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18.09.2017 | Opinião

O Tempo Não Apaga

Mensalão: Para não esquecer

Lembro-me de uma novela exibida pela antiga Rede Record em 1972, só para “roubar” seu título, para inspirar o tema de meu comentário de hoje: O Tempo Não Apaga.

Como já disse diversas vezes, a história é implacável, e por mais que muitos políticos tentem a velha e antiga lenga-lenga de VITIMIZAÇÃO, nada melhor que a história para desvendar a verdade verdadeira e, como disse, implacável.

No dia 18 de setembro de 2004, chegava às bancas do Brasil a edição de número 1872 da revista semanal Veja, datada de 22 de setembro de 2004, quarta-feira, em cuja capa podia-se ler a manchete:

"O escândalo da compra do PTB pelo PT. Saiu por 10 milhões de reais".

Na página 44, o artigo "10 milhões de divergências" conta sobre que bases teria se assentado a aliança entre o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo a revista, o PT se comprometia a pagar a quantia de R$ 150.000,00 a cada deputado federal do PTB, em troca do apoio dos parlamentares petebistas ao Executivo.

Assim caia a cortina da república corruPTocrata do Lulopetismo, um sistema de conchavos, trocas de favores, cargos e propinas, comandados com uma Organização Criminosa (ORCRIM), que se apoderou do estado brasileiro, como nunca se viu no mundo. O Brasil virou sinônimo de corrupção.

Os pífios 10 milhões de reais da compra do PTB pelo PT, em pouco tempo tornaram-se BILHÕES, num assalto sem precedentes que se espalhou por toda a máquina federal, e inspirou réplicas nos estados e municípios de nosso país.

Como diria o líder maior do lulopetismo, o perseguido e vitimizado ex-presidentO Luiz Inácio Lula da Silva, “nunca na história desse peaís...”.

É, “nunca na história desse país...” tantos foram enganados por tanto tempo, e alguns ainda insistem em serem enganados.

O Castelo de Cartas está ruindo a cada dia, comprovando que não existem santos na política brasileira. Nenhum ou quase nenhum partido político escapa dessas práticas criminosas.

E os políticos?

Na minha opinião, lamentavelmente, a grande maioria também faz parte dessa ORCRIM ou faz o tipo, “não é comigo”.

É verdade que resta uma minoria que tenta remar contra essa maré, mas acaba sendo uma gota num oceano de sujeira.

Como dizia o 16º presidente dos Estados Unidos da América, Abraham Lincoln:

“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo”.

No Brasil somos menos objetivos. Gostamos de ser enganados e defender o indefensável. Tratamos quase tudo como se fosse torcida de um time de futebol ou uma religião fanática.

Mesmo assistindo muitos políticos nos enganando e roubando, saímos em defesa desses crápulas. Chegamos a brigar com nossos amigos por esse motivo.

Isso não vale a pena.

É claro que muitos que defendem esses ladrões, de alguma maneira se beneficiaram e ainda se beneficiam.

Creio que devemos refletir e perceber que nada se consegue a não ser com trabalho, muito trabalho. O Brasil deve dar, definitivamente, uma guinada para mudar seu futuro de uma vez por todas, caso contrário vamos ir para o abismo.

Chega de defender o indefensável. Chega de defender ladrões, corruptos, mentirosos e tudo o mais.

Devemos defender o Brasil, e o futuro de nossos filhos e netos.

Entre nossos maiores problemas, está a impunidade por tantos defendida, em especial pelos beneficiados por foro privilegiado.

Do ponto de vista técnico, a impunidade consiste no não cumprimento de uma pena por alguém formalmente condenado em virtude de um delito.

Já do ponto de vista subjetivo, a impunidade consiste na sensação compartilhada entre os membros de uma sociedade no sentido de que a punição de infratores é rara e/ou insuficiente.

De tudo isso deriva uma cultura marcada pela ausência de punição ou pela displicência na aplicação de penas, principalmente contra os mais poderosos, sejam eles empresários ou políticos.

Desde criança escuto que só “Ladrão de Galinha” vai preso em nosso país.

Delitos, crimes e corrupção existem em todos os lugares do mundo, mas no Brasil a coisa é um pouco diferente.

Entre os poderosos as punições são raras e, quando acontecem como no caso da Operação Lava Jato ou Mensalão, logo acham uma fórmula para amenizar as punições e “vitimizar” essa corja que assaltou o bolso de todos nós.

O lugar de todos eles é na cadeia, sejam de que partido forem.

O futuro somos nós que construímos...

Repito mais uma vez. Não podemos defender o indefensável.

Quem merece defesa é o Brasil, nossas crianças e jovens que merecem um pais melhor, um futuro melhor.

Chega de defender essa corja já identificada que assalta nosso país há mais de uma década.

O momento por que passamos continua grave, muito grave.

Devemos tomar nossa cota de responsabilidade na solução dessa grave crise em que fomos lançados pela arrogância e incomPTência.

Lembremos que lugar de corrupto é na cadeia e lugar de incompetente não é no governo.

Eu continuo sem nenhum bandido de estimação.


Tags: Lineu Silva, integridade, herói, corrupção, petralhas, Mensalão






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