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09.10.2017 | Opinião

Nossos trilhos, nossos sonhos

Nossos trilhos, nossos sonhos

Já faz algum tempo que quando sento para tomar um chimarrão com minha esposa, cercado pelos nossos cachorros, começo a lembrar de momentos bons que tivemos em nossa vida juntos ou ainda quando éramos adolescentes e crianças.

Tivemos experiências tão diferentes, que hoje nos complementamos nessas memórias, nessas lembranças duma época em que nem nos conhecíamos.

Minha esposa, é filha de militar e, por esse motivo, morou em vários lugares do Brasil. Já eu tenho lembranças mais antigas de Porto Alegre, do Imbé, de São Paulo e Santos, onde moramos por algum tempo quando meu pai ainda era vivo.

Quando trazemos essas memórias ao presente acontece uma coisa muito interessante: Só nos vêm à cabeça as coisas boas, não que coisas ruins e até tragédias não tenham acontecido em nossas vidas.

Chegamos à conclusão que as coisas boas sempre foram em maior quantidade que as ruins, e assim nos divertimos lembrando travessuras, amores platônicos infanto-juvenis, primeiros namorados e namoradas, melhores amigos, parentes, festas, passeios, viagens, escolas, ufa, e tudo o mais de bom que aconteceu até agora em nossas vidas.

Até mesmo as dificuldades e brigas que tivemos para criar e educar seis filhos, está entre as coisas boas. Na soma final o número é BEM POSITIVO.

Essa turma aprontou e nos deu trabalho, muito trabalho, mas nos divertimos muito, muito mesmo. Até mesmo quando lembro que minha filha e minha enteada,  fizeram um quentão com um legítimo vinho chileno, Casillero del Diablo. Eu quase enfartei, foi aquela bronca, mas depois rimos muito.

Tinha uma única reclamação, se posso dizer assim. É que temos “só” dois netos, e de um só filho, no caso minha filha. Agora ela “encomendou” mais um, o Felipe que daqui a pouco vai estar aprontando suas travessuras, escrevendo seus feitos na memória de nossa família, coisa que o Pedro e o João (meus netos), já o fazem com esmero (rsrsrs).

Mas tudo bem. Qualquer hora o resto da turma “toma vergonha” e enche a casa dos avós de lindos netos, para florear ainda mais nossas vidas.

Há algum tempo atrás, assisti a um belo e emocionante filme recomendado por uma amiga, intitulado “Sob o sol da Toscana” (Under the Tuscan sun). Num dado moimento, um dos personagens fala que foram colocados trilhos para uma ferrovia atravessando os Alpes, mesmo antes de ter algum trem para passar por ali.

Pois é ...

Acho que a vida nos proporciona a decisão de colocar ou não trilhos mesmo em locais onde ainda não existam trens para trafegar.

Os mais céticos não se preocupam em construir essas passagens, essas estradas, essas ferrovias.

Já os visionários, sonhadores e apaixonados, constroem essas ferrovias imaginárias, mesmo que nunca sejam usadas por nenhum trem.

Mas elas estão lá, prontas, esperando que algum dia um trem passe por lá.

Um beijo no coração de todos vocês.


Tags: lembranças, recordações, Sob o sol da Toscana, amor, paixão, trilhos, família, filhos, netos






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