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25.06.2018 | Opinião

Nosso voto, nossa arma

O general-presidente Ernesto Geisel e Armando Falcão, ministro da Justiça, criador da lei que mudou as regras da campanha eleitoral em rádio e TV.

Quando o general Ernesto Geisel chegou ao poder, ele não contava com o apoio de seu antecessor, o general Emílio Garrastazu Médici.

O novo presidente integrava um grupo de militares conhecidos como “castellistas” (partidários do ex-presidente Humberto de Alencar Castello Branco) e a escolha de Geisel foi uma derrota da linha-dura do regime militar.

Geisel era favorável à devolução gradual dos poderes aos civis e estava disposto a promover, conforme suas palavras, um processo gradual, lento e seguro de abertura democrática.

O governo começou então sua ação democratizante diminuindo a severa ação da censura sobre os meios de comunicação. Logo a seguir, garantiu a realização, em 1974, de eleições livres para senadores, deputados e vereadores.

Mas nas eleições de 1974, o crescimento da oposição, ainda aglutinada no então MDB (Movimento Democrático Brasileiro), mostrou-se patente. Os veículos de comunicação, em seus horários gratuitos e obrigatórios, foram uma arma muito bem utilizada pelos opositores ao regime militar.

Lembro até hoje dos debates, que pasmem, eram livres entre os candidatos. Não havia censura nem edições. Tudo era cara-a-cara. Aliás, vale salientar, que a propaganda eleitoral era “ao vivo”, portanto sem truques ou montagens.

O único partido de oposição ao regime, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro – que virou PMDB e agora é MDB novamente), atingiu em cheio a hegemonia da então toda poderosa Arena (Aliança Renovadora Nacional – hoje PP), partido que dava sustentação ao regime militar brasileiro que chegou ao poder através do golpe de 64, ou revolução como queiram, de 31 de março de 1964.

A derrota eleitoral da Arena assustou a linha dura, tanto a militar quanto a civil, esta última (a civil) talvez até mais dura que os militares. Foi aí que em 24 de junho de 1976, o governo promulgou a Lei Falcão, que impedia o debate político nos meios de comunicação, particularmente no rádio e na televisão.

Esta lei determinou que na propaganda eleitoral, os partidos se limitassem a mencionar a legenda, o currículo e o número do registro do candidato na Justiça Eleitoral, já na televisão, sua fotografia, podendo ainda mencionar o horário e o local dos comícios.

A Lei Falcão ficou conhecida por esse nome devido a seu criador, Armando Falcão, então Ministro da Justiça do regime militar.

Quando me lembro destes fatos que vivenciei num passado ainda recente, valorizo ainda mais o documento mais importante que possuo, meu título eleitoral.

Depois de tudo que passamos em décadas sem democracia no Brasil, devemos valorizar ainda mais a conquista de termos eleições livres em nosso país.

Tenho plena consciência de que a quantidade e qualidade dos partidos políticos existentes em nosso país ainda deixa muito a desejar. A corrupção que se entranhou na maioria, senão totalidade, dos partidos políticos do Brasil, nos leva a perguntar “onde erramos” na escolha de nossos representantes atuais.

Nossa democracia ainda engatinha e depende de nossa participação efetiva para que atinja sua maturidade. Varrer essa corja que se apossou do poder político em nosso país, cabe a nós eleitores, e não a um Golpe Militar, revolução civil ou interferência do judiciário. Não se constrói democracia com esses “atalhos”.

Nosso voto é a solução. Nossa ação é a arma mais poderosa no sentido de limpeza, de purificação do ambiente político e na cobrança de punição exemplar desses nojentos ladrões e enganadores.

Outro dia conversava com um amigo com um DNA (data de nascimento avançada) sobre esse tema. Chegamos à conclusão que a melhor saída ainda é o VOTO. Nada além dele.

Mas um detalhe importante: Vote só em candidatos novos. A maioria dos que estão por aí, de alguma maneira, estão contaminados. Ou estão envolvidos na corrupção ou foram coniventes com ela, ou se calaram, escondendo suas cabeças como avestruzes.

Queremos novos políticos, novos partidos, tudo novo, pessoas de todas as idades com novas e limpas ideias.

Gente nova, isso é o que precisamos.

Não desista de seu voto.

Não o desperdice, valorize-o ainda mais.

Procure escolher pessoas dignas para receber seu apoio.

Observe o que cada um fez no passado e o que promete fazer. Não se deixe enganar por falsas promessas.

Quanto aos atuais políticos, ajudem-nos a sair da política sem dar seu voto a eles.

Quem sabe assim eles vão saber o que é trabalhar!

Use com responsabilidade nossa melhor arma contra a corrupção.
Vote certo, vote em gente nova e limpa. Seja criterioso.

Essa a minha opinião.


Tags: corrupção, eleições, renovação, política, políticos






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