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11.09.2017 | Opinião

Sujeira pra todo lado

Sujeira pra todo lado

O primeiro governo democraticamente eleito no Brasil após o golpe militar de 1964 acabou frustrando a maioria dos brasileiros. Depois de um jejum de mais de duas décadas, voltamos a eleger nosso presidente da República pelo voto direto, um sonho para muitos até então.

Aquele jovem político que se intitulava o “caçador de marajás”, “guardião da moralidade” e da ética, ferrenho opositor ao então presidente da República, o por ele chamado corrupto, José Sarney, cativou uma bela parte da população brasileira que sonhava com um país melhor para seus filhos, com desenvolvimento econômico, melhor distribuição de renda, saúde, educação, segurança e, principalmente, livre da corrupção.

Mas o “encanto” de Fernando Collor de Mello não durou muito. O hoje “mui amigo” de Sarney, Lula & Cia, no meio de um turbilhão de denúncias de corrupção, acabou sendo tragado pela mesma lama que tanto criticava quando atacava seus adversários.

Passados os episódios do impeachment de Collor e recentemente de Dilma, pouco mudou em nosso querido PATROPI, pelo menos no quesito corrupção. Acho que até piorou, e muito. Os corruPTocratas não tem a menor vergonha na cara. A doutrina lulopetista parece ter envolvido toda classe política em nosso país. Não sobra um. É sujeira pra todo lado.

A lama onde os porcos chafurdavam na época de Collor, continua lá, e aos mesmos porcos de então se uniram novos “companheiros” para se locupletarem da nação.

Por conta da pressão popular comandada pelos caras-pintadas, Collor acabou renunciando, Dilma acabou sofrendo impeachment, mas ainda continua o grande assalto à nação brasileira.

A dor no peito é forte ao ver que realmente nada mudou em nosso país, parecendo tudo estar como antes no Quartel do Abranches.

Na última semana parece que a “casa caiu” só para nós que queremos um futuro melhor para nossos filhos e netos.

Os “Donos da República” continuam fazendo o que sempre fizeram, contando com a sua velha aliada, a “impunidade”, sobrinha ou neta da lamentável falta de memória do eleitor brasileiro.

Mas vamos lá...

Em 1987 era lançado “Que país é este?”, terceiro álbum da banda brasileira de rock Legião Urbana.

Esta canção foi escrita por Renato Russo em 1978, quando ele ainda fazia parte da banda Aborto Elétrico. Ele a compôs durante o governo de José Sarney a música que deu título ao álbum do grupo de 1987.

Que país é esse acabou virando “hino” do impeachment de Fernando Collor.

O mais triste é que essa música é extremamente atual mostrando a cara do Brasil que não queremos ver, mas que está aí para sempre nos envergonhar.

Vale a pena também conferir esta versão do Paralamas do Sucesso do hit do Legião Urbana que faz parte do DVD Acústico MTV (Os Paralamas do Sucesso).

E aqui segue outra versão contundente do hit gravada pelo Capital Inicial ao vivo no Rock in Rio de 2011.

Que país é esse?
Legião Urbana

Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação

Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

No Amazonas, no Araguaia, na Baixada fluminense
No Mato grosso, Minas Gerais e no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão

Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

Terceiro Mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão.

Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?


Tags: Palocci, Lula, corrupção, Dilma, Lava Jato, petralhas, Instituto Lula, PT, Partido dos Trabalhadores, delação, Eleições 2018






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