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06.06.2018 | Opinião

Seis dias em junho

Coluna blindada israelense de Sherman M4 avança no Sinai em 6 de junho de 1967. (AP Photo)

Hoje novamente volto a falar sobre um fato que marcou a história da humanidade. Diferente do que comentei na segunda-feira, o que relato hoje não acompanhamos “ao vivo” pela televisão. Naquela época era só o rádio que nos trazia as informações de maneira mais rápida.

As televisões não tinham a agilidade de hoje, e mesmo o rádio não conseguia transmitir diretamente do local dos acontecimentos. Emissoras de televisão, rádios, jornais e revistas mandavam correspondentes que enviavam notícias das mais diversas maneiras até suas redações. Só aí então as notícias chegavam até a nós. Isso demorava até mesmo dias naquela época. Quem conseguisse enviar algo no mesmo dia era um herói.

Na era da internet e das comunicações quase que instantâneas, é muito difícil entender essa demora e até mesmo de como, mesmo assim, as notícias até mesmo impressas dias depois dos fatos ocorridos, ainda geravam grande interesse.

Mas vamos em frente...

Desde a declaração de independência do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948, algumas horas antes do término do mandato britânico sobre a Palestina, seus vizinhos árabes continuaram lutando pela criação de um Estado palestino, o que envolveu israelenses e árabes em sucessivos conflitos.

Ao longo dos anos, os países árabes recusaram-se a manter relações diplomáticas com Israel não reconhecendo a existência do Estado judeu. Além disso, árabes nacionalistas liderados por “Gamal Abdel Nasser”, presidente do Egito de 1954 até sua morte em 28 de setembro de 1970, lutam até hoje pela destruição do Estado judeu.


Gamal Abdel Nasser

Em 1956, aumentaram as atividades terroristas dos sabotadores árabes no sul de Israel, infiltrados via Egito, que também concentrou grande quantidade de tropas e armas na península de Sinai, recebidas em grande escala da hoje extinta União Soviética.

Quando o presidente egípcio nacionalizou o Canal de Suez, em outubro de 1956, tropas britânicas e francesas intervieram na região a favor de Israel. Este impasse só foi resolvido com a enérgica reação soviética e norte-americana, que obrigaram anglo-franceses e israelenses a se retirarem da região do canal.


Foto de satélite do Canal de Suez, cortesia NASA.

A situação na fronteira da Síria atingiu seu ponto crítico em abril de 1967 quando Egito, Síria e Jordânia enviaram suas tropas até as fronteiras israelenses, expulsando as forças de paz da ONU e bloqueando o acesso de Israel ao Mar Vermelho.

Prevendo uma iminente invasão, Israel começou uma mobilização geral e na manhã de 5 de junho de 1967, tinha início a operação que ficou conhecida como a “Guerra dos Seis Dias”. Aviões da força aérea israelense atacaram bases aéreas do Egito, destruindo centenas de aviões no solo, em apenas 48 horas.

Esse ataque aéreo, com o nome de código 'Moked' (Operation Focus - Mivtza Moked), foi desenhado para destruir a Força Aérea do Egito enquanto esta estivesse no solo. Em três horas, a maioria dos aviões e bases estava completamente destruída.

Ao fim do conflito, em 10 de junho de 1967, as fronteiras de Israel passaram a incluir as Colinas de Golã, a Cisjordânia (Margem Ocidental) e a Península do Sinai, além do controle de Jerusalém.

Passados 51 anos deste “histórico” conflito, PAZ ainda é uma palavra difícil de ser pronunciada naquela parte de nosso Planeta Azul.

Mesmo com muitos avanços para chegar a um acordo, ainda existe um longo caminho até que a paz seja alcançada nesta região que é berço das três maiores religiões de nosso planeta.

Vale a pena assistir ao documentário Seis dias em junho do History Channel.


Tags: Gamal Abdel Nasser, Egito, Guerra dos Seis Dias, OLP, Palestina, Hamas, Israel, palestinos, terrorismo, Síria, Suez, Jordânia






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