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27.10.2017 | Opinião

O limite da violência

Adolf Hitler

Gosto muito de cinema, principalmente filmes clássicos, que sempre nos trazem alguma lição.

Este é o caso de “O ovo da serpente” (Das Schlangenei / The Serpent's Egg), uma produção germano-americana de 1977. O filme, produzido por Dino De Laurentiis, foi dirigido por Ingmar Bergman, e teve como protagonistas David Carradine (Abel Rosenberg) e Liv Ullmann (Manuela Rosenberg).

A trama é ambientada na Berlim dos anos 20, pouco antes da tomada do poder pelos nazistas liderados por Adolf Hitler.

Uma Alemanha combalida passava por uma violenta crise na república de Weimar em razão da derrota na Primeira Guerra Mundial e as sanções impostas pelos vencedores do conflito. O povo alemão sofria constantes crises existenciais, econômicas e sociais e o poder político entrava em franco declínio.

Neste ambiente de caos o “ovo da serpente” encontrou ambiente propício para ser chocado e eclodir com força e mudar os destinos do mundo e da Alemanha.

A fome, o desemprego, a superinflação e a violência urbana criaram situações de desespero geral aumentando o descontentamento de uma nação criando assim um ambiente favorável para que Adolf Hitler encontrasse eco para instaurar um poder absoluto e tirano.

O Nacional Socialismo alemão ganhava força, o que levou o mundo a um conflito que até hoje deixa cicatrizes profundas.

Mas o nazismo não acabou. Travestido com muitos nomes e interesses até mesmo antagônicos, ele ainda hoje existe, com o mesmo objetivo: tomar o poder e se perpetuar nele, mesmo que para isso tenha que se submeter (pelo menos no início) a eleições livres, como foi o caso na Alemanha.

Isso mesmo: Hitler e sua horda chegaram ao poder através de eleições livres. A tartaruga subiu no poste pelas mãos do povo alemão de então.

Rapidamente os nazistas começaram a mostrar para o que vieram.

Na noite de 9 de novembro de 1938 em diversos locais da Alemanha e da Áustria, então sobre o domínio do Terceiro Reich, aconteceu aquilo que ficou conhecido como a Noite dos Cristais (em alemão Reichskristallnacht ou simplesmente Kristallnacht).

Foram atos de violência que ocorreram contra sinagogas, lojas, residências e contra os judeus.

Um detalhe importante: As forças de segurança do estado alemão foram orientadas a não intervir contra os manifestantes que perpetravam estes atos de violência e vandalismo.

Primeiro foram os judeus. Depois os intelectuais, os políticos não alinhados com o poder, os comunistas, os não arianos, e por aí uma série de perseguições que levaram aos campos de extermínio milhões de pessoas.

Assistimos aqui no Brasil uma série “incidentes” que demonstram claramente o descontrole do Estado, um Estado que aparenta estar omisso.

Qual o interesse em não reprimir o crime organizado?

Qual o interesse de desmantelar a máquina de segurança pública?

Qual o limite da violência?

Não podemos confundir democracia com anarquia, com baderna, com total insegurança.

Nas verdadeiras democracias, a lei e a ordem devem ser mantidas e garantidas a qualquer preço. Qualquer desvio, qualquer jeitinho, pode nos levar a uma ditadura, mesmo que instaurada por quem está no poder.

Ano que vem teremos eleições!

Quem realmente representa uma mudança na política segurança pública em nosso país?

O ambiente está propício e o “ovo da serpente” pode eclodir a qualquer momento, dando espaço para que algum “cabo austríaco”, travestido com pele de cordeiro, possa dar o bote.


Tags: Adolf Hitler, insegurança, segurança, ovo da serpente, nazismo






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