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29.09.2017 | Opinião

Palocci e o Discurso Secreto de Nikita Khrushchov

Nikita Khrushchov

Quem me acompanha e me conhece só um pouquinho, sabe o quanto sou apaixonado por história. A história nos dá diversas lições, ensinamentos esses que muitas vezes desprezamos, repetindo os mesmos erros e apoiando ideias absurdas e que levaram prejuízos enormes para a humanidade.

Esse o motivo que me faz, mais uma vez, lembrar acontecimentos do passado para ilustrar fatos que ocorrem no presente no Brasil e no mundo.

Entre as tantas polêmicas da semana que se encerra, sem dúvida alguma, consta a carta de desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT), enviada pelo ex-todo-poderoso ministro de Lula e Dilma, Antonio Palocci.

A caça às bruxas ainda persiste e se engana quem acredita que isto só acontece em regimes autoritários. Muitos dos que se dizem DEMOCRÁTICOS, só o são a seu favor.

A verdade não existe. O que existe, são versões.

Essa relatividade da verdade que, como disse “não existe”, é a base do ideário defendido pela classe política brasileira, seja ela de que partido for.

Até mesmo quem prefere seguir os princípios morais e éticos, não se deixando levar pela "corruPTocracia" e o “lulopetismo”, torna-se vítima de perseguições. Mas isso é outra história que um dia vou me debruçar com mais tempo e maior profundidade e quem sabe até "dar os nomes aos bois".

Voltando a Palocci, em sua carta de desfiliação do PT, ele faz afirmações que não surgiram do nada, visto que ele, Palocci, até há pouco era fiel escudeiro de Lula e Dilma, além de ter sido ministro dos dois ex-presitentes.

"Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do 'homem mais honesto do país', enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do Instituto (!!) são atribuídos a Dona Marisa?".

“Afinal, somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou somos uma seita guiada por uma pretensa divindade? ”

Só essas poucas palavras do ex-ministro, já me remetem a um episódio de nossa história, que muitos esquerdistas querem varrer para debaixo do tapete.

As esquerdas mundiais, muitas delas ‘festivas’, ainda ‘defendem o indefensável’, pelo simples fato de estarem distantes geograficamente dos acontecimentos.

Nikita Khrushchov, também chamado no Brasil de Kruchev ou Kruchov foi secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) entre 1953 e 1964 e líder político do mundo comunista até ser afastado do poder e substituído na direção da URSS pelo conservador Leonid Brejnev.

Mas além do episódio que quase levou o mundo a “Terceira Guerra Mundial” e que ficou conhecido como a “Crise dos Mísseis de Cuba”, Khrushchov chocou os soviéticos e o mundo ocidental durante o “20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética”, realizado entre 14 e 26 de fevereiro de 1956.

Exatamente no dia 23 de fevereiro de 1956, Nikita Khrushchov chocaria a nação soviética e o mundo ao fazer a leitura de seu famoso “Discurso Secreto” ou “Relatório Khrushchov”, cujo nome oficial é "Sobre o culto à personalidade e suas consequências", no qual acusava Josef Stalin do crime de genocídio durante os grandes expurgos realizados nos anos 30 na URSS e denunciava o “culto da personalidade” que o cercava.

O texto do discurso original só foi publicado em sua totalidade no dia 3 de março de 1989, pela gazeta oficial do Comitê Central do Partido, já no período da glasnost - abertura do regime, promovida por Mikhail Gorbachev.

Deixando de lado o “regime comunista”, o que me espanta é que até hoje existem “viúvas” espalhadas por todo o mundo de um dos maiores assassinos da história moderna. Seu nome, Josef Vissarionovitch Stalin, responsável diretamente pela morte de um número que oscila entre três e nove milhões de pessoas.

A variação é grande em função das fontes desses dados. Por um lado, os defensores do comunismo que procuram minimizar os assassinatos, execuções, envio para prisões nos Gulags, e deportações. Por outro lado, historiadores que buscam até hoje chegar a um número mais realista sobre as atrocidades cometidas por Stalin.

É inegável que sob a liderança de Stalin, a ex-União Soviética teve um papel decisivo na derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e tornou-se superpotência, expandindo seu território para algo semelhante ao do Antigo Império Russo.

Mas por outro lado, com o fim da Segunda Guerra Mundial, muito do que os nazistas faziam contra seus inimigos, Stalin fez nos países ocupados no pós-guerra. A bem da verdade histórica, grandes atrocidades foram cometidas pelos comandados de Stalin mesmo durante a guerra.

Mas voltando ao discurso secreto de Nikita Khrushchov, ao contrário do que se acredita, ele não significou a primeira dissidência dos novos governantes da ex-URSS em relação a Stalin. Antes desta manifestação durante o “20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética”, já havia mudanças contra a estrutura repressiva que reinava no país.

A Comissão Chvernik, um grupo especial do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), criado a 31 de janeiro de 1955, reuniu evidências suficientes para denunciar que, entre os anos de 1938 e 1939, durante os momentos mais agitados do “Grande Expurgo”, mais de um milhão e meio de membros do PCUS haviam sido acusados de realizar atividades antissoviéticas, e dentre estes, pelo menos 680 mil foram executados.

Assim pergunto: Como é possível defender o comunismo, um regime que sobrevive da opressão de seus comandados?

Como defender uma ideologia que matou milhões de pessoas antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial?

Como defender esse regime que, onde ainda perdura, é um regime ditatorial?

A verdade história e inconteste é que esses números revelam mais uma vez que “a pior das piores democracias é infinitamente melhor do que qualquer regime autoritário”.

Como entender o silêncio de muitos petistas históricos, de carteirinha, e também fundadores do partido, frente a transformação do Partido dos Trabalhadores em uma seita guiada por uma pretensa divindade chamada Lula.

Será que algum dia no futuro, em algum congresso do PT, iremos escutar uma grande liderança do partido fazer um “Discurso Secreto - Sobre o culto à personalidade de Luiz Inácio Lula da Silva e suas consequências", lembrando o estrago que o lulopetismo e a corruPTocracia fizeram a nosso país.

Nikita Khrushchov, em 23 de fevereiro de 1956, teve coragem de falar de Stalin.

Alguém no PT terá essa coragem?


Tags: Palocci, Lula, lulopetismo, corrupção, Stalin, Nikita Khrushchov, Discurso Secreto, culto da personalidade






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