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16.05.2018 | Opinião

Lineu Silva

O personagem Lineu Silva interpretado pelo ator Marco Nanini em 'A Grande Família'

Já há algum tempo vivemos momentos interessantes em nosso país. Como diria o líder maior do lulopetismo, o perseguido e agora "engaiolado" Luiz Inácio Lula da Silva, “nunca na história desse país...”.

É, “nunca na história desse país...” tantos foram enganados por tão poucos, por tanto tempo.

Como dizia o 16º presidente dos Estados Unidos da América, Abraham Lincoln:

“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo”.

No Brasil somos menos objetivos. Gostamos de ser enganados e defender o indefensável. Tratamos quase tudo como se fosse torcida de um time de futebol ou uma religião fanática.

Mesmo assistindo muitos políticos nos enganando e roubando, saímos em defesa desses crápulas. Chegamos a brigar com nossos amigos por esse motivo. Isso não vale a pena.

É claro que muitos que defendem esses ladrões, de alguma maneira se beneficiaram e ainda se beneficiam. Receberam algum carguinho aqui ou um benefício acolá, mas outros tantos são iludidos e se vendem “apenas” por um “sanduíche de mortadela”.

Creio que devemos refletir e perceber que nada se consegue a não ser com trabalho, muito trabalho. O Brasil deve dar, definitivamente, uma guinada para mudar seu futuro de uma vez por todas, caso contrário vamos ir para o abismo.

Chega de defender o indefensável. Chega de defender ladrões, corruptos, mentirosos e tudo o mais.

Chega de defender gente que coloca a culpa até mesmo em quem já morreu e, realmente, deve ter morrido de desgosto.

Devemos defender o Brasil. O futuro de nossos filhos e netos.

Mas vamos em frente e vejamos um dos nossos maiores problemas, a impunidade por tantos defendida, em especial os beneficiados por foro privilegiado.

Do ponto de vista técnico, a impunidade consiste no não cumprimento de uma pena por alguém formalmente condenado em virtude de um delito.

Já do ponto de vista subjetivo, a impunidade consiste na sensação compartilhada entre os membros de uma sociedade no sentido de que a punição de infratores é rara e/ou insuficiente.

De tudo isso deriva uma cultura marcada pela ausência de punição ou pela displicência na aplicação de penas, principalmente contra os mais poderosos, sejam eles empresários ou políticos.

Desde criança escuto que só “Ladrão de Galinha” vai preso em nosso país.

Delitos, crimes e corrupção existem em todos os lugares do mundo, mas no Brasil a coisa é um pouco diferente.

Entre os poderosos as punições são raras e, quando acontecem como no caso da Operação Lava Jato ou Mensalão, logo acham uma fórmula para amenizar as punições e “vitimizar” essa corja que assaltou o bolso de todos nós.

Eu continuo sem nenhum bandido de estimação.

O lugar de todos eles é na cadeia, sejam de que partido forem.

Em meu comentário de 14 de maio de 2015, “O futuro somos nós que construímos”, além de lembrar os onze anos da vinda à tona do que acabou conhecido como “Escândalo do Mensalão”, demonstrei meu sentimento de dor pelo que aconteceu e continuava acontecendo no cenário político de nosso amado e quase destroçado país.

Cheguei mesmo a dizer que algumas vezes sinto vergonha de ser brasileiro. A classe política além de desacreditada não colabora em nada, fazendo de tudo para dar razão ao que pensamos sobre eLLes, sejam de quais partidos forem.

Como disse, repito: Eu não tenho nenhum bandido de estimação.

É triste reconhecer esse sentimento, mas vamos em frente...

Lembrei-me de um episódio de “A Grande Família” que assisti há algum tempo na Rede Globo.

Há muito acompanho o personagem Lineu Silva (esse sim um verdadeiro herói brasileiro) que foi interpretado no passado na primeira versão da série por Jorge Dória e na segunda versão foi interpretado por Marco Nanini.

Não vou contar toda trama daquele episódio, mas chamar a atenção do que o personagem Lineu nos deixava de lição: Corrupção não existe sem corruptor.

Ou nos rendemos, aceitamos e nos conformamos com o que está acontecendo tristemente em nosso “peís” corruPTocrata, ou nos unimos e lutamos contra a corrupção e desonestidade de nossos governantes e agentes públicos, sejam eles eleitos, nomeados ou concursados.

Sabemos que não podemos mudar o passado, pois tudo já aconteceu e sempre existirão versões e vitimizações, e tudo o mais que usarem para nos enganar e reescrever o passado.

Lineu, enquanto personagem, sempre foi intransigente com o “jeitinho brasileiro”, sendo intolerante também com qualquer tipo de desvio de conduta que levasse a atos de corrupção.

Como escrevi em 14 de maio de 2015, já que não conseguimos mudar o passado, mudemos então o futuro.

O futuro somos nós que construímos...

Repito mais uma vez. Não podemos defender o indefensável.

Quem merece defesa é o Brasil, nossas crianças e jovens que merecem um pais melhor, um futuro melhor.

Chega de defender essa corja já identificada que assalta nosso país há mais de uma década, ou quem sabe até mais do que isso.

O momento por que passamos é grave, muito grave.

Devemos tomar nossa cota de responsabilidade na solução dessa grave crise em que fomos lançados pela arrogância e incomPTência.

Lembremos que lugar de corrupto é na cadeia e lugar de incompetente não é no governo.

Viva Lineu Silva, esse sim um Herói do Povo Brasileiro.


Tags: Lineu Silva, integridade, herói, corrupção, petralhas, Mensalão






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