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10.07.2017 | Opinião

Velocidade de dobra

A USS Enterprise em velocidade de dobra (warp speed)

Quando Bob Frankenberg, um dos principais executivos da Novell Inc., disse a quase três décadas atrás que, ou você é alguém@algum_lugar.com ou você é nada, ele também não imaginava a velocidade com que o futuro nos iria “pegar” na dita “era da Internet” e na comunicação instantânea e global.

Hoje fico cada vez mais perplexo com a velocidade (seria a “velocidade de dobra ou warp”) com que a ficção da minha juventude se torna a realidade do nosso presente.

A Internet revolucionou a comunicação entre as pessoas de tal maneira que não conseguimos mais prever até onde ela irá. Ela é uma quarentona na “idade da loba” e quase ninguém consegue viver sem ela.

Aliás, descobri mais um amigo que não usa WhatsApp. E foi além: afirmou que não tinha Facebook. Eu quase não acreditei. Ele se declara um “rebelde” (rsrsrs).

Garimpando entre a minha geração, consegui encontrar alguns que nem telefone celular possuem. Parece coisa de outro mundo.

É claro que existem pessoas que vivem ou conseguem viver sem Internet, mas, para o “pessoal de hoje”, isso é quase impossível. Governos, empresas e consumidores estão interligados de tal forma que se a Internet deixasse de funcionar ou existir seria um verdadeiro caos. Já observamos isso quando tiraram do ar o WhatsApp. Virou um caos.

Mas vamos lá...

Muitas pessoas confundem a data de nascimento, se assim podemos dizer, da Internet. Ela nasceu praticamente sem querer. Foi desenvolvida nos tempos remotos da Guerra Fria entre as superpotências do planeta que tinham o “mundo livre” representado pelos Estados Unidos da América, e a “cortina de ferro”, representada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Com o nome de Advanced Research Projects Agency Network (1963) ou simplesmente ArpaNet, foi desenvolvido um sistema para manter a comunicação das bases militares dos Estados Unidos, mesmo que o Pentágono fosse riscado do mapa por um ataque nuclear.

Lá em 1969, o matemático norte-americano Steve Crocker, então estudante de doutorado da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), juntou algumas notas de uma reunião em um documento que chamou de “Pedido ou Requisição para comentários”, do inglês “Request for Comments” (RFC1), iniciando a série de documentos que definem hoje a internet, os RFC.

O RFC 1 discutia o primeiro protocolo de comunicação, que é a língua que dois computadores usam para trocar informações. Para entender melhor, podemos exemplificar duas pessoas que não falam a mesma língua, e que precisam de uma terceira, conhecida por ambas, para se comunicar. Essa terceira língua é o protocolo de comunicação.

Na atualidade não podemos mais imaginar um mundo sem determinadas invenções como a energia elétrica, o rádio, o telefone, a televisão, e é claro, a Internet.

Apesar de alguns darem o ano de 1990, lá na época do surgimento da World Wide Web como sendo o do nascimento da Internet, seus conceitos surgiram bem antes, nos anos sessenta, com o RFC1, precisamente em 7 de abril de 1969.

Mas vamos a dados atuais, que cada vez mais nos surpreendem.

Dados da Internet World Stats de março de 2017, nos dão conta que, de uma população de aproximadamente 7,519 bilhões de pessoas, 3,739 bilhões possuem acesso à Internet, o que representava 49,7% de toda população mundial.

A pesquisa indica que a Europa possui quase 637 milhões de usuários, 77,4% de sua população. Mais de 68,1% população da Oceania e Austrália possuem acesso à Internet, mas esse percentual é reduzido para 28,3% na África, que tinha apenas 12,5% de sua população com internet em 2012. Um pulo enorme se considerarmos apenas cinco anos.

Já a América do Norte possui pouco mais de 320 milhões de usuários, aproximadamente 88,1% de toda sua população que é de 363 milhões.

Na América Latina e Caribe, com aproximadamente 648 milhões de habitantes, quase 386 milhões de pessoas possuem acesso à Internet, o equivalente a 59,6% de sua população. Desse total, mais de 139 milhões são de brasileiros, o equivalente a 67,5% de nossa população.

A Ásia apresenta números gigantescos. Com uma população de 4,148 bilhões de pessoas, 55,2% do total de nosso planeta, 1,874 bilhões, ou o equivalente a 45,2% dessa população possui acesso à internet.

O Oriente Médio, com uma população estimada em quase 251 milhões de pessoas, 142 milhões, ou o equivalente a 56,7% dessa população, possui acesso a grande rede mundial de computadores.

Pouco mais de quarenta e oito anos se passaram, e hoje a Internet é a principal das novas tecnologias de informação e comunicação, uma verdadeira revolução na comunicação global.

Até onde essa grande rede vai nos levar?

Quem viver, verá!


Tags: Internet, banda larga, redes sociais, tecnologia, informática






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