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11.06.2018 | Opinião

Lei de Talião

Olho por olho, dente por dente.

Não existe guerra que possa ser justa, todas são imorais, mas se tornam “absurdamente infames” quando a população civil é massacrada de forma desmedida.

Se na atualidade vivemos esta questão que atinge populações civis na Somália, Sudão, Líbano, Tibete, na Faixa de Gaza, Iraque e Síria, e até aqui mesmo no Brasil, para ficarmos só com alguns exemplos, tivemos alguns momentos que entraram para a história do século XX pelo barbarismo.

Em represália pela morte de seu Obergruppenführer e segunda maior autoridade na Schutzstaffel (SS) nazista, Reinhard Heydrich, em 10 de junho de 1942, Adolf Hitler ordenou que seus soldados destruíssem totalmente a pequena vila de Lídice, perto de Praga, capital da antiga Tchecoslováquia, hoje República Tcheca.

Todos seus habitantes ou foram executados no local ou mandados para campos de extermínio nazistas. Mais de 1500 pessoas morreram nesta ação.

Exatamente dois anos depois, em 10 de junho de 1944, poucos dias após o desembarque das tropas aliadas na Normandia em 6 de junho, no que ficou conhecido como “Dia D”, a 2ª Divisão Panzer SS Das Reich, das tropas de elite nazistas, executaram de maneira impiedosa 642 habitantes da comuna francesa de Oradour-sur-Glane.

O Massacre de Oradour-sur-Glane causou uma onda de protestos dentro das próprias forças alemãs, incluindo o Marechal Erwin Rommel.

Outro episódio que envergonha o gênero humano é o perpetrado na aldeia vietnamita de My Lai. Em 16 de março de 1968, centenas de civis, na maioria mulheres e crianças, foram executados por soldados do exército norte-americano, no maior massacre de civis ocorrido durante a Guerra do Vietnã.

Integrantes da Companhia Charlie, da 11ª Brigada de Infantaria, comandada pelo tenente William Calley, executaram impiedosamente 504 civis.

O massacre só foi interrompido por iniciativa de um piloto de helicóptero, Hugh Thompson Jr., que vendo do alto a matança e o assassinato de civis, pousou o aparelho e ameaçou atirar com as metralhadoras de sua própria aeronave contra seus compatriotas.

Continuamos a assistir uma guerra sem fim, que envolve há milênios vários países do Oriente Médio. Matam aqui, matam acolá, e por aí segue uma série de ações bárbaras sem justificativas neste terceiro milênio.

Assistimos horrorizados os jihadistas do Estado Islâmico cometendo crimes bárbaros contra populações civis. Não escapam mulheres, crianças, velhos e todos aqueles que eventualmente professem outra fé que não a defendida por esses extremistas.

Se continuarmos seguindo a “Lei de Talião” (do latim lex talionis), onde tudo for “olho por olho, dente por dente”, jamais teremos paz, seja onde for.

Não existe guerra que se justifique e que possa ser considerada justa. Em pleno século XXI não aprendemos a conviver com nossos semelhantes.

Essas guerras motivadas pela intolerância política, étnica ou religiosa, ceifam milhares de vidas todos os anos.

É muito triste quando a maioria das notícias que assistimos diariamente são de corrupção e violência.

Outro dia escrevi: “Quem rouba, quem desvia e corrompe é o bicho (que me desculpem os bichos) chamado HOMEM. Para alienígenas que nos observam de outros mundos, talvez nós sejamos vistos como uma praga que infesta um lindo Planeta Azul conhecido como Terra”.

É desconcertante se sentir um alienígena em seu próprio planeta.

Isso é o que sinto e já percebi que não estou só. Enquanto a “maioria silenciosa” se mantiver calada pouco ou quase nada vai mudar.

Até quando?


Tags: corrupção, violência, homem, humanidade, massacres, My Lai,






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