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19.05.2017 | Opinião

A montanha pariu um rato

A montanha pariu um rato

O Brasil vive um clima de “caça às bruxas” já há algum tempo, e nesses momentos de crise temos de filtrar, filtrar e filtrar, muito bem as informações, sem nos deixar levar por ideologias e sentimentos que se distanciem da razão.

Na quarta-feira à noite, eu, como a grande maioria dos brasileiros, me indignei com as informações divulgadas pelo jornal “O Globo”, através de seu colunista Lauro Jardim.

O colunista informava que s donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato.

Pois é...

Enquanto tudo eram “versões” e transcrições pinçadas de um documento obtido pelo trabalho jornalístico do colunista Lauro Jardim, que também incriminava, e muito mais, o senador Aécio Neves (PSDB) e também o ex-ministro de Lula e Dilma, Guido Mantega (PT), acusado de ser o “operador financeiro” das propinas destinadas ao Partido dos Trabalhadores.

Agora vejamos, PMDB, PSDB e PT envolvidos em falcatruas, não é nenhuma novidade, a novidade era que foi obtida uma gravação de Michel Temer pedindo dinheiro para calar Eduardo Cunha. Não foi isso que disseram?

Para minha surpresa, a gravação com Michel Temer não é bem assim, muito antes pelo contrário.

Não fica claro que Temer pediu dinheiro para Eduardo Cunha ou outro tipo de ação.

Vou transcrever o que foi divulgado da conversa com Michel Temer:

Joesley Batista: Queria primeiro dizer: estamos junto aí. O que o senhor precisar de mim, viu, me fala. Queria te ouvir um pouco, presidente. Como tá nessa situação toda, Eduardo, não sei o que, Lava Jato.

Michel Temer: O Eduardo resolveu me fustigar. Você viu que... Eu não tenho nada a ver com a defesa. O Moro indeferiu 21 perguntas dele que não tem nada a ver com a defesa dele. Era pra amedrontar. Eu não fiz nada [inaudível] no Supremo Tribunal Federal. [inaudível] Ele está aí, rapaz... É... [inaudível]

Joesley: Eu queria falar assim. Dentro do possível, eu fiz o máximo que deu ali, zerei tudo, o que tinha de alguma pendência daqui para ali, zerou tudo. E ele foi firme em cima e já estava lá, veio, cobrou, tal, tal, tal. Pronto. Acelerei o passo e tirei da fila. [Inaudível] O outro menino, companheiro dele que tá aqui, né? [Inaudível] O Geddel sempre estava... [barulho] O Geddel é que andava sempre ali, mas o Geddel também, com esse negócio, eu perdi o contato porque ele virou investigado, agora eu não posso, também...eu não posso encontrar ele.

Temer: É, cuidado, vai com cuidado. [inaudível] Não parecer obstrução da Justiça [inaudível].

Joseley: Agora... o negócio dos vazamentos. O telefone lá [inaudível] com o Geddel, volta e meia citava alguma coisa meio tangenciando a nós, e não sei o que. Eu estou lá me defendendo. Como é que eu... o que é que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora. Eu tô de bem com o Eduardo, ok...

Temer: Tem que manter isso, viu... [Inaudível]

Joesley: Todo mês. Também. Eu estou segurando as pontas, estou indo. Esse processo, eu estou meio enrolado aqui no processo, assim [inaudível]...

Joesley: É investigado. Eu não tenho ainda denúncia. Então, aqui eu dei conta de um lado do juiz, então eu dei uma segurada, do outro lado do juiz substituto que é um cara que ficou...

Temer: Está segurando os dois...

Joesley: É, estou segurando os dois. Então eu consegui um procurador dentro da força tarefa que também está me dando informação. E lá que eu estou para dar conta de trocar o procurador que está atrás de mim. Se eu der conta tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dá uma esfriada até o outro chegar e tal, e o lado ruim é que se vem um cara com raiva, com não sei o quê.

Temer: [Inaudível].

Joesley: O que está me ajudando, tá bom, beleza. Agora, o principal... Tem o que está me investigando. Eu consegui colar um no grupo. Agora eu tô tentando trocar...

Escutei toda gravação e, ao meu ver e salvo melhor juízo, me parece “a montanha pariu um rato”.

Falta, efetivamente a frase de Temer pedindo dinheiro para Eduardo Cunha ou qualquer outro.

Ou sou surdo ou muito burro e ingênuo!

O mais estranho é que não vejo ninguém dizer que tudo isso foi mais “uma conspiração” protagonizada pela “Mídia Golpista”, liderada pela “Rede Globo”.


Tags: Michel Temer, impeachment, cassação, renúncia, JBS






Opinião do internauta

  • Oscar Silverio (19.05.2017 | 21.45)
    Em um comentario alguem diz que seria bom se pessoas assim como Ricardo fosse candidato a um cargo politico, aì eu digo que ele não serve para ser politico, sabe porque? Ele é honesto!

  • Fernando U.Martins (19.05.2017 | 11.04)
    Bom dia Chefe! Exatamente isto que tu relatasse, falei ontem num grupo de amigos no whatzap, bem assim: "Deram um tiro de bazuca pra matar um rato". Todos nós brasileiros, inclusive o Presidente temos o direito a presunção da inocência, senão seria fácil demais e o Lula-La já deveria estar na suite master dele em Curitiba, E outra, sem esta de coxinhas e esquerda, somo todos brasileiros e queremos um pais melhor para os nossos filhos e netos! Abração

  • Luiz Francisco Schmidt (19.05.2017 | 09.43)
    Orlandini, concordo com você em gênero e número. Esta história está muito mal contada. É inegável o envolvimento do Aécio. Quanto ao Temer, não acho que ele seja diferente dos outros "políticos", mas a tal gravação não prova nada. Somente o fato de que ele manteve um encontro secreto na calada da noite, o que por si já é um indício de que não tratariam de boas coisas.

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