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14.05.2018 | Opinião

Mais uma guerra no Brasil

Mais uma guerra no Brasil

Mais uma vez retorno a um tema que muito me incomoda. Falo da violência no trânsito, que mata milhares de brasileiros todos os anos e cerca de 1,3 milhões de pessoas em todo o planeta.

Novamente dei outra olhada no Relógio Mundial para pegar algumas informações que julgo importantes. Para quem não conhece, o Relógio Mundial é bem interessante e seus números são obtidos através de diversas fontes muito confiáveis.

Até agora, em 2018, nasceram pouco menos de 49 milhões de pessoas e morreram 20,73 milhões. O trânsito matou, até a noite deste domingo 13 de maio de 2018, pouco mais de 473 mil seres humanos. Eu já escrevi em outras oportunidades: "Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) a média anual de mortos no trânsito chega a 1,3 milhões de pessoas".

Vale lembrar que nas guerras morreram “apenas” pouco mais de 62 mil pessoas neste ano de 2018. Uma enorme diferença em relação aos 473 mil mortos no trânsito mundial, não é mesmo.

A cada final de semana, a cada feriadão, fico angustiado com o que vai acontecer. Tem gente que acredita que tragédias só acontecem com os outros, e estes são os irresponsáveis que acabam gerando mais mortes no trânsito brasileiro.

São os mesmos que reclamam da EPTC, das polícias rodoviárias, dos bafômetros, da fiscalização de velocidade, e inventaram a tal da indústria da multa, pois querem mesmo é a impunidade.

São os mesmos que numa via onde o limite de velocidade é de 60 Km/h, andam a 100, 120, ou quem sabe estão atrasados para alguma reunião importante e trafegam a módicos 183 Km/h (lembram!!!). Além disso, nos dias de chuva, observo muitos "dementes" em alta velocidade, muito acima do permitido em dias normais. Praticantes de "roleta russa" que também podem nos atingir.

São também os mesmos que elogiam o primeiro mundo, mas por aqui se comportam da pior maneira possível, pois a culpa é sempre dos outros.

O triste, aqui no PATROPI, é que após cinco anos em queda, as mortes no trânsito têm alta de 23%. Isso mesmo, 23%. Em 2017, aqui no Brasil, foram 41.151 vítimas de acidentes envolvendo veículos automotores, frente aos 33.547 mortos em 2016.

Além da perda humana, a violência no trânsito brasileiro provocou um impacto econômico de R$ 199 bilhões no ano passado (2017), ou 3,04% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.

Essa informação, obtida pelo jornal Estado de São Paulo via DPVAT (seguro obrigatório de automóveis), interrompe uma sequência de cinco anos na queda da letalidade nas ruas, avenidas e estradas do País. A última alta, observada em 2012, havia sido de “apenas” 5% – um salto para 60.752 óbitos na ocasião.

Esses dados do DPVAT, relativos ao número de mortes em 2017, seguem na contramão das estatísticas totais com cobertura do seguro, que registra apenas os casos com óbitos e sequelas permanentes. Nos últimos três anos, o volume de acidentes caiu pela metade, saindo de 763,4 mil em 2014 para 384 mil no ano passado (2017).

A explicação informada pelos especialistas, é que a última recessão econômica afetou as vendas e reduziu o fluxo de automóveis nas ruas – o que colaborou para a redução dos acidentes. Mas com menos dinheiro no bolso, o brasileiro inflou a frota de motocicletas, mais baratas e, ao mesmo tempo, mais vulneráveis.

No ano passado, 90,5% das vítimas do trânsito estavam na fase economicamente ativa e mais de 74% dos acidentes envolveram motocicletas, fazendo com que 59% dos acidentados fossem os próprios condutores.

As maiores variações observadas nos acidentes de 2017, em comparação com 2016, foram no Nordeste e no Centro-Oeste, com alta de 30% no número de casos fatais ou com invalidez permanente. A Região Sudeste apresentou um crescimento de 23%, com destaque para dois Estados – Rio de Janeiro (34%) e São Paulo (20%).

A motocicleta, que é a solução de muitos transtornos no trânsito, está tirando de circulação uma boa parte da população economicamente ativa”, afirma a economista do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (Cpes) Natália Oliveira. E completa: “Ainda não temos uma consciência para a utilização desse veículo. Faltam educação, fiscalização e respeito”.

Acidentes não acontecem sozinhos. Carros e motos não matam ninguém.

O responsável pelas mortes, na maioria das vezes, é o mau condutor.

PS.: Outra praga terrível, é o péssimo hábito do uso do telefone celular ao volante, algo incompatível e que causa outras tantas tragédias.


Tags: OMS, trânsito, acidentes, desastres, PIB, guerra, DPVAT






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