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09.08.2017 | Opinião

Nosso eterno Watergate

Dustin Hoffman como Carl Bernstein e Robert Redford como Bob Woodward no filme de 1974 'Todos os Homens do Presidente'

Nós, brasileiros, somos um povo que leva muita coisa séria na brincadeira. Assuntos que, em qualquer outro lugar do mundo, são considerados graves e causam crises e punições severas aos envolvidos, por aqui até há pouco tempo eram desconsiderados ou viravam chacota.

Até indignávamo-nos com atos de corrupção ou abuso de poder cometidos por agentes públicos, mas sempre acabávamos coniventes com a falta de punição aos envolvidos nestes descalabros. Nossa memória era e ainda é muito curta, curtíssima.

Mesmo com essa mudança de atitude da grande maioria dos brasileiros, alguns ainda nos “tiram para bobos” ao insistirem que a corrupção não surgiu só agora, mas sempre existiu no Brasil. Isso significa mais ou menos dizer que sempre se cometeram crimes, eles não surgiram agora ou algo como “matamos”, mas não fomos os primeiros a fazê-lo.

Isso me faz lembrar de uma velha máxima da política brasileira: “ele rouba mas faz”.

Em países sérios, onde a justiça é rápida e a ética tem enorme peso junto ao eleitor, a coisa é bem diferente. Não que não exista corrupção nos outros países, mas aqui no Brasil, passamos todos os limites. A grande diferença é que lá fora os corruptos são ‘varridos’ da vida pública e pagam por seus ‘malfeitos’ de forma exemplar. A vitimização não é aceita nem a manipulação dos fatos e da verdade duram muito tempo.

Um fato histórico e emblemático é o “Caso Watergate”, que consta, sem dúvida alguma, entre os maiores escândalos da história da política mundial, mas que começa a ser superado, e muito, pela nossa “Lava Jato”. Para quem não lembra, este episódio levou à renúncia o 37° presidente dos Estados Unidos da América, Richard Milhous Nixon.

O caso teve origem, quando no sábado, 17 de junho de 1972, a sede do Partido Democrata, localizada no edifício Watergate, em Washington, foi invadida por cinco homens que tentavam fotografar documentos e colocar microfones e outros equipamentos de espionagem no local.

No dia seguinte, em 18 de junho de 1972, o conceituadíssimo jornal The Washington Post estampava na primeira página um assalto ocorrido no dia anterior na sede do Comitê Nacional do Partido Democrata, no Complexo Watergate, na capital dos Estados Unidos.

Se fosse por aqui no PATROPI, por certo seria uma conspiração da Mídia Golpista. Como aconteceu nos Estados Unidos da América, ninguém acusou o Post ou outros veículos de comunicação de estarem montando uma conspiração para derrubar Richard Nixon.

Começava assim a que é considerada a maior investigação jornalística do século XX protagonizada por Bob Woodward e Carl Bernstein, repórteres do Washington Post, que lançaram-se numa minuciosa investigação no já chamado Caso Watergate. Durante muitos meses, os dois repórteres estabeleceram as ligações entre a Casa Branca e o assalto ao edifício de Watergate.

Bob e Carl tiveram como informante uma pessoa conhecida apenas por “Garganta Profunda” (Deep Throat) que revelou que o presidente sabia das operações ilegais. Ele se chamava William Mark Felt, que chegou a ser o segundo em comando no FBI. É de sua autoria a frase “Follow the Money”, “sigam o dinheiro”, que levaram as investigações ao “Salão Oval” da Casa Branca.

Nixon teve um governo marcante que entrou para a história pela negociação da retirada das forças dos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, por ter aproximado seu país da República Popular da China, e por sua viagem a Moscou, onde deu impulso às negociações com a União Soviética sobre a redução de armamentos no planeta.

Mas este presidente norte-americano será mais lembrado por seu envolvimento num dos maiores escândalos políticos da história e sua renúncia pouco antes da votação da cassação de seu mandato.

Na noite de 8 de agosto de 1974, ele dirigiu um discurso pela televisão revelando sua intenção de renunciar no dia seguinte para evitar o impeachment.

O trauma político causado por este episódio foi enorme, levando os norte-americanos a eleger posteriormente um candidato religioso e muito apegado a valores morais: Jimmy Earl Carter.

É claro que por lá também tentaram desqualificar a imprensa (golpista?), no caso o Washington Post e seus jornalistas, e tentar acobertar o inegável. Mas não colou.

O resultado é conhecido por todos. No dia 9 de agosto de 1974, quando várias provas já ligavam os atos de espionagem e escutas ao Partido Republicano, Richard Nixon renunciou à presidência da nação mais poderosa do mundo.

O escândalo que derrubou Nixon também foi retratado no filme Todos os Homens do Presidente dirigido por Alan J. Pakula, que obteve 4 Oscars. Os atores Robert Redford e Dustin Hoffman representaram os jornalistas do Post Bob Woodward e Carl Bernstein respectivamente.

Lembro esses fatos para demonstrar o quão vigilantes devemos estar em relação aos abusos do poder e lembrar a importância de uma imprensa livre que transformou o Caso Watergate num símbolo contra os abusos do poder. Também

Esse vídeo que apresento a seguir é uma entrevista com a então Ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, defendendo a Petrobras e dizendo que era uma "caixa preta" no passado, antes de Lula, mas que nos governos petistas tudo era diferente.

A Operação Lava Jato, realizada pela Polícia Federal do Brasil, cuja deflagração da fase ostensiva foi iniciada em 17 de março de 2014, continua mostrando ao Brasil e aos brasileiros a que ponto chegou a corrupção em nosso país, organizada de tal maneira que “faz inveja” às melhores Máfias e organizações criminosas do planeta. Uma verdadeira ORCRIM com "Capo di tutti capi" e tudo o mais para não deixar nenhuma inveja à Máfia, tomou de assalto o Estado brasileiro.

Da mesma maneira que sempre tentam desqualificar a imprensa quando apresenta indícios de corrupção ou qualquer outra denúncia, continuam tentando desqualificas a Polícia Federal, o Ministério Público e a própria justiça de nosso país. Isso é uma vergonha.

Chegaram a pçrocurar até "socorro" na ONU. Uma verdadeira palhaçada.

Meu sonho, como cidadão, é que a justiça seja feira e doa a quem doer. Todos aqueles que de alguma forma participaram dessas ações criminosas devem ser punidos exemplarmente.

Espero a condenação de TODOS os políticos, de TODOS os partidos, até mesmo o atual e os ex-presidente (e entAS), sendo comprovada a particiipação dos mesmos, o que parece que já é uma obviedade.

Também espero a prisão do "Capo di tutti capi", e os demais chefes da ORCRIM, o mais rápido possível.

Estou cansado. Não aguento mais esse nosso ETERNO WATERGATE.

Temos que virar a página, colocando toda essa gentalha na cadeia, elegendo pessoas dignas para dar novos rumos ao nosso amado Brasil.

Chega de corrupção.

Lugar de corrupto é na cadeia.

Lugar de político safado é fora da política, e, se possível, na cadeia.


Tags: Richard Nixon, Watergate, China, economia, guerra fria, Impeachment, Temer, Lula, Dilma, corrupção, Lava Jato






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