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09.04.2018 | Opinião

La Violetera

Sarita Montiel

Meus leitores e amigos que me conhecem sabem que gosto muito de história, e sempre que posso busco comentar um fato que marcou nossas vidas, pelo menos do pessoal mais "antigo" como eu. Esse é o caso de hoje.

Na segunda-feira, 8 de abril de 2013, o mundo artístico perdia uma grande artista que marcou minha infância, em especial pela influência de meu pai, o velho Ney.

Falo de Sara Montiel, nome artístico de María Antonia Alejandra Vicenta Elpidia Isidora Abad Fernández, (Campo de Criptana, Província de Ciudad Real, 10 de março de 1928 – Madrid, 8 de abril de 2013).

As notícias dos jornais e agências europeias repetiam-se nas referências a Sara Montiel, a atriz e cantora que morreu em sua casa de Madrid, menos de um mês após ter celebrado seus 85 anos.

A diva, o mito erótico, o expoente da beleza hispânica, a primeira espanhola a triunfar em Hollywood...

Dois filmes marcam sua carreira — Vera Cruz (1954) e A Última Copla (1957) — fazem parte das referências à biografia cinematográfica e musical de “Sarita” – como era carinhosamente chamada.

Vera Cruz é um clássico do western realizado por Robert Aldrich, em que contracena com Gary Cooper e Burt Lancaster, e que haveria de impor o nome de Sara Montiel em Hollywood. A Última Copla, um musical de Juan de Orduña, em que a atriz se afirma também como cantora, seu maior êxito no cinema espanhol, tendo estado mais de um ano em exibição.

Com Gary Cooper, Sara viveu um de seus mais belos romances. Conheceram-se durante as filmagens de Vera Cruz.

Entre eles se fazia uma piadinha muito curiosa e picante...

A primeira vez que Sara fez amor com Gary Cooper aconteceu por causa de um equívoco da atriz, pois Sara não sabia falar o inglês muito bem, e muito menos ler em inglês, coisa que fazia com a ajuda de um intérprete, e isso de maneira fonética.

Uma das frases que a personagem de Sara tinha que dizer ao de Cooper era:

“Você quer lutar (em inglês, fight) comigo e com os meus por meu povo?”

Sara errou a pronúncia e ao invés de usar a palavra fight, acabou soando fuck e aí a frase ficou “Você quer f... comigo...”, ao que Cooper, respondeu com um sonoro “Yes!”.

Até o final da vida de Cooper eles mantiveram uma amizade e na última visita que ele fez à Espanha, estava muito doente. Ao descer do avião a primeira coisa que perguntou foi: “Onde está my Montielita?”.

Mas vamos em frente...

Em Hollywood, depois de ter feito papel de mexicana no filme de Aldrich, Sara fez papel de índia em A Flecha Sagrada (1957), de Samuel Fuller (com Rod Steiger). E, no mesmo ano, A Rapariga das Violetas, de Luis César Amadori, de novo a cantar a difícil vida de sua querida Espanha.

Meu pai tinha alguns discos de Sarita, entre eles um que escutava na velha ‘eletrola’ seguidamente: La Violetera. O disco chegou a ‘gastar’ de tanto que escutava.

Já meu irmão, o Oscar Orlandini, marcou em sua memória este outro sucesso grande sucesso de Sarita, Quizàs, Quizàs, Quizàs.

Meu sempre querido e grande amigo, o Esdras Cardoso Rubim, conheceu pessoalmente Sarita quando participou como jurado no ano 2000 da 26ª edição do Festival de Cinema Ibero-americano de Huelva, na Espanha.

Ao lado de María de Medeiros - Diretora e atriz (Portugal), Juan Pinzás - Diretor (Espanha), Rosa María Sardá - Atriz (Espanha) e Mirito Torreiro - Crítico de cinema (Uruguai), Esdras participou de uma homenagem a grande atriz espanhola, quando Sara Montiel foi agraciada com o Prêmio Ciudad de Huelva.

Sara Montiel, linda, charmosa, ícone da música e do cinema, uma talentosa mulher que deixou seu nome marcado na história e, em especial, em minha vida.


Tags: Maysa, olhos, Sarita Montiel, Sara Montiel, Mafalda Orlandini






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