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06.11.2017 | Opinião

Wind of Change

Berlinenses comemoram a queda do Muro de Berlim (1989)

Quem visita a Alemanha pela primeira vez não pode deixar de perceber que, mesmo parecendo distante, a Segunda Guerra Mundial é presente em cada passo que se dá. Se essa guerra é ainda presente, não se pode esquecer também que este país acabou divido em dois, terminado o conflito em 1945.

Logo após a Segunda Guerra Mundial a Alemanha foi ocupada e dividida em duas partes pelas forças dos países que a derrotaram.

Surgiu então, a República Federal da Alemanha (RFA), dividida por França, Inglaterra e Estados Unidos, e a República Democrática Alemã (RDA), ocupada pela URSS, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Sempre é bom lembrar que as ditaduras de esquerda gostam de usar o termo “democrática” no nome do país tiranizado. Esse modelo do regime soviético fez escola.

Tive a oportunidade de ir algumas vezes a este país maravilhoso onde parte das raízes de minha família se encontram. A família Voges, de minha avó materna, é de Hannover, capital e maior cidade da Baixa Saxônia.

Em Hannover, tive a oportunidade de mais de uma vez, seguir a Linha Vermelha, um linha literalmente pintada no chão, por onde se passa pelos pontos históricos da cidade.

Ao caminhar por aquelas ruas até mesmo milenares, pude sentir o que o tempo ali registrou. A sensação é indescritível.

Mas em 2007, ao lado de alguns amigos como o José Antonio Antonioni, Carlos Comassetto e Newton Braga Rosa, estive em Berlim.

A cidade é maravilhosa e preserva sua história para jamais ser esquecida.


Marcos no piso da cidade por onde estava construído o “Muro”.

Este é o caso do “Muro de Berlim”, ou Berliner Mauer em alemão. Apesar de ter sido derrubado quase que totalmente, preserva seu traçado original por um “trilho” de ferro que corta a cidade.

Nos 28 anos da existência do Muro morreram muitas pessoas que por ali tentaram fugir. A primeira, de mais de uma centena de vítimas, foi Peter Fechter, um pedreiro do leste de Berlim, com apenas 18 anos.

Alguns pedaços do muro ainda estão inteiros, como os próximos ao “Checkpoint Charlie”, um posto militar de controle que existia entre as duas “Alemanhas”.

Lá existe um museu que conta um pouco desta trágica história que acabou por dividir “irmãos” que até então viviam num único país.

A 13 de agosto de 1961, guardas da República Democrática Alemã (RDA) começaram a fechar com arame farpado e concreto a fronteira que separava as partes oriental e ocidental de Berlim, bem como Berlim Ocidental do território da Alemanha Oriental.



Checkpoint Charlie

Agravou-se assim a divisão da Alemanha no pós-guerra, dificultando a fuga de alemães-orientais para o Ocidente.

O funcionário do Serviço de Defesa da Constituição de Berlim de plantão no segundo fim de semana de agosto de 1961 não esperava ocorrências extraordinárias. Mas já na madrugada de sábado para o domingo, dia 13, ele foi surpreendido à 1h54 pela notícia de que o tráfego de trens entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental fora suspenso.

A abrangência do fato, porém, só ficou clara quando o dia amanheceu. A República Democrática Alemã (RDA) dera início à construção de um muro entre as duas partes de Berlim, cortando o acesso de 16 milhões de alemães ao Ocidente.

Passadas quase três décadas, a 9 de novembro de 1989, o Muro de Berlim caiu, um acontecimento de amplas consequências não só para a Alemanha como também para todo o mundo.

Menos de um ano depois, a 3 de outubro de 1990, concretizava-se a reunificação da Alemanha, que estivera dividida durante 41 anos.

O fim da República Democrática Alemã, de regime comunista, deflagrou o desmoronamento de todos os regimes socialistas na Europa, colocando um ponto final no conflito leste-oeste e na Guerra Fria, mudando completamente o mapa político do mundo.

O dia 9 de novembro de 1989 foi, portanto, um dia que mudou não só o destino da Alemanha e da Europa.


 

Este “vento da mudança” soprou em várias direções, significando um marco histórico para toda a humanidade.

O grupo de hard rock/heavy metal originário de Hannover, Alemanha, e que já vendeu cerca de 120 milhões de álbuns no mundo, em seu décimo primeiro álbum de estúdio “Crazy World”, lançado a 6 de Novembro de 1990, apresenta a canção "Wind of Change" (Ventos da Mudança), inspirada nas mudanças político-sociais ocorridas no Leste Europeu e também no fim da Guerra Fria.

Vale a pena conferir Wind of Change com Scorpions.

History Channel - Construção e Queda do Muro de Berlim


Tags: Muro de Berlim, Berliner Mauer, Guerra Fria






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