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08.09.2017 | Opinião

O futuro logo alí

Ray Kurzweil e seus nanobots

Sou e sempre fui um apaixonado por ficção científica. Essa viagem imaginária criada por mentes brilhantes nos leva a uma jornada por muitas vezes não tão ficcional assim.

Lembro os clássicos do escritor francês Júlio Verne como “Vinte mil léguas submarinas” e “Da Terra à Lua”, de Metrópolis (título original: Metropolis), filme produzido em 1927 pelo cineasta austríaco Fritz Lang, 2001 - Uma Odisseia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick que encantou e surpreendeu uma geração, Star Trek, série criada por Gene Roddenberry e que arrebata fãs até hoje, Blade Runner, de Ridley Scott, e ufa, tantos outros filmes que colocaram nossas mentes a sonhar com um futuro distante, mas cada vez mais próximo.

Mas a robótica, o simples imaginar que uma máquina poderia fazer coisas que nós homens fazemos sempre me intrigou. Robôs, androides e ciborgues não faltam numa extensa lista de livros e filmes sobre este apaixonante tema.

O Homem Bicentenário” (em inglês: Bicentennial Man) de 1999, teve seu roteiro baseado num conto de Isaac Asimov e Robert Silverberg, do livro The Bicentennial Man and Other Stories, que mostra a trajetória de um robô em busca da liberdade, e pasmem, o direito de morrer.

Outro filme futurista, também baseado na obra de Isaac Asimov, lançado em julho de 2004 é “I, Robot” ou “Eu, Robô”, que se passa no ano de 2035, onde a existência de robôs é algo corriqueiro, sendo eles usados constantemente como empregados e assistentes dos humanos.

Estes dois filmes merecem um pouco mais de atenção de todos nós.

Chamo à atenção dos mais céticos pois esta ficção pode se tornar realidade muito antes do que pensamos.

Até alguns anos atrás tudo era pura ficção, mas pelo visto, antes de 2030 estaremos convivendo com estas máquinas inteligentes e muito mais.

Segundo projeções de especialistas da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em menos de 20 anos os robôs poderão ser tão inteligentes quanto os humanos. Estes especialistas acreditam que máquinas e humanos poderão "se fundir" num futuro não muito distante, surgindo algo como o ficcional “Homem de Seis Milhões de Dólares” (The Six Million Dollar Man) da série homônima que foi produzida e exibida pela rede ABC entre 1974 e 1978.

Para o engenheiro Ray Kurzweil, a humanidade está à beira de avanços antes inimagináveis, como a instalação de robôs minúsculos no cérebro (nanobots), que o tornariam "mais inteligente e saudável". O engenheiro acredita que até 2029, a humanidade terá os recursos de inteligência artificial necessários para que máquinas atinjam a inteligência humana, inclusive a inteligência emocional.

Mas o engenheiro Kurzweil não está sozinho nesta previsão ou “profecia”. A pouco mais de um ano atrás, o grupo de desenvolvimento de inteligência artificial do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, fez previsões até mais otimistas acreditando que antes de 2020 já teremos robôs convivendo com os humanos.

Vale a pena assistir o vídeo feito em fevereiro de 2005 onde o inventor, empresário e visionário, Ray Kurzweil fala sobre como a tecnologia nos transformará, explicando em grande detalhe porque, na década de 2020, teremos feito a engenharia reversa do cérebro humano e nano-robôs irão operar nossa consciência.

Mas não podemos esquecer que a questão que surge ou ressurge, já foi apresentada nas obras de Isaac Asimov, quando instituiu as “Três Leis da Robótica”, que propunham que nenhum robô poderia causar mal algum a um ser humano.

O enunciado de Asimov é o seguinte:

1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.

2ª lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.

3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.

O objetivo das leis, segundo o próprio Asimov, era tornar possível a existência de robôs inteligentes (as leis pressupõem inteligência suficiente para distinguir o bem do mal) e que não se revoltassem contra o domínio humano.

Por certo esta será a única “ficção” quando do surgimento destas máquinas inteligentes e com sentimentos. Com certeza elas serão utilizadas pelas grandes potências contra seus inimigos.

O fato inconteste é que com a velocidade exponencial com que a tecnologia avança, como propõe Ray Kurzweil, o futuro bate a nossa porta muito antes do que imaginávamos.

Quem viver verá.


Tags: androides, robôs, ficção, Star Trek






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