu antecessor, mas nós, os eleitores, esperamos mais. Queremos também uma maior preocupação com a segurança pública, saúde e educação. Aliás, só preocupação e boas intensões não nos servem, não vão resolver esses problemas.

A INSEGURANÇA está cada vez maior. Estamos como medo.

É isso mesmo, estamos apavorados. Todos os dias, a qualquer hora, em qualquer lugar, a bandidagem tomou conta.

QUANTO VALE CADA CIDADÃO GAÚCHO QUE É ASSASSINADO?

Não consigo acreditar que um governo não priorize a vida acima de tudo.

Aumentar os impostos e não oferecer nada de volta à sociedade, além da mais pura incompetência, é suicídio político.

Para nós, reles cidadãos e “eleitores”, parece que só resta o “direito ao medo”.

Quero deixar claro que a culpa de tudo isso não é da Polícia Civil nem tampouco da Brigada Militar.

Esses servidores públicos de nosso Estado também são vítimas de uma estrutura que vem sendo sucateada há vários governos.

Quem tem o dever e a obrigação legal de resolver essa questão é nosso governador José Ivo Sartori, mais ninguém.

Estou enganado?

P.S.: Não esqueçam: se for assaltado, não reaja, não espirre (ou respire) e reze para não ser executado a sangue frio.


Tags: segurança, crime, insegurança, violência, Sartori, incompetência, polícia






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