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01.11.2017 | Opinião

Laika, heroína da humanidade

A cadelinha Laika

Volta e meia vêm à tona experiências que nós, seres humanos, fazemos com animais de todos os tipos. Cientistas e pesquisadores estão sendo contestados pela forma que tratam animais indefesos, e que muitas vezes sofrem muito com esses experimentos.

Não estou aqui para polemizar mais esta questão ou dar minha opinião definitiva sobre essas “pesquisas”, mas vou lembrar um fato da história da humanidade que na época gerou muita polêmica entre os defensores dos animais, mas pouco importou para governos e cientistas envolvidos na chamada “corrida espacial”.

O primeiro objeto feito por mãos humanas a circundar nosso planeta foi o satélite artificial Sputnik I, lançado ao espaço pela União Soviética em 4 de outubro de 1957, tornando-se um forte golpe nos norte-americanos em plena “Guerra Fria”, quando demonstrar poderio militar e tecnológico era extremamente importante para a propaganda dos dois blocos ideológicos que dividiam o planeta.

Ao contrário dos Estados Unidos, a então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) dispunha de tecnologia para lançar cargas ao espaço.

A missão Sputnik I, junto com o voo de Yuri Alexejevitch Gagarin, no Vostok I em 12 de abril de 1961, teve um impacto profundo na história da exploração espacial, pois desafiou os norte-americanos e foram a gota d’água para o lançamento do programa espacial dos EUA objetivando alcançar a Lua.

Mas um mês após o lançamento do Sputnik I os norte-americanos levaram outro forte golpe.

Em 3 de novembro de 1957, a cachorrinha “Laika” tornou-se o primeiro ser vivo a ir para o espaço, sendo lançada no segundo satélite espacial de todos os tempos, o Sputnik II.

Ela era uma cachorra da raça Laika Siberiano, com menos de cinco quilos de peso, amistosa e calma.

Laika foi ao espaço para morrer, pois não existiam planos para seu retorno ao nosso planeta.


A cadelinha Laika, o primeiro animal terrestre no espaço.

Pode-se afirmar que “Laika” foi uma grande heroína na conquista do espaço, pois as observações feitas durante a trajetória deste satélite possibilitaram o lançamento do primeiro homem ao espaço, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin, de 27 anos, que se tornou o primeiro homem a deixar a atmosfera da Terra.

Mas depois deste voo para a morte, nenhuma outra missão tripulada por cães foi lançada ao espaço sem que existisse um sistema para o retorno seguro do animal.

A exploração espacial e a chamada corrida espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética dominou a opinião pública durante muitos anos, mas a exploração de animais não mereceu o destaque devido.

A imprensa de então estava mais preocupada com o impacto do ponto de vista político da missão do que com o destino da cachorrinha Laika. Só anos mais tarde que tiveram início discussões sobre o destino final do animal.

A deliberada morte de Laika desencadeou um debate mundial sobre o maltrato aos animais e os avanços científicos à custa de testes com animais.

Embora já houvessem morrido vários animais em missões dos Estados Unidos nos nove anos anteriores ao Sputnik II, Laika foi, como disse, o primeiro animal enviado ao espaço sem esperanças de ser recuperado.


Modelo do Sputnik 2, a nave espacial de Laika.

Há pouco mais de quarenta e oito anos, no dia 20 de julho de 1969, o módulo lunar Eagle, da nave norte-americana Apollo 11, pousou em solo lunar, e o astronauta Neil Armstrong tornou-se o primeiro homem a pisar em outro corpo celeste, marcando o fim da Corrida Espacial entre as duas superpotências.

Quem sabe em algum dia do futuro o heroísmo da cachorrinha “Laika” seja lembrado e homenageado com o devido reconhecimento.

Mais uma vez foi nosso “melhor amigo” quem se sacrificou para que pudéssemos chegar onde nenhum homem jamais esteve.


Monumento em homenagem a cadelinha Laika em Moscou.


Tags: Laika, espaço, astronauta, Sputnik, corrida espacial, URSS, União Soviética, Yuri Gagarin, Apollo 11






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