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13.06.2018 | Opinião

Patton e Annelies

Anne Frank fotografada em maio de 1942.

Vocês sabem que gosto muito de história e que além de ler muito sobre o assunto, gosto muito de documentários.

Há algum tempo atrás acompanhei com entusiasmo e admiração a minissérie em 6 episódios “Guerras Mundiais” (World Wars), apresentado aqui no Brasil no History Channel e também está no iTunes e disponíveis para quem tem AppleTV.

Há 104 anos atrás o mundo era surpreendido com a Primeira Guerra Mundial, que dizimou milhões de pessoas no continente europeu e serviu como treinamento para os grandes nomes que se revelaram na “segunda etapa” do conflito que ficou conhecido como Segunda Guerra Mundial.

Guerras Mundiais, do diretor John Ealer, mostra como se desenvolveram e atuaram os heróis e os monstros desses massacres como Adolf Hitler, Benito Mussolini, Franklin Roosevelt, Josef Stalin, Winston Churchill, entre outros personagens que marcaram nossa história no século XX.

Com um enfoque moderno, mesclando drama e documentário, Guerras Mundiais propõe uma visão esclarecedora e enriquecedora sobre o tema, desmistificando alguns dos episódios não abordados com precisão no passado.

“Os fatos históricos são apresentados com depoimentos inéditos do senador norte-americano John McCain, do general Colin Powell, do ex-primeiro-ministro britânico John Major, entre outros, intercalados com encenações de um elenco primoroso, que provido de toda a indumentária da época fideliza ainda mais a veracidade da produção”.

A série começa em 1914 com a Primeira Guerra, primeiro conflito mundial que chegou a ser chamado de Guerra das Guerras, e termina em 1945, com os episódios que envolveram o bombardeio de Hiroshima e Nagasaki na Segunda Guerra Mundial.

O saldo desses pouco mais de trinta anos de conflito foi a morte de 100 milhões de pessoas.

A série foi indicada para o Emmy 2014 na categoria Melhor Documentário ou Série de Não Ficção.

Mas um momento que me chamou a atenção foi a parte que retrata o controverso general George Patton.

Em 4 de abril de 1945, o Campo de Concentração de Ohrdruf foi libertado pela 4 ª Divisão Blindada e pela 89º Divisão de Infantaria dos Estados Unidos.

Esse foi o primeiro campo de concentração nazista libertado pelo exército norte-americano e Patton estava lá e tomou mais uma atitude polêmica, mas não surpreendente.

Ao tomar conhecimento de que aquele local não era uma fábrica, ele mandou chamar civis e prisioneiros alemães para ver o que acorria naquele local.

Foi a primeira vez que o mundo ocidental viu imagens das atrocidades cometidas pelos nazistas.


Os Generais Eisenhower, Bradley, Patton e Eddy inspecionam a cremação de corpos encontrados no campo de Ohrdruf após sua libertação (12/04/1945).

Lamentavelmente Patton e os aliados chegaram tarde para salvar a vida de milhares de pessoas que nos últimos dias da guerra eram executadas numa verdadeira “máquina de extermínio”.

Lembro tudo isso para lembrar de uma heroína que não teve a sorte de ser libertada a tempo.

Annelies Marie Frank, mais conhecida como Anne Frank (Frankfurt am Main, 12 de junho de 1929 — Bergen-Belsen, 12 de março de 1945). Anne foi presa pela Gestapo no dia 4 de agosto de 1944.

Anne e sua irmã, Margot, morreram de tifo em março de 1945 no campo de concentração de Bergen-Belsen, perto de Hannover.

Em nome das vítimas dessas guerras não podemos esquecer do que aconteceu e fazer de tudo para vivermos em PAZ.

É difícil, mas eu ainda tenho esperança na humanidade.


Sepultura simbólica de Anne Frank, uma das vítimas de Bergen-Belsen.


Tags: Segunda Guerra Mundial, Patton, Anne Frank, judeu, holocausto






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